ERNANI BOLDRIM DE FREITAS LIMA

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Nome: BOLDRIN, Ernani
Nome Completo: ERNANI BOLDRIM DE FREITAS LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BOLDRIM, Ernani

BOLDRIM, Ernani

* dep. fed. RJ 1989, 1990-1991.

 

Ernani Boldrim de Freitas Lima nasceu em Patrocínio do Muriaé (MG) no dia 4 de abril de 1944, filho de Agenor de Freitas Lima e de Amália Boldrim de Lima.

Em 1973, iniciou curso de direito na Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, bacharelando-se em 1977. Nesse mesmo ano, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, tendo sido um dos fundadores do diretório da agremiação em Nova Iguaçu (RJ). Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), agremiação liderada no Rio de Janeiro pelo governador Antônio Chagas Freitas.

Comerciante e empresário da área de vendas de roupas masculinas, Boldrim foi diretor conselheiro da Associação Comercial e Industrial de Nova Iguaçu, entre 1981 e 1989.

Em virtude da incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, ingressou em 1982 nessa agremiação. Candidatou-se a deputado federal constituinte nas eleições de novembro de 1986, na legenda do PMDB, obtendo apenas uma suplência. Entre junho e dezembro de 1989, ocupou a vaga do deputado Flávio Palmier da Veiga, que nesse período foi secretário de Turismo, Esporte e Lazer do governo Moreira Franco (1987-1991). Em maio de 1990, retornou à Câmara – desta vez no lugar de Gustavo de Farias, que, ameaçado de cassação, renunciou ao mandato –, permanecendo até o final da legislatura, em janeiro de 1991.

Em novembro de 1990 concorreu novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados, obtendo a segunda suplência da legenda. Em 1991, desligou-se do PMDB e filiou-se ao Partido Social Trabalhista (PST), vindo a presidir o diretório da agremiação em Nova Iguaçu, a partir de junho de 1992. Posteriormente, ingressou no Partido Progressista (PP), agremiação resultante da fusão do PST com o Partido Trabalhista Renovador (PTR).

Em outubro de 1994, candidatou-se a deputado estadual pelo Rio de Janeiro na legenda do PP, porém não conseguiu eleger-se. Anulado este pleito por determinação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, por suspeita de fraude, saiu vitorioso na nova eleição, ocorrida em 15 de novembro do mesmo ano. Assumiu o mandato na Assembléia Legislativa do estado do Rio de Janeiro em fevereiro de 1995. Em agosto, com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PP com o Partido Progressista Reformador (PPR), filiou-se à nova agremiação.

Em junho de 1996, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu restabelecer a validade das eleições de 3 de outubro de 1994 no Rio de Janeiro. Tendo sido eleito somente no pleito de novembro, Ernani Boldrim recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), visando garantir sua permanência na Assembléia, mas não obteve êxito. Deixou com isso o mandato no início de 1997, passando sua vaga a ser ocupada por Bernard Rajzman, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Afastado do legislativo estadual, Boldrim foi nomeado secretário de Desenvolvimento da Baixada e Municípios Adjacentes pelo governador do Rio, Marcelo Alencar (1995-1998). À frente de um cargo meramente político, tinha como atribuição encaminhar as reivindicações dos prefeitos e políticos da região para as diversas secretarias do governo. Durante sua gestão, participou dos projetos Via Light – rodovia concebida para desafogar o tráfego na Via Dutra – e Baixada Viva – um amplo programa de pavimentação e saneamento básico financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Em outubro de 1998 conquistou uma cadeira de deputado estadual pelo Rio de Janeiro na legenda do PPB, tomando posse em fevereiro do ano seguinte.

Casou-se com Edna Reis dos Santos, com quem teve duas filhas.

 

FONTES: Globo (20, 21 e 28/3/96, 5/2/97, 7/10/98); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (12/5/97); TRIB. SUP. ELEIT. Candidatos. (1998).

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