ESTEVAO TAURINO DE RESENDE NETO

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Nome: RESENDE, Taurino de
Nome Completo: ESTEVAO TAURINO DE RESENDE NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RESENDE, TAURINO DE

RESENDE, Taurino de

*militar; ch. CGI 1964.

 

Estêvão Taurino de Resende Neto nasceu no dia 21 de abril de 1900.

Sentou praça no Exército em março de 1918 ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de onde saiu aspirante-a-oficial da arma de cavalaria em janeiro de 1921. Promovido a segundo-tenente em maio do mesmo ano e a primeiro-tenente em setembro de 1922, alcançou o posto de capitão em agosto de 1931, o de major em dezembro de 1938 e o de tenente-coronel em junho de 1943. Tendo já cursado a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, em 1946 cursou a Escola de Estado-Maior, em março do ano seguinte foi promovido a coronel e em dezembro de 1955 a general-de-brigada. Em 1961, quando já ocupava o posto de general-de-divisão, foi designado comandante da 8ª Região Militar, sediada no Pará. Ao longo de sua carreira militar fez ainda um curso de treinamento em problemas de desenvolvimento econômico, foi autor do projeto de criação do Serviço Agropecuário do Exército e exerceu diversos comandos, como o da 1ª Divisão de Cavalaria e da 1ª Região Militar, sediada no Rio de Janeiro. Chefiou a Diretoria de Remonta e a de Material de Comunicações e foi comandante do Comando Militar da Amazônia.

Participou do movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, e no mês seguinte, ao atingir a idade-limite de permanência no serviço ativo, foi transferido para a reserva no posto de marechal. Ainda em abril, foi nomeado pelo marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, recém-empossado na chefia do governo, chefe da Comissão Geral de Investigações (CGI), organismo encarregado de coordenar os inquéritos policial-militares (IPM) então instaurados para apurar atividades subversivas. Em maio autorizou a prisão preventiva de testemunhas dos IPMs no período compreendido até 50 dias antes de seus depoimentos.

Diante do problema enfrentado pelo novo governo de manter o equilíbrio entre os compromissos revolucionários assumidos e o objetivo declarado de recuperar a ordem jurídica e institucional, ainda no início de maio correram notícias de que o exame das cassações de mandatos e suspensões de direitos políticos propostas pelo Conselho de Segurança Nacional passaria para a jurisdição da CGI. Em junho, entretanto, Taurino de Resende propôs a Castelo Branco a prorrogação do artigo 10 do Ato Institucional nº 1 (9/4/1964), que atribuía ao presidente da República até o dia 15 daquele mês o poder de determinar sumariamente aquelas punições. Ainda em junho, logo após a negativa à sua proposta, declarou que o ato do presidente expressava apenas uma posto pessoal, já que ele não havia consultado o Conselho de Segurança Nacional sobre o assunto. Essa afirmação foi mal recebida no meio político, pois a competência de solicitar a prorrogação era considerada como exclusiva do presidente da República.

Ainda em julho de 1964, em decorrência das acusações feitas por militares do IV Exército, sediado em Recife, de que seu filho, o economista Sérgio de Resende, teria participado de ações subversivas, demitiu-se da chefia da CGI, sendo substituído pelo almirante Paulo Bosísio. Em 1966 apresentou-se como candidato a deputado federal pela Guanabara na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), com um programa de apoio à educação da criança e de combate à violência de toda ordem. Não chegou, entretanto, a concorrer no pleito de novembro desse ano.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 19 de março de 1982.

Foi casado com Djanira Cidade de Resende, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: Almanaque Mundial (1965); CACHAPUZ, P. Cronologia; CASTELO BRANCO, C. Militares; FIECHTER, G. Regime; Globo (20/3/82); Jornal do Brasil (21/10/66); MIN. GUERRA. Almanaque (1958); SKIDMORE, T. Brasil; VIANA FILHO, L. Governo.

 

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