EMIVAL RAMOS CAIADO

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Nome: CAIADO, Emival
Nome Completo: EMIVAL RAMOS CAIADO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAIADO, EMIVAL

CAIADO, Emival

*dep. fed. GO 1955-1971; sen. GO 1971-1974.

 

Emival Ramos Caiado nasceu em Goiás (GO) no dia 4 de maio de 1918, filho de Antônio Ramos Caiado e de Maria Amorim Caiado. Seu pai, chefe político em Goiás desde 1905, foi deputado federal de 1909 a 1921 e posteriormente senador. Seu tio, Brasil Ramos Caiado, foi presidente de Goiás de 1925 a 1929 e senador de 1929 a 1930. Outro parente, Mário de Alencastro Caiado, integrou a junta governativa provisória que assumiu o poder em Goiás com a Revolução de 1930 e foi também deputado à Assembléia Nacional Constituinte em 1934 e senador de 1935 a 1937. Seu irmão, Elcival Ramos Caiado, foi deputado federal de 1975 a 1979. Um de seus primos, Brasílio Ramos Caiado, foi deputado federal por Goiás de 1971 a 1975 e a partir de 1979. Outro primo, Leonino Di Ramos Caiado, foi governador de Goiás de 1971 a 1975.

Emival Caiado fez seus estudos primários no Colégio Santana e os secundários no Liceu de Goiás, ambos em sua cidade natal. Em 1942, bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Estado do Rio de Janeiro, em Niterói. Exerceu a advocacia durante dois anos no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e em 1945, com a queda do Estado Novo (1937-1945), filiou-se à União Democrática Nacional (UDN) em seu estado, transferindo-se em seguida para São Paulo, onde permaneceu até 1946 como oficial-de-gabinete do secretário de Saúde do estado, Antônio Ferreira de Almeida Júnior. Em outubro de 1950 foi eleito deputado estadual em Goiás na legenda da UDN e assumiu o mandato em fevereiro de 1951, tendo integrado a Comissão de Justiça da Assembléia Legislativa goiana. Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal por Goiás na legenda da UDN. Concluindo o mandato de deputado estadual em janeiro de 1955, ocupou em fevereiro uma cadeira na Câmara, tendo sido o responsável pela emenda que fixou a data de 21 de abril de 1960 para a transferência da capital federal para Brasília. Aprovada em agosto de 1958, a emenda ficou conhecida como Lei Emival Caiado. Integrou ainda nessa legislatura as comissões de Orçamento, de Legislação Social, de Mudança da Capital e do Distrito Federal.

Reeleito em outubro de 1958 e em outubro de 1962, apoiou, nessa última legislatura, o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, foi autor da Emenda Constitucional nº 9, de 21 de julho de 1964, que determinou a realização de eleições simultâneas em todo o país para a Câmara Federal, o Senado, a presidência e vice-presidência da República.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), editado em 27 de outubro de 1965, e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar, em cuja legenda foi reeleito em novembro de 1966. Em novembro de 1970 elegeu-se senador por Goiás e, tendo concluído o mandato de deputado federal em janeiro de 1971, ocupou em fevereiro uma cadeira no Senado, onde foi membro das comissões do Distrito Federal, de Constituição e Justiça, de Valorização da Amazônia e presidente da Comissão de Redação. Em 1974 renunciou ao mandato de senador, que expiraria em janeiro de 1975, alegando que fora traído por seu primo Leonino Caiado, então governador de Goiás, que vetara sua candidatura à reeleição. Sua vaga foi assumida pelo suplente, Leone Mendonça.

Ao longo de sua vida política Emival Caiado foi ainda presidente da UDN e autor de projeto criando a Fundação de Assistência do Garimpeiro e Grande Proprietário Rural.

Residindo em Brasília, Emival Caiado abandonou a vida pública e passou a dedicar-se à advocacia. Sem se desligar completamente da política, continuou atuando nos bastidores da vida política goiana. Trabalhou ativamente na campanha de seu filho Sérgio Caiado, que se elegeu deputado federal em outubro de 2002 pelo Partido Progressista (PP).

Faleceu em Goiânia no dia 7 de agosto de 2004.

Era casado com Maria Curado Caiado, com quem teve um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); Diário da Manhã, Goiás. Internet; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (11/6/74); KUBITSCHEK, J. Meu (3); NÉRI, S. 16; Perfil (1972); SENADO. Dados; SENADO. Dados biográficos; SENADO. Endereços; SENADO. Relação; Jornal Opção On-line (8 a 14/8/04); Diário da Manhã (24/4/08); Agência Senado (11/8/04).

 

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