EDUARDO FROIS DA MOTA

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Nome: MOTA, Fróis da
Nome Completo: EDUARDO FROIS DA MOTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MOTA, FRÓIS DA

MOTA, Fróis da

*const. 1946; dep. fed. BA 1946-1951.

 

Eduardo Fróis da Mota nasceu em Monte Rolo (BA), no dia 12 de maio de 1891, filho do coronel Agostinho Fróis da Mota e de Maximiana de Almeida Mota. Seu pai foi fazendeiro e intendente de Feira de Santana.

Fez o curso primário no Colégio São Luís, em sua cidade natal, e o secundário no Ginásio Carneiro Ribeiro, em Salvador. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da Bahia, concluindo o curso no ano de 1912. Depois de formado, fixou residência na cidade de Mogi das Cruzes (SP), onde exerceu medicina clínica até 1917, ano em que retornou a Feira de Santana, a fim de gerir os negócios da família.

Participou da fundação do Partido Social Democrático (PSD) em 1933. Eleito vereador em 1936, teve seu mandato cassado com o golpe do Estado Novo (10/11/1937), que fechou todas as casas legislativas do país. Foi também prefeito de Feira de Santana no período de 1944 a 1945.

No pleito de 2 de dezembro de 1945, obteve uma suplência de deputado pela Bahia na Assembléia Nacional Constituinte, concorrendo na legenda do PSD. Assumiu o mandato em março de 1946, um mês após a instalação da Assembléia. Depois de ter participado dos trabalhos constituintes, passou a exercer o mandato ordinário com a promulgação da nova Carta em 18 de setembro de 1946. Participou da Comissão Permanente de Saúde Pública e atuou na Câmara até o fim do mandato, em janeiro de 1951.

Em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, tornou-se membro do diretório municipal do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Foi o fundador da Rádio Cultura e do jornal A Gazeta do Povo em Feira de Santana. Como presidente da Fundação Coronel Agostinho Fróis da Mota, construiu o Centro de Educação e Cultura, que recebeu mais tarde o seu nome.

Concorreu em dois pleitos para prefeito de Feira de Santana, mas não conseguiu se eleger.

Faleceu em 18 de setembro de 1988, em Feira de Santana.

Era casado com Maria Lambert de Brito Mota, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos deputados; Diário do Congresso Nacional; INF. Lili Fróis da Mota Mascarenhas; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1).

 

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