EURICO GARCIA ALVES DE OLIVEIRA

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Nome: OLIVEIRA, Eurico
Nome Completo: EURICO GARCIA ALVES DE OLIVEIRA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
OLIVEIRA, EURICO

OLIVEIRA, Eurico

*dep. fed. GB 1964-1967.

 

Eurico Garcia Alves de Oliveira nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 28 de setembro de 1903, filho do jornalista Domingos Alves de Oliveira e de Sara Garcia de Oliveira.

Estudou no Instituto Gamon, em Lavras (MG), e no Colégio Ateneu Valenciano, em Valença (RJ), antes de ingressar na Faculdade Cândido Mendes, pela qual bacharelou-se em direito.

Jornalista, trabalhou no Correio da Noite, A Pátria, Jornal do Brasil, O Imparcial e A Noite. Colaborou na fundação da revista Pela Pátria e foi fundador do Diário Trabalhista em 1946 e da Folha Trabalhista em 1971.

 Iniciou sua carreira política em 1950, sendo candidato à Câmara dos Deputados pela legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), conseguindo apenas uma suplência. Em 1954 voltou a tentar uma cadeira na Câmara, agora pela legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN), obtendo uma nova suplência. No pleito de 1958, retornou ao PTB e obteve mais uma suplência.

Em 1962 foi eleito suplente com 337 votos, pela Aliança Socialista Nacionalista, que reunia o PTB e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Assumiu uma cadeira na Câmara em 22 de abril de 1964, em decorrência das vagas abertas pelas cassações de mandatos com base no Ato Institucional nº 1, editado em 9 de maio de 1964 pela junta militar que ocupara o poder com a deposição de João Goulart em 31 de março daquele ano. Durante seu mandato, Eurico de Oliveira apresentou um requerimento à Câmara dos Deputados pedindo a instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar as denúncias feitas por Carlos Lacerda de “acordos ilegais” entre a TV Globo, fundada em abril de 1965, e o grupo norte-americano Time-Life.

Em conseqüência da extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e da posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se em 1966 ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar, tornando-se um dos membros de seu diretório nacional. Voltou a candidatar-se, sempre pela legenda do MDB, nas eleições de novembro de 1966, mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1967, ao final da legislatura. Voltou a disputar, sem êxito, sempre pelo MDB, uma vaga na Câmara nos pleitos de 1970 e 1978.

Retirando-se então da vida pública, retomou a carreira jornalística na Folha Trabalhista.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 9 de novembro de 1998.

Era casado com Alda de Oliveira, com quem teve um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); INF. BIOG.; INF. FAM.; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6).

 

 

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