Eduardo Vilas Boas Catalão

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Nome: CATALÃO, Eduardo
Nome Completo: Eduardo Vilas Boas Catalão

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

 

CATALÃO, Eduardo

*dep. fed. BA 1951-1955; min. Agric. 1955-1956; dep. fed. BA 1956-1959; sen. BA 1963, 1964, 1965, 1966 e 1968.

 

Eduardo Vilas Boas Catalão nasceu em Ilhéus (BA) no dia 24 de janeiro de 1912, filho de Pedro Levino Catalão e de Belanísia Vieira Catalão. Seu irmão, Pedro Catalão, foi prefeito de Ilhéus, deputado estadual e deputado federal pela Bahia (1963-1967).

Fez o primário no Colégio Guilhermina Selmann e iniciou o curso ginasial no Ginásio Carneiro Ribeiro, ambos em Salvador, completando-o no Aldridge College, no Rio de Janeiro. Cursou a Escola Superior Luís de Queirós, em Piracicaba (SP) e a Escola Nacional de Agronomia, na então capital federal, tornando-se engenheiro agrônomo.

De volta a seu estado natal, em outubro de 1950 foi eleito deputado federal na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Assumiu o mandato em fevereiro de 1951, e em 1954 renovou-o, obtendo a maior votação entre os candidatos do PTB da Bahia à Câmara dos Deputados. Em 1955, licenciou-se da Câmara para assumir a Secretaria da Agricultura do governo Antônio Balbino. Em 11 de novembro desse ano, ocorreu o movimento militar liderado pelo general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra até a véspera, com o objetivo de assegurar a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek, que estava ameaçada por uma conspiração em curso no próprio governo. No mesmo dia o Congresso votou o impedimento dos presidentes da República Carlos Luz, em exercício desde o dia 8, e Café Filho, licenciado, empossando na chefia da nação o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos. No dia 23 de novembro, Eduardo Catalão deixou a secretaria estadual e foi nomeado ministro da Agricultura em substituição a Bento Munhoz da Rocha Neto, que se mantivera fiel aos presidentes afastados. Permaneceu nesse cargo até o fim do governo de Nereu Ramos, em 31 de janeiro de 1956, quando foi substituído por Ernesto Dornelles, membro do primeiro gabinete de Kubitschek.

De volta à Câmara, em outubro de 1958 candidatou-se ao Senado, mas não foi eleito. Completou seu mandato em 31 de janeiro de 1959. Em outubro de 1961, assumiu o cargo de diretor da Carteira de Crédito Geral do Banco do Brasil. Nas eleições de outubro de 1962 elegeu-se suplente de senador na chapa de Antônio Balbino de Carvalho Filho, apoiada pela coligação do Partido Social Trabalhista (PST), Partido Trabalhista Nacional (PTN), Partido Social Democrático (PSD) e Partido Social Progressista (PSP). Como suplente, ocupou uma cadeira no Senado nos períodos de 1º de fevereiro a 24 de outubro de 1963, 17 de junho a 14 de setembro de 1964, 15 de agosto a 23 de novembro de 1965, 27 de abril a 5 de agosto de 1966 e 1º de abril a 4 de agosto de 1968.

Abandonando a vida política, passou a dedicar-se a atividades agropecuárias (cacau e gado).

Faleceu no dia 1º de maio de 2004.

Foi casado com Télia Silva.

 

FONTES: AUDRÁ, A. Bancada; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; Diário do Senado (online) 4 maio 2004. Disponível em: <http://www. senado.gov.br/sf/publicacoes/diarios/pdf/sf/2004/05/04052004/12048.pdf>. Acesso em: 17 nov. 2009; Encic. Mirador; GUERRA FILHO, R. Ministério; INF. BIOG.; MELO, A. Cartilha; SENADO. Relação.

 

 

 

 

 

 

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