ERICO ANDRE PEGORARO

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Nome: PEGORARO, Érico
Nome Completo: ERICO ANDRE PEGORARO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEGORARO, ÉRICO

PEGORARO, Érico

*const. 1987-1988; dep. fed. RS 1987-1991.

Érico André Pegoraro nasceu em Canguçu (RS) no dia 28 de abril de 1947, filho de Alexandre Pegoraro e de Maria Aurora Formentin Pegoraro.

Cursou o segundo grau no Colégio Municipal Pelotense, em Pelotas (RS), concluindo-o no ano de 1964. Em 1969, formou-se técnico em contabilidade no Colégio Gonzaga, também naquele município.

Professor e despachante comercial, no pleito de novembro de 1972 elegeu-se vereador à Câmara Municipal de Pelotas, na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumindo o mandato no início de 1973, dois anos mais tarde foi nomeado assessor especial para assuntos sindicais da Secretaria do Trabalho e Ação Social do governo Sinval Guazzelli (1975-1979), cargo que ocuparia até 1979.

Encerrando o mandato de vereador em janeiro de 1977, nas eleições de novembro do ano seguinte disputou uma vaga à Assembléia Legislativa pela legenda arenista, obtendo apenas uma suplência.

Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que sucedeu à Arena. Assumiu uma cadeira na Assembléia Legislativa gaúcha em abril de 1980, tornando-se, depois, presidente da Comissão de Finanças da casa.

Também em 1980, ingressou no curso de administração de empresas da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre, porém não chegou a concluí-lo, deixando a universidade no ano seguinte.

No pleito de novembro de 1982, desta vez pelo PDS, elegeu-se deputado estadual, assumindo sua cadeira em fevereiro seguinte. Durante este mandato, presidiu as comissões especiais de Pesca, Emprego e Salário do Legislativo gaúcho. Em 1985, transferiu-se para o Partido da Frente Liberal (PFL), agremiação fundada naquele ano por lideranças do PDS que haviam apoiado a candidatura presidencial de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral de 15 de janeiro. Atuando como líder do novo partido na Assembléia, Pegoraro foi ainda membro de algumas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e terceiro secretário da mesa.

Ligado ao senador Carlos Chiarelli, candidato derrotado ao governo gaúcho em novembro de 1986, Pegoraro elegeu-se, no mesmo pleito, deputado federal constituinte pelo PFL do Rio Grande do Sul. Empossado em fevereiro do ano seguinte, integrou-se como membro titular aos trabalhos da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e como suplente da Subcomissão da Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, da Comissão da Ordem Econômica da Assembléia Nacional Constituinte (ANC).

Nas principais votações do período, posicionou-se a favor do mandado de segurança coletivo, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da jornada semanal de 40 horas, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da adoção do voto facultativo aos 16 anos, da nacionalização do subsolo, da estatização do sistema financeiro, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da anistia aos micro e pequenos empresários. Votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países de orientação racista, a pena de morte, a legalização do aborto, a estabilidade no emprego, a pluralidade sindical, o presidencialismo, a limitação para os encargos da dívida externa e a desapropriação da propriedade produtiva.

Com a promulgação da nova Carta em outubro de 1988, Pegoraro continuou exercendo seu mandato ordinário na Câmara, onde permaneceria até janeiro de 1991, no final da legislatura.

No pleito realizado em outubro de 1990, candidatou-se à reeleição pela legenda do PFL, porém não obteve sucesso. Não disputou mandato de deputado federal em outubro de 1994 e, quatro anos depois, não se candidatou a nenhum cargo eletivo.

Em abril de 1999, tornou-se assessor da presidência da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Sul, e em novembro assumiu o cargo de superintendente do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo.

Nas eleições de 2002, candidatou-se ao cargo de deputado federal, dessa vez na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), conseguindo uma suplência.

Érico Pegoraro foi ainda presidente da Frente Agrária Gaúcha, tendo participado da fundação de sindicatos de trabalhadores rurais de vários municípios, como Jaguarão, Herval, Piratini, entre outros. Fundou também sindicatos patronais urbanos, presidindo a Fundação Gaúcha do Trabalho (FGT).

Casou-se com Marilene Veleda Pegoraro, com quem teve um filho.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. ;  OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG; Portal do TSE. Resultado eleição 2002.  Disponível em :  <http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2002/result_blank.htm>. Acesso em : 17 set. 2009.

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