Elias Abraão

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Nome: ABRAÃO, Elias
Nome Completo: Elias Abraão

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ABRAÃO, Elias

*dep. fed. PR 1995-1996.

 

Elias Abraão nasceu em Franca (SP) no dia 28 de maio de 1941, filho de Abraão Elias e Abce João Jorge.

Professor e pastor, fez o curso de teologia na Faculdade de Teologia de Campinas, entre os anos de 1961 e 1965. Nesse período, foi membro da União Estadual dos Estudantes (UEE) de São Paulo. Mestre, em 1968, e doutor, em 1972, em filosofia e teologia no Seminário Teológico de Pittsburgh (EUA), retornou ao Brasil em 1973. Nesse mesmo ano, passou a lecionar na Sociedade Educacional Positivo, em Curitiba, atividade que exerceria até 1990.

Iniciou sua trajetória político-partidária em 1986, quando ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) do Paraná. Ainda neste ano foi eleito membro do diretório regional daquela agremiação e indicado para ser secretário municipal de Meio Ambiente de Curitiba, na gestão de Roberto Requião. Permaneceu no cargo até 1988 e no ano seguinte assumiu a Coordenação do Meio Ambiente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Paraná durante o governo de Álvaro Dias (1987-1991), tendo aí permanecido até 1990. Em 1991, assumiu a Secretaria de Educação do Paraná, já no governo de Roberto Requião. Durante sua passagem por essa pasta, presidiu o I Encontro do Mercado Comum do Sul (Mercosul), realizado em Foz do Iguaçu (PR), em 1993.

Deixou a secretaria em 1994 para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados no pleito de outubro daquele ano. Eleito com votos provenientes em sua maioria de Curitiba, tomou posse em fevereiro de 1995 e passou a atuar como membro da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

Nas votações das emendas constitucionais apresentadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso neste ano, acompanhou quase sempre as orientações da base parlamentar governista na Câmara, pronunciando-se favoravelmente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, à revisão do conceito de empresa nacional, à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais, e à prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) — antigo Fundo Social de Emergência (FSE) —, criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real). Foi contrário somente ao fim do monopólio estatal na exploração do petróleo.

Faleceu em desastre de automóvel em 18 de setembro de 1996. Sua vaga na Câmara foi ocupada por Djalma de Almeida César.

Era casado com Magali Salim Abraão, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96).

 

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