ELOI PORTELA NUNES SOBRINHO

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Nome: PORTELA, Elói
Nome Completo: ELOI PORTELA NUNES SOBRINHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PORTELA, ELÓI

PORTELA, Elói

*sen. PI 1998.

Elói Portela Nunes Sobrinho nasceu em Valença (PI), no dia 23 de setembro de 1936, filho de Eustáquio Portela Nunes e de Maria Ferreira de Deus Nunes. Seu irmão Petrônio Portela Nunes foi governador do Piauí de 1963 a 1966, senador de 1967 a 1979 e ministro da Justiça de 1979 a 1980. O outro irmão Lucídio Portela Nunes foi governador do estado de 1979 a 1983 e senador de 1991 a 1999. Seus primos Flávio Portela Marcílio foi governador do Ceará de 1958 a 1959 e deputado federal pelo mesmo estado de 1963 a 1991; Tibério Barbosa Nunes, governador do Piauí de 1962 a 1963; Helvídio Nunes de Barros, governador do Piauí de 1967 a 1970 e senador pelo mesmo estado de 1971 a 1987 e Djalma Martins Veloso, governador desse estado de 1978 a 1979.

Cursou o primário na Escola Modelo Artur Pedreira e o secundário no Colégio Estadual do Piauí, ambos em Teresina. Em 1959, ainda estudante, ingressou na política filiando-se à União Democrática Nacional (UDN) e, no mesmo ano, foi admitido no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na função de assistente de laboratório. Mudou-se para o Rio de Janeiro e ingressou na Escola Nacional de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pela qual se formou engenheiro civil em 1962. No ano seguinte, tornou-se engenheiro de portos e vias navegáveis do Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis (DNPVN). Em 1964, fez pós-graduação em portos, rios e canais e o curso de especialização em navegação marítima, navegação interior e obras hidráulicas também na Escola Nacional de Engenharia. No ano seguinte, assumiu a superintendência de administração do Porto de Laguna, em Santa Catarina, cargo que exerceu até 1968, quando voltou ao Rio de Janeiro e fez os cursos, também de especialização, de organização administrativa e política de transporte na Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), da Fundação Getulio Vargas, e de operação e manutenção de portos e terminais marítimos no Instituto Superior do Mar da Pontifícia Universidade Católica (PUC). No ano seguinte foi o engenheiro construtor do pátio de estacionamento do Aeroporto Internacional de Brasília.

Com a instauração do movimento político-militar que depôs o presidente João Goulart (1961-1964) em abril de 1964, a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação que dava sustentação política ao regime militar.

Licenciou-se do serviço público e passou a atuar na iniciativa privada, na capital federal. Em 1970 tornou-se chefe da usina de pré-fabricação da Construtora Rabelo S.A., exercendo essa função até 1972. Nesse ano foi transferido para Argel, na Argélia, onde, como engenheiro-chefe do complexo industrial de Sidi-Moussa, dirigiu a construção de uma fábrica de prédios pré-fabricados. Permaneceu nesse país africano até o ano seguinte, quando retornou ao Brasil. De 1974 a 1976 participou da construção do palácio Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República em Brasília, e foi superintendente de obras da Construtora Rabelo de 1975 a 1977.

Nesse último ano voltou ao serviço público, agora na Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobrás), sucessora do DNPVN. Ainda em 1977 passou a integrar o conselho deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento da Pesca (Sudepe) como representante do Ministério dos Transportes, até 1989, e o conselho de administração da Companhia Docas do Ceará, como representante da Portobrás, cargo que deixou em 1985. Também em 1977 começou a trabalhar no Departamento de Planejamento da estatal e, em 1979, assumiu a chefia. Permaneceu no cargo até 1983, quando deixou essa função para chefiar o Departamento de Engenharia Portuária, tornando-se responsável por todas as obras do sistema portuário brasileiro. Dois anos depois tornou-se presidente do conselho fiscal da Companhia Docas do Maranhão (Codomar). Exerceu esses dois cargos até 1987, quando passou a diretor das áreas de planejamento e pesquisas tecnológicas, responsável pela coordenação do Departamento de Planejamento do Instituto de Pesquisas Hidroviárias até 1989.

Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena no apoio ao governo.

Em 1988, Heráclito Fortes foi eleito prefeito de Teresina e nomeou Elói Portela presidente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano (Eturb). Permaneceu nessa função até 1991. Nesse ano, foi atingido pelas reformas feitas pelo presidente da República, Fernando Collor (1990-1992) e demitido do cargo de engenheiro da Portobrás em virtude da extinção da empresa. Ainda em 1991, foi nomeado pelo governador Antônio de Freitas Neto (1991-1994) secretário estadual de Obras e Serviços Públicos, responsável pela supervisão, implantação, construção, manutenção e recuperação de toda a malha rodoviária do estado.

Em abril de 1993, filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC). Deixou a secretaria municipal em abril do ano seguinte, desincompatibilizando-se do cargo para compor a chapa ao Senado, na condição de suplente, pela coligação do PPR com o Partido da Frente Liberal (PFL). A chapa era encabeçada por Freitas Neto, que também deixara o governo do estado na mesma ocasião. Elegeu-se primeiro-suplente de senador.

Uma nova fusão ocorreu em agosto de 1995, quando o PPR e o Partido Progressista (PP) deram origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB). Em abril de 1998, com a criação do Ministério Extraordinário das Reformas Institucionais pelo presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, e a nomeação do senador Freitas Neto para essa pasta, Portela assumiu uma cadeira no Senado, já filiado ao PPB. Integrou, como titular, a Comissão de Infra-Estrutura, que chegou a presidir temporariamente. Atuou como suplente na Comissão de Estudos Econômicos. Participou ainda, como membro efetivo, da comissão especial que tratou dos efeitos da seca no Nordeste.

Integrou, como titular, a Comissão Mista de Orçamento e as comissões mistas de representação do Legislativo durante os recessos de julho e dezembro e, como suplente, a comissão especial destinada a investigar o desemprego no Brasil. Permaneceu no Senado até o dia 1º de janeiro de 1999, quando o ministério foi extinto e o titular reassumiu o mandato.

Em 2006 esteve à frente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP) dos portos de Belém, Vila do Conde e Santarém, todos no Pará.. No ano seguinte, tornou-se assessor da Secretaria dos Transportes do Piauí no segundo governo de Wellington Dias (2007-).

Casou-se com Corália Rodrigues Portela Nunes, com quem teve três filhos.

Alan Carneiro

FONTES: CURRIC. BIOG.; INF. BIOG; http://www.piaui.pi.gov.br/materia.php?id=25859 acesso em 4/9/09.

 

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