EURIDES BRITO DA SILVA

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Nome: BRITO, Eurides
Nome Completo: EURIDES BRITO DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BRITO, Eurides

*dep. fed. DF 1991-1993.

 

Eurides Brito da Silva nasceu em Capanema (PA) no dia 28 de fevereiro de 1937, filha de Alvino Alves de Brito e de Maria Pinto de Brito.

Em 1955 ingressou no curso de pedagogia da Universidade do Pará, em Belém, passando em 1958 a frequentar também o curso de história e geografia da universidade e graduando-se em ambos no ano seguinte. Ainda em 1959 foi professora de geografia no Colégio Moderno e, em 1961, lecionou a mesma disciplina no Colégio Estadual Magalhães Barata. Transferiu-se em 1962 para o Rio de Janeiro, onde fez pós-graduação em educação na Universidade do Brasil.

De volta a Belém em 1964, assumiu a diretoria do Instituto Grão-Pará, no qual permaneceria até 1968. Durante o ano de 1965 foi secretária de Educação e Cultura do governo de Jarbas Passarinho (1964-1966). Membro do conselho diretor da Fundação Educacional do Município de Belém e diretora do Departamento de Ensino Médio e Superior da Secretaria de Educação e Cultura em 1965 e 1966, nesse último ano foi nomeada para integrar a diretoria do Centro de Estudos Pedagógicos do Pará e, no ano seguinte, o conselho técnico da Fundação Educacional do Estado do Pará. Em 1967, tornou-se também professora da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras e do Centro de Educação da Universidade Federal do Pará (Ufpa).

Em 1969 deixou a diretoria do Centro de Estudos Pedagógicos do Pará, passando a exercer o cargo de diretora do departamento de Ensino Fundamental do Ministério de Educação e Cultura (MEC), em Brasília (DF). Nesse mesmo ano assumiu a diretoria executiva da Fundação Educacional do município de Belém, tornando-se membro do grupo estadual para elaboração do projeto MEC/Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e da comissão encarregada de estruturar a Faculdade de Educação da Ufpa.

Em 1970, participou do programa de cooperação técnica no campo de planejamento da educação secundária e serviços de consultoria, sob o patrocínio do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América, integrando também o grupo de trabalho destinado à atualização e à expansão dos ensinos primário e médio. Nesse mesmo ano esteve em missão oficial em Viña del Mar, no Chile, como membro da delegação brasileira à I Reunião do Conselho Interamericano para a Educação, Ciência e Cultura (CIECC), da Organização dos Estados Americanos (OEA), e em Porto Rico e na Califórnia, a convite do governo norte-americano, para estudo dos sistemas educacionais lá desenvolvidos. Em 1972 integrou a delegação do Brasil à III Reunião do CIECC da OEA, no Panamá, chefiou a delegação brasileira à Conferência Especializada sobre Educação Integral da Mulher da OEA, em Buenos Aires, e esteve no Japão, a convite do governo japonês, para estudo do sistema educacional do país. Em 1973, foi coordenadora e membro do grupo de trabalho destinado a propor normas norteadoras dos sistemas de ensino dos poderes públicos na estruturação das séries de classes ou carreira do magistério fundamental e médio oficial, e na reavaliação da retribuição dos professores. Ainda nesse ano coordenou grupo instituído para elaborar um modelo conceitual de organização de secretarias estaduais de educação.

Em 1974 tornou-se membro do Conselho Federal de Educação, deixando a diretoria do departamento de Ensino Fundamental do MEC. Nesse mesmo ano viajou aos Estados Unidos, a convite da United States Agency for International Development (USAID — Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional), para visitar as faculdades de educação das universidades de Buffalo, Tallahasee, Houston, Austin e San Diego. Ainda em 1974 transferiu-se para Curitiba, onde ingressou no curso de doutorado em educação na Universidade Federal do Paraná, que concluiu em 1975. No ano seguinte fez o pós-doutorado em administração da educação na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, EUA. Professora da Universidade de Brasília a partir de 1977, tornou-se vice-diretora da Faculdade de Educação dessa universidade e membro suplente da Comissão de Moral e Civismo do Distrito Federal, em 1978 e 1979.

Em 1979 assumiu a Secretaria de Educação e Cultura do Distrito Federal no governo de Aimé Lamaison (1979-1983). Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).

Esteve na Inglaterra em 1981, em missão patrocinada pelo Conselho Britânico, para conhecer algumas instituições educacionais daquele país. No mesmo ano presidiu o conselho do Projeto Rondon no Distrito Federal e tornou-se membro da Academia de Letras e Música do Brasil. Em 1982 foi uma das fundadoras da Sociedade Interamericana de Administração da Educação. Mantida na pasta da Educação por José Ornelas de Sousa Filho, que sucedeu Lamaison no governo do Distrito Federal, permaneceu à frente da secretaria até o final da administração de Ornelas, em março de 1985.

