EXPEDITO MACHADO DE PONTE

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Nome: MACHADO, Expedito
Nome Completo: EXPEDITO MACHADO DE PONTE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MACHADO, EXPEDITO

MACHADO, Expedito

*dep. fed. CE 1959-1963; min. Viação 1963-1964; dep. fed. CE 1964; const. 1987-1988; dep. fed. CE 1987-1991.

 

Expedito Machado de Ponte nasceu em Crateús (CE), no dia 15 de junho de 1918, filho de Francisco de Assis Machado e de Maria Melo Machado.

Fez os primeiros estudos em sua cidade natal, cursando depois o Colégio Militar, em Fortaleza (1932-1937), e a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal (1938-1940). Posteriormente, formou-se em agronomia.

Iniciou atividades profissionais em Fortaleza, no ano de 1942, dedicando-se ao setor têxtil, exploração rural e comércio com o exterior.

Militante do Partido Social Democrático (PSD) desde 1946, membro do diretório regional do Ceará, elegeu-se deputado estadual em outubro de 1954, e deputado federal em outubro de 1958. Exerceu na Câmara a vice-liderança do partido e foi titular das comissões de Orçamento e Fiscalização Financeira e de Aumento de Vencimentos do Funcionalismo Público. Participou de várias comissões especiais, tendo sido relator da que tratou da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). São de sua autoria os projetos de lei aprovados pelo Congresso, instituindo a uniformização das tarifas de energia elétrica no Nordeste e a adoção da pequena açudagem, e criando a Comissão de Valorização da Serra de Ibiapaba.

Reeleito em outubro de 1962, tornou-se em abril de 1963 vice-líder da bancada governista e da maioria.

Nomeado para o Ministério da Viação e Obras Públicas em junho de 1963, licenciou-se da Câmara dos Deputados para integrar o segundo gabinete ministerial presidencialista do governo João Goulart, em substituição a Hélio de Almeida. Após o movimento civil-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente constitucional, foi afastado da pasta, retornando à Câmara. Em 13 de junho teve seu mandato parlamentar cassado e seus direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 1, editado em 9 de abril de 1964.

Exilou-se em Paris, onde permaneceu por 11 meses, durante os quais fez um curso de administração financeira. De volta ao Brasil em setembro de 1965 atuou no setor da indústria extrativa de óleos vegetais, no interior do Rio de Janeiro, e implantou indústrias de refrigerantes no Ceará e no Rio Grande do Norte.

Voltou à política graças à anistia decretada em 28 de agosto de 1979 pelo governo do presidente João Batista Figueiredo, e com a extinção do bipartidarismo, em novembro, foi um dos fundadores do Partido Popular (PP), no Ceará, um ano depois. Em fevereiro de 1982, quando o PP incorporou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), filiou-se a esta agremiação.

Residindo em Fortaleza, colaborou informalmente com o governo de Gonzaga Mota (1983-1987).

No pleito de novembro de 1986 disputou uma vaga de deputado federal constituinte pela legenda do PMDB. Eleito, tomou posse em 1º de fevereiro do ano seguinte, organizando e liderando o Centro Democrático — chamado Centrão —, constituído por 178 parlamentares de tendência conservadora, favoráveis a uma Constituição mais liberal e menos estatizante.

Titular da Subcomissão do Poder Executivo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e suplente da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, votou a favor da pena de morte, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue, da anistia para os micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho. E contra a limitação do direito de propriedade, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a demissão sem justa causa e a unicidade sindical.

Com a promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, deu continuidade ao seu mandato ordinário na Câmara dos Deputados, onde permaneceu até o final da legislatura, em janeiro de 1991, sem ter concorrido à reeleição.

Abandonando a carreira política, dedicou-se a atividades empresariais.

Expedito Machado pertenceu à Associação Comercial do Ceará e ao Centro de Exportadores. Defensor da livre iniciativa, possuiu várias empresas no Nordeste, entre as quais a Villejack Jeans.

Casado com Daisi de Oliveira Machado, teve cinco filhos. Um deles, Sérgio Machado, foi deputado federal pelo Ceará entre 1991 e 1995, e senador.

 

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); BRAGA, R. Dicionário; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal; CURRIC. BIOG.; Encic. Mirador; Folha de S. Paulo (19/1/87); Globo (30/11/86); MIN. VIAÇÃO. Dados; O Povo (online) 02 mar. 2009. Disponível em : <http://www.opovo.com.br/opovo/paginasazuis/859879.html>. Acesso em: 17 jul. 2009.

 

 

 

 

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