EZEQUIAS GONCALVES COSTA

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Nome: COSTA, Ezequias
Nome Completo: EZEQUIAS GONCALVES COSTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COSTA, EZEQUIAS

COSTA, Ezequias

*dep. fed. PI 1960 e 1962-1971.

 

Ezequias Gonçalves Costa nasceu em Barras (PI) no dia 14 de setembro de 1919, filho do industrial Gervásio Raulino da Silva Costa e de Edwiges Gonçalves Costa.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Piauí e iniciou sua carreira política como vereador em Miguel Alves (PI). Em outubro de 1950 foi eleito deputado estadual na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Reeleito em outubro de 1954 na legenda da Aliança Democrática Progressista, constituída por seu partido, o Partido Social Progressista (PSP) e o Partido Libertador (PL), chegou a exercer, durante as duas legislaturas, a liderança da UDN na Assembléia Legislativa. Assumiu ainda o cargo de secretário-geral de seu partido, no qual permaneceria por três biênios.

Em outubro de 1958 candidatou-se a deputado federal por seu estado na legenda das Oposições Coligadas, que incluíam a UDN e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Obtendo apenas uma suplência, foi secretário de Educação e Saúde do Piauí em 1959, no governo de Francisco das Chagas Rodrigues (1959-1962), e ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados de julho a novembro de 1960 e a partir de abril de 1962. No pleito de outubro desse ano, conseguiu ser eleito deputado federal na legenda das Oposições Coligadas, dessa vez integradas pela UDN, o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Com a extinção dos partidos políticos por força do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido governista, a Aliança Renovadora Nacional (Arena). Em novembro de 1966 foi reeleito na legenda da Arena, exercendo durante a legislatura iniciada em 1967 a vice-presidência da Comissão de Serviço Público da Câmara.

Mantendo sólidas bases eleitorais nos municípios de União (PI) e de Miguel Alves, em novembro de 1970 concorreu a nova reeleição na legenda da Arena. Dessa vez, porém, obteve apenas a segunda suplência e deixou a Câmara em janeiro de 1971. Inconformado com o resultado do pleito, apresentou denúncias de fraude nas eleições, que resultaram no “processo do mapismo”, em que teve como advogado o ex-deputado e professor Celso Barros. Abalado financeiramente com os custos do processo, renunciou à filiação partidária e tornou-se diretor de uma usina de beneficiamento de babaçu, de propriedade de seu pai. Em 1974 retornou à política e, ligado ao então presidente nacional da Arena, Petrônio Portela, disputou na convenção do partido a candidatura ao governo do Piauí com Dirceu Arcoverde, mas foi derrotado. Em 1976, o procurador-geral da República, Henrique Fonseca de Araújo, decidiu acatar as denúncias contidas no “processo do mapismo”, que havia mais de cinco anos tramitava na Justiça, e encaminhá-las ao Supremo Tribunal Federal. O caso acabou sendo arquivado nessa corte em função da promulgação, em agosto de 1979, da Lei da Anistia, que beneficiou, além daqueles que haviam cometido delitos políticos, também os que haviam cometido crime eleitoral. Depois disso, não voltou a disputar qualquer cargo eletivo.

Faleceu em Teresina no dia 22 de abril de 2005.

Foi casado com Maria da Glória Néri Costa, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1963-1967, 1967-1971); Jornal do Brasil (14/6/76); MORRE ex-deputado; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (2, 3, 4, 6, 8 e 9).

 

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