Elias Adaime

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Nome: ADAIME, Elias
Nome Completo: Elias Adaime

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ADAIME, Elias

*dep. fed. SC 1955-1963.

 

Elias Adaime nasceu em São Francisco do Sul (SC) no dia 30 de janeiro de 1929, filho de Elias Buch Adaime, natural do Líbano, e de Domingas Buch Adaime.

Fez os primeiros estudos no Ginásio Marista de Curitiba e bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Porto Alegre em 1952.

Em 1953, foi um dos organizadores do Congresso Brasileiro de Previdência Social, que reuniu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, cerca de 1.200 sindicatos. A repercussão desse evento foi um dos fatores que contribuíram para a exoneração do ministro do Trabalho João Goulart, no ano seguinte.

Em outubro de 1954, elegeu-se segundo suplente de deputado federal por Santa Catarina na legenda da Aliança Social Trabalhista, coligação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) com o Partido Social Democrático (PSD). Com as vagas abertas por Nereu Ramos e Saulo Saul Ramos, eleitos para o Senado, Adaime foi automaticamente efetivado, assumindo o mandato em fevereiro de 1955.

Na Câmara, preocupado com a situação dos mineiros de carvão em seu estado, conseguiu a convocação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), que concluiu pela necessidade de uma profunda reforma dos métodos de trabalho nas minas.

Reeleito em outubro de 1958 pelo PSD, foi o autor da sistemática do Plano de Classificação de Cargos no Serviço Público Federal, aprovado pelo Congresso; do projeto que resultou na aposentadoria integral dos trabalhadores aos 55 anos de idade; e de uma emenda constitucional federalizando a Justiça. Foi também o relator da CPI que investigou irregularidades no Fundo Sindical.

Defendeu a intervenção estatal na esfera econômica, como corretivo e suplemento da iniciativa privada, o monopólio estatal do petróleo, da energia, dos minérios atômicos e das telecomunicações. Licenciou-se do mandato em junho de 1960, para ocupar a pasta de Segurança Pública de Santa Catarina na gestão de Heriberto Hülse (1958-1961). Deixou a secretaria em janeiro de 1961, ao final daquele governo, reassumindo sua vaga na Câmara dos Deputados.

Apoiou o Ato Adicional nº 4 (2/9/1961), que instituiu o parlamentarismo como forma conciliatória para solucionar a crise gerada pela renúncia do presidente Jânio Quadros, possibilitando a posse do vice-presidente João Goulart, ao que se opunham os ministros militares.

Votou a favor da Emenda Constitucional nº 5 (21/11/1961), que preconizava uma destinação de maior parcela das verbas públicas para os municípios. Foi favorável ao reatamento de relações diplomáticas com a União Soviética e defendeu uma reforma agrária cooperativista, respeitada a propriedade privada nos termos da Constituição de 1946. Terminou seu segundo mandato em 31 de janeiro de 1963, não tendo tentado a reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

Em 1977, o semanário que dirigia, o Correio, de Itajaí (SC), enfrentou problemas com a censura devido a insistentes críticas aos governos federal e estadual, especialmente em função de denúncias feitas contra o governador Antônio Carlos Konder Reis.

Exerceu ainda as funções de assistente técnico da presidência do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários (IAPI) e de presidente da Comissão Nacional de Previdência Social.

Faleceu em Itajaí, no dia 5 de março de 1983.

Era casado com Maria Nadir Nöthen, com quem teve dois filhos.

Publicou Estiva nos portos brasileiros, Indenização para acidentes de trabalho, Dívidas da União para com a Previdência Social, Rescisão de contratos de trabalho, Medicina preventiva — fator de produtividade e unificação da Previdência Social.

 

FONTES: CABRAL, O. Era; CABRAL, O. História; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; CONSULT. MAGALHÃES, B.; INF. FAM.; Veja (20/4/77).

 

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