Ainda em 1985 deixou o PDS, filiando-se ao Partido da Frente Liberal (PFL) e nessa legenda lançou-se candidata a deputada federal pelo Distrito Federal no pleito de novembro de 1986, obtendo apenas uma suplência. Em 1989 saiu do PFL e ingressou no Partido Trabalhista Renovador (PTR). Em 1990 tornou-se membro da Associação Nacional dos Professores em Administração Educacional, em Brasília, e da Inter Comparative Educational Society, na Pensilvânia (EUA), e assumiu o segundo mandato na vice-presidência do Conselho Mundial de Educação Comparada.

No pleito de outubro de 1990 candidatou-se na legenda do PTR a uma vaga na bancada do Distrito Federal, alcançando mais uma vez uma suplência. Entre 2 e 31 de janeiro de 1991, no final da legislatura 1987-1991, exerceu pela primeira vez o mandato de deputada federal, na vaga de Maria de Lourdes Abadia, que deixou a Câmara dos Deputados para ocupar  uma cadeira na Câmara Legislativa do Distrito Federal. Dias depois, em 8 de fevereiro de 1991, voltou à Câmara dos Deputados para assumir a vaga de Jofran Frejat, do Partido da Frente Liberal (PFL), nomeado secretário de Saúde do Distrito Federal. Nesse mesmo ano, assumiu a liderança do PTR na Câmara, integrou a Comissão de Educação, Cultura e Desporto e a comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista sobre irregularidades na previdência social; no ano seguinte, participou da Comissão de Relações Exteriores.

Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo então efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

Com a volta de Frejat em 6 de dezembro de 1992, Eurides Brito deixou a Câmara. Voltou a ocupar uma cadeira de 7 de dezembro de 1992 a 14 de janeiro de 1993, na vaga de Benedito Domingos, nomeado secretário do Governo do Distrito Federal.  Durante o período em que exerceu o mandato, assumiu a liderança do bloco PTR/PST na Câmara, foi favorável ao fim do voto obrigatório e à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias, e de um Fundo Social de Emergência (FSE), que permitiria ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação. Ainda em 1993 voltou a ocupar pela terceira vez a Secretaria de Educação do Distrito Federal, no segundo mandato de Joaquim Roriz.

Filiada ao Partido Progressista (PP), disputou um novo mandato em outubro de 1994, obtendo a primeira suplência. Em agosto de 1995, filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), agremiação fundada naquele mês, resultado da fusão do PP com o Partido Progressista Reformador (PPR). Em 1998, deixou o PPB para filiar-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), concorrendo nessa legenda no pleito de outubro a uma vaga de deputada distrital. Em janeiro de 1999 licenciou-se da Câmara Legislativa para assumir pela quarta vez a pasta da Educação do Distrito Federal, convocada pelo governador Joaquim Roriz, empossado naquela ocasião. Deixou a secretaria a fim de desincompatibilizar-se para as eleições de outubro de 2002, quando concorreu a uma vaga de deputada distrital na legenda do PMDB. Eleita, foi empossada em fevereiro de 2003. No pleito de outubro de 2006, foi reeleita deputada distrital, assumindo o mandato em fevereiro de 2007. Licenciou-se nesse mesmo ano e assumiu a função de gerente do Programa de Erradicação do Analfabetismo do Governo do Distrito Federal no governo de José Roberto Arruda (2007-). Permaneceu no cargo de janeiro a agosto, quando retomou o exercício do mandato legislativo.

Casou-se com Adamor Nogueira da Silva, com quem teve dois filhos.

Publicou um grande número de obras tendo a educação como tema, entre as quais: A implantação do ensino de primeiro grau (1972), Implantação da reforma do ensino da região amazônica (1973), Articulação estado vs. município na implantação do ensino de primeiro grau (1973), A escola particular do primeiro grau: uma organização selvagem (1976), Repetência escolar (1977), Licenciatura curta no contexto da formação de professores para o ensino de primeiro e segundo graus: licenciatura de primeiro grau em ciências (1978), Pesquisa e formação de recursos humanos para o ensino de primeiro grau (1979), Integração da universidade com o ensino de primeiro e segundo graus (1980), Implantação de um sistema público de educação pré-escolar (1981) e Educação pré-escolar na perspectiva do Conselho Federal de Educação (1982).

Márcia Quarti

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/9/94, 31/1/95); Globo (30/9/92); CLDF.

 

 

 

 

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