EDUARDO JORGE CALDAS PEREIRA

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: JORGE, Eduardo (1)
Nome Completo: EDUARDO JORGE CALDAS PEREIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

JORGE, Eduardo

*sec.-geral Pres. Rep. 1995-1998.

 

Eduardo Jorge Caldas Pereira nasceu em Baturité (CE) no dia 3 de outubro de 1942, filho de Eduardo Jorge Pereira Júnior e de Lígia Caldas Pereira.

Em 1964, mediante concurso público, foi admitido como assistente legislativo no Senado Federal. Em 1967 tornou-se assessor de orçamento da Comissão de Finanças, e em 1968, chefe do setor de orçamento junto à Assessoria Legislativa e membro do grupo de trabalho para a reforma administrativa. Em 1970, fez o curso de orçamento-programa no Centro Nacional de Desenvolvimento Econômico (Cendec), do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), no Rio de Janeiro. Retornando a Brasília no mesmo ano, passou a assessor da Comissão de Orçamento do Congresso e do presidente do Senado, João Cleofas de Oliveira, da Aliança Renovadora Nacional (Arena) de Pernambuco. Foi, ainda, coordenador do projeto de instalação dos sistemas de processamento de dados daquela instituição, até 1971.

Nesse ano, ao bacharelar-se em economia pela Universidade de Brasília, viajou para os Estados Unidos, onde fez em setembro e outubro os cursos de orçamento-programa e administração financeira na Universidade de Connecticut, em Hartford, e em novembro e dezembro, o curso de administração legislativa e aplicação de computadores no Poder Legislativo, no Centro de Estudos de Desenvolvimento Comparativo (CDSC), da Universidade do Estado de Nova Iorque, em Albany.

Em 1972 foi promovido no Senado a técnico legislativo. De novembro a dezembro, voltou a frequentar o CDSC, realizando o curso de orçamento e programa de auditoria. Ainda em 1972, tornou-se pesquisador associado daquele centro, coordenador e membro da comissão de avaliação do programa de intercâmbio entre o Senado e a Universidade do Estado de Nova Iorque. Em 1973, fez o curso de sistemas de informação e biblioteca para atividades legislativas, e de 1973 a 1974, o curso sobre computadores nas assembléias legislativas, ambos no CDSC. Em 1974 concluiu o mestrado em administração pública na Graduate School of Public Affairs, da Universidade do Estado de Nova Iorque. No ano seguinte iniciou o doutorado na mesma instituição, especializando-se nas áreas de administração legislativa, planejamento e avaliação de programas, finanças públicas e procedimentos administrativos, e fez o curso de administração legislativa no CDSC.

De volta ao Brasil, ainda em 1975 tornou-se diretor executivo do Centro de Processamento de Dados do Senado Federal (Prodasen), função que desempenharia até 1981. Foi diretor e vice-presidente de 1977 a 1980, no Rio de Janeiro, e presidente, de 1980 a 1981, em Brasília, da Sociedade dos Usuários de Computadores e de Equipamentos Similares (Sucesu-Nacional).

Em 1983, tornou-se assessor do senador Fernando Henrique Cardoso, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB-SP). Por ocasião dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte em 1987-1988, foi coordenador dos assessores do relator-geral, Bernardo Cabral. Prosseguindo sua carreira no Senado, em 1989 passou a analista legislativo, integrando de 1989 a 1991 o Conselho Técnico do Centro de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Cedesen). Entre 1990 e 1994 foi assessor legislativo do Senado.

 Em 1991 e 1992 foi também consultor da International Foundation for Electoral Systems (IFES), em Washington, e dos Programas de Modernização Eleitoral na África e América Central. Foi ainda consultor de Management Systems International, em Washington, dos Programas de Modernização Administrativa na África, presidente do Conselho de Administração da Cobra Computadores S.A., membro do Conselho de Diretores da United American Insurance Company (UAIC) e do Conselho de Diretores da United American Service (UAS), ambas em Nova Iorque.

Assessor especial de Fernando Henrique Cardoso quando este foi ministro das Relações Exteriores (1992-1993) e da Fazenda (1993-1994), em 1994 tornou-se coordenador de pesquisa e de ações estratégicas de sua campanha eleitoral para a presidência da República.

Nomeado secretário-geral da Presidência no primeiro governo de Fernando Henrique (1995-1999), tornou-se figura-chave na rotina do palácio do Planalto, reunindo-se pelo menos duas vezes por dia com o presidente. Detentor de um amplo acervo de informações sobre os bastidores do governo e do Congresso, tinha, entre suas atribuições, a de conferir o currículo de todos os nomeados para cargos no governo, solicitando informações à Receita Federal, aos tribunais e à polícia. Era também encarregado de articular o apoio aos projetos de interesse do presidente no Congresso e, para tanto, possuía um mapa com todas as indicações para cargos no governo e indicadores de fidelidade dos parlamentares. Com esses dados, e a influência junto aos ministros para liberar verbas, foi um dos principais alvos de pedidos de políticos.

Diante das emendas constitucionais propostas pelo governo, defendeu a necessidade de uma reforma na Previdência, citando seu próprio caso. Considerava absurdo ter-se aposentado pelo Senado com apenas 48 anos, acumulando dois rendimentos, o de aposentado e o de secretário. Em contrapartida, durante as negociações em torno da reforma, aceitou a sugestão vinda do Congresso de criação do polêmico extrateto salarial. Segundo seu depoimento divulgado na Veja, de 5 de novembro de 1997, “a idéia original era que quem estivesse ocupando função temporária e fosse aposentado poderia acumular até um determinado valor. Achei que era legítimo”, afirmou.

Em junho de 1998 afastou-se do cargo de secretário-geral para trabalhar como coordenador-geral da campanha da reeleição de Fernando Henrique. Vitorioso no primeiro turno em outubro daquele ano, Fernando Henrique iniciou seu segundo mandato presidencial em 1º de janeiro de 1999.

 

 

FONTES: ITAMARATI. Internet; Veja (5/11/97 e 19/8/98); Revista Isto É (26/07/2006); Ministério Público Federal – Procuradoria da República do Distrito Federal (10/01/2006); Estadão (19/06/2009).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados