ELIAS DE SOUSA CARMO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CARMO, Elias
Nome Completo: ELIAS DE SOUSA CARMO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARMO, Elias

CARMO, Elias

* dep. fed. MG 1954-1955; 1961-1962; 1963-1975.

 

Elias de Sousa Carmo nasceu em Amparo da Serra, então distrito de Ponte Nova (MG), no dia 21 de abril de 1909, filho de Benjamim Augusto do Carmo e de Teolinda de Sousa Carmo. Seu pai foi vereador em Ponte Nova e Raul Soares (MG). Seu irmão, Juarez de Sousa Carmo, foi deputado federal em 1959 e de 1961 a 1963.

Elias de Sousa Carmo fez o curso secundário no externato do Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e bacharelou-se pela Faculdade Nacional de Direito do Rio de Janeiro em 1933. Retornando a Minas depois de formado, foi promotor de justiça (1935-1936), advogado e inspetor de ensino (1940-1942) na cidade de Aimorés, onde também atuou como secretário da administração municipal (1943-1947) e como agricultor e pecuarista.

Em 1947, iniciou sua carreira política ao eleger-se deputado à Assembléia Constituinte de Minas Gerais pela legenda da União Democrática Nacional (UDN), permanecendo no mandato depois da promulgação da nova Constituição estadual e da transformação da Constituinte em Assembléia Legislativa ordinária. Neste período, foi presidente e membro da Comissão de Redação e titular das comissões de Educação e Cultura e de Viação e Obras Públicas.

Líder da UDN na Assembléia e presidente do diretório do partido em Minas Gerais, no pleito de outubro de 1950, obteve uma suplência de deputado federal pela legenda do partido. No ano posterior, tornou-se advogado do Banco Mineiro da Produção S. A., ao qual prestaria seus serviços durante dez anos.

Assumiu uma cadeira de deputado federal em agosto de 1954, e, no pleito de outubro seguinte, conquistou novamente uma suplência. Encerrando o mandato em janeiro de 1955, não chegou a ocupar uma cadeira na Câmara durante a legislatura 1955-1959. Mais uma vez suplente de deputado federal por Minas Gerais em outubro de 1958, desta vez exerceu o mandato entre setembro de 1961 e maio de 1962. Após retornar à suplência, tornou-se presidente da Caixa Econômica Estadual de Minas Gerais.

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se finalmente deputado federal por Minas Gerais pela legenda da UDN, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Vice-líder da UDN na Câmara a partir de junho de 1964, com a extinção dos partidos políticos determinada pelo Ato Institucional no (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964 e por cuja legenda reelegeu-se em 1966 e em 1970.

Entre 1967 e 1975, foi vice-presidente estadual da Arena, observador da Câmara dos Deputados junto à Organização das Nações Unidas (ONU) em 1967, relator da Receita e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a situação estudantil em 1968, vice-líder do seu partido na Câmara a partir de março de 1970, vice-líder do governo de Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), primeiro-secretário da mesa da Câmara entre 1971 e 1972 e novamente vice-líder da Arena a partir de maio de 1973. Foi ainda membro das comissões de Economia, Legislação Social, Orçamento, Serviço Público e de Constituição e Justiça.

Candidato à reeleição no pleito de novembro de 1974 pela legenda arenista, voltou à condição de suplente. Com isso, deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1975, ao final da legislatura.

Afastado da carreira parlamentar, foi diretor da financeira do Banco do Estado de Minas Gerais S. A.(Bemge) de 1975 a 1978 e  secretário do Interior e Justiça em Minas Gerais durante o governo de Levindo Ozanam Coelho (1978-1979).

Mais uma vez vice-presidente da Arena entre 1979 e 1980, com o fim do bipartidarismo (21/11/79) Elias Carmo ingressou no Partido Democrático Social (PDS), agremiação que aglutinou os remanescentes da Arena. Ainda em 1979, tornou-se diretor do Bemge, ocupando esse cargo até 1983, quando afastou-se definitivamente da vida pública. A partir de então passou a dedicar-se à advocacia. Em 1985, foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal (PFL), agremiação à qual se encontrava filiado em janeiro de 2000.

Casou-se com Rute Morais de Sousa Carmo, com quem teve dez filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971 e 1971-1975); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; INF. BIOG.;  NÉRI, S. 16; Perfil (1972); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4, 5, 6, 8 e 9).

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados