FABIO RAUNHEITTI

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Nome: RAUNHEITTI, Fábio
Nome Completo: FABIO RAUNHEITTI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RAUNHEITTI, FÁBIO

RAUNHEITTI, Fábio

*const. 1987-1988; dep. fed. RJ 1987-1994.

 

Fábio Raunheitti nasceu em Nova Iguaçu (RJ), no dia 11 de setembro de 1928, filho de José Raunheitti e de Dulcélia de Moura Raunheitti. Seu irmão, Darcílio Aires, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro de 1975 a 1986.

Bacharel pela faculdade de direito da Universidade Federal Fluminense (UFF), em 1952, tornou-se tabelião substituto do 5º distrito de Nova Iguaçu, e entre 1968 e 1970 ocupou o cargo de secretário de Educação e Cultura do município. De 1975 a 1976 presidiu a Fundação Educacional de Nova Iguaçu e concomitantemente a Companhia Municipal de Desenvolvimento, cargo que manteve até 1982. Proprietário da Universidade de Nova Iguaçu, fundou e dirigiu a Sociedade de Ensino de Nova Iguaçu.

Herdeiro das bases políticas do irmão falecido em 1986, no pleito de novembro daquele ano elegeu-se deputado federal e constituinte pelo Rio de Janeiro na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Tomou posse em fevereiro de 1987. Titular da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, votou a favor do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia para os micro e pequenos empresários, da legalização do jogo do bicho e do aviso prévio proporcional. E contra a descriminalização do aborto, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva, a estabilidade no emprego e a pluralidade sindical. Promulgada a Constituição, integrou-se à Comissão de Educação, Cultura, Esporte e Turismo da Câmara e à Comissão de Orçamento do Congresso Nacional.

Reelegeu-se em outubro de 1990, sempre na legenda do PTB, e assumiu o mandato em fevereiro de 1991, mantendo sua participação na Comissão de Educação, Cultura e Desporto.

No pleito de outubro de 1992, ainda pelo PTB, foi malsucedido na tentativa de conquistar a prefeitura de Nova Iguaçu.

Acusado pelo desvio de verbas do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) através de guias de internação falsas emitidas pelo Hospital-Escola São José, de sua propriedade, e condenado a devolver oitocentos mil dólares à União, Raunheitti viu-se envolvido em um novo escândalo, em outubro de 1993, quando o economista José Carlos Alves dos Santos revelou o esquema de corrupção montado na Comissão de Orçamento. Alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava a denúncia, Raunheitti também foi incriminado pelo Tribunal de Contas da União, por ter desviado aproximadamente 15 milhões de dólares para entidades sociais de propriedade de sua família. No dia 12 de abril de 1994 a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara recomendou a sua cassação, concretizada em plenário uma semana depois. Em junho de 1994, o procurador-geral da República, Aristides Junqueira, denunciou-o perante o Supremo Tribunal Federal (STF) por delitos contra a administração pública. Em março de 1996, após uma auditoria na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Nova Iguaçu, de propriedade da família de Raunheitti, o TCU condenou a instituição a devolver 465 mil reais à União.

No pleito de outubro de 1996, o sobrinho de Raunheitti, Eduardo Gonçalves, foi eleito vice-prefeito de Nova Iguaçu na chapa encabeçada por Nélson Bornier, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Demonstrando ter mantido intacta a sua influência política o ex-deputado foi responsável pela indicação de quatro secretários, entre eles o de Saúde. Em 2001, a então denominada Universidade de Nova Iguaçú (Unig), da qual Raunheitti era chanceler, foi denunciada por facilitação de diplomas. Em abril de 2002, tornou-se réu na ação penal que tramitou no STF e na Justiça Federal do Rio referente aos desvios no Hospital-Escola São José. A demora resultou na prescrição dos crimes para Raunheitti, tendo o processo sido extinto, sem julgamento.

Faleceu no dia 22 de dezembro de 2005.

Foi casado com Lígia Gonçalves Raunheitti, com quem teve quatro filhos. O mais velho, Fábio Gonçalves Raunheitti, elegeu-se deputado estadual no Rio de Janeiro, em outubro de 1998.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Brasiliense (19/1/87); Folha de S. Paulo (19/1/87, 14/10/96); Globo (13/4/94 e 28/3/96); Jornal do Brasil (22 e 25/10/93, 14 e 17/11/93, 11/1, 20/4, 13/5, 8/6, 13/10/96); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); Veja (20/10/93); http://www.terra.com.br/istoe/1646/educacao/1646_sacoleiros_ensino4.htm; http://www.direito2.com.br/stf/2002/abr/3/stf_instaura_acao_penal_contra_deputado_do_rio_de_janeiro; http://alertabrasiltextos.blogspot.com/2006/07/sobrinho-de-ano.html

 

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