Etivaldo Vadão Gomes

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Nome: GOMES, Vadão
Nome Completo: Etivaldo Vadão Gomes

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

GOMES, Vadão

*dep. fed. SP 1991-

 

Etivaldo Vadão Gomes nasceu em Populina (SP) no dia 19 de abril de 1957, filho de Agenor Rodrigues Gomes e de Ana Aparecida Gomes. Seu pai foi prefeito de Estrela d’Oeste (SP), e seu irmão, Edson Gomes, foi prefeito de Pereira Barreto (SP).

Após os estudos secundários, na Escola Estadual Sílvio Miotto, em Estrela d’Oeste, investiu na pecuária e nos transportes, atuando também no setor das comunicações, como proprietário da Rádio Alvorada. Foi presidente da Associação Comercial de Estrela d’Oeste.

No pleito municipal de novembro de 1988, elegeu-se vice-prefeito de Estrela d’Oeste na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Conhecido como rei das festas do peão boiadeiro e já filiado ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados em 1990. Iniciando o mandato em fevereiro de 1991, presidiu a Comissão de Agricultura e Política Rural, foi membro titular da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e fez parte da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre a violência no campo.

Principal aliado do governo no interior paulista, na sessão da Câmara dos Deputados em 29 de setembro de 1992 acabou votando a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha, Paulo César Farias. Afastado logo após a votação, Collor renunciou ao mandato, em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. Foi então efetivado na presidência o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde o dia 2 de outubro.

Em 1993, Vadão Gomes filiou-se ao Partido Progressista (PP), integrando logo a seguir a comissão especial do Congresso sobre a seca no Nordeste e o atendimento às populações atingidas. Voltou à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática em 1994, e assumiu a vice-liderança da bancada do PP. Ainda no mesmo ano foi indicado vice-presidente e a seguir presidente do diretório estadual do partido. Durante a legislatura faltou à votação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos destinados à saúde, mas votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 10% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação. Opôs-se ao fim do voto obrigatório.

No pleito de outubro de 1994 conseguiu ser reeleito, obtendo mais de 120 mil votos — a maior votação do PP e a sétima no estado. Iniciando novo mandato em fevereiro de 1995, permaneceu na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e presidiu a de Minas e Energia, atuando ainda nas de Desenvolvimento Urbano e Interior, e de Finanças e Tributação. Chegou a presidente nacional do PP em 1995, mas em agosto, filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PP com o Partido Progressista Reformador (PPR).

Durante a legislatura votou a favor da abolição do monopólio nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem. Apoiou o fim de todas as diferenças jurídicas entre empresa nacional e estrangeira e a prorrogação do FSE, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação. Em janeiro/fevereiro de 1997 também foi favorável à emenda constitucional que previa a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro, à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, conquistou seu terceiro mandato federal na legenda do PPB. No mês seguinte aprovou o teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e o estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência. Iniciou novo período legislativo em fevereiro de 1999.

Foi eleito novamente em 2002, com 108.533 votos. Em abril de 2003, seu partido, o PPB, decidiu retirar da sigla a letra B, voltando à antiga PP. Em agosto de 2005, seu nome foi citado pela primeira vez como beneficiário do “mensalão”, suposto esquema de pagamento de parlamentares da base aliada do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003-). Em outubro, a Mesa Diretora da Câmara encaminhou ao Conselho de Ética o pedido de cassação de seu mandato, entre outros acusados. No início de maio de 2006, o Conselho Ética absolveu-o, apesar do relatório inicial pedindo sua cassação. No fim desse mês, o plenário da Câmara decidiu por sua absolvição.

Em outubro de 2006, foi eleito novamente deputado federal, com 78.728 votos na legenda do PP. A partir de 2007, tornou-se vice-líder do PP na Câmara.

Casou-se com Célia Regina Molina Gomes, com quem teve um filho.

 

Manoel Dourado Bastos (atualização)

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2001); Estado de S. Paulo (10/10/94, 8/10/98); Folha de S. Paulo (6/9/93, 1 e 8/4/97, 5/2 e Especial 6/11/98); Globo (30/9/92); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96 e 30/1/97, 02/08 e 06/10/2005, 04/05 e 25/05/2006, 17/05/2008); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94 e 29/9/98); Perfil parlamentar/IstoÉ; TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998, 2002 e 2006).

 

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