FACO, EDGAR

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Nome: FACÓ, Edgar
Nome Completo: FACO, EDGAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FACÓ, EDGAR

FACÓ, Edgar

*militar; min. STM 1943-1952.

 

Edgar Facó nasceu em Beberibe (CE) no dia 27 de março de 1882, filho de João Baltasar Ferreira Facó.

Tendo sentado praça em março de 1902, cursou a Escola Preparatória do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de março de 1902 a abril de 1905. No mês seguinte, entrou para o 33º Batalhão de Infantaria (33º BI), onde serviu até março de 1906. Em abril de 1908, matriculou-se no curso de aplicação de infantaria e cavalaria da Escola de Guerra de Porto Alegre, que concluiu em janeiro de 1909, tornando-se aspirante-a-oficial. Foi designado em abril do mesmo ano para a 2ª Companhia Isolada de Caçadores, em Fortaleza, exercendo até abril do ano seguinte a função de instrutor da Faculdade de Direito e do Liceu de Fortaleza. Transferido para o Rio Grande do Sul, foi instrutor da Sociedade de Tiro nº 4 até março de 1911, quando foi promovido a segundo-tenente.

Designado em abril de 1911 para o 49º Batalhão de Caçadores (49º BC), em Recife, retornou em novembro à 2ª Companhia Isolada de Caçadores, lá permanecendo até agosto de 1913. Em outubro, foi transferido para o 5º Regimento de Infantaria (5º RI), em Ponta Grossa (PR), onde comandou uma companhia até janeiro de 1914, quando foi destacado para servir em Erval (RS). Retornando ao 5º RI em março, foi incorporado em junho ao 1º RI, no Rio de Janeiro, onde serviu até agosto de 1916. Promovido a primeiro-tenente em fevereiro de 1918, no mês seguinte foi destacado para o 9º Regimento de Artilharia Montada, sediado no Paraná, lá permanecendo até sua transferência, em fevereiro de 1919, para o 46º BC, em Fortaleza. Designado em junho para o 6º RI, em Caçapava (SP), tornou-se comandante das 2ª e 7ª companhias dessa unidade. Em janeiro de 1921, foi nomeado juiz do Conselho de Justiça Militar.

Atingindo o posto de capitão em abril de 1922, Edgar Facó serviu na 4ª Região Militar (4ª RM), em Juiz de Fora (MG), de julho a dezembro daquele ano. Aluno da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Rio de Janeiro entre março de 1923 e janeiro de 1924, tornou-se a partir de fevereiro desse ano professor e instrutor na mesma instituição, exercendo essas funções até dezembro de 1927. Em 1928, foi nomeado chefe de polícia do Ceará por José Carlos Matos Peixoto, presidente do estado, sendo promovido a major em novembro de 1929. Por não ter apoiado a revolução vitoriosa de outubro de 1930, entretanto, foi destituído do cargo juntamente com Matos Peixoto.

Em abril de 1932, matriculou-se na Escola de Estado-Maior do Exército, no Rio de Janeiro, obtendo em junho sua promoção a tenente-coronel. Concluiu o curso em janeiro de 1934, passando a estagiar até o mês de abril no gabinete do Estado-Maior do Exército. Nomeado em março de 1934 chefe do estado-maior da 9ª RM, em Campo Grande, no atual estado de Mato Grosso do Sul, foi promovido em maio a coronel. Neste posto, exerceu por alguns períodos em 1934 e 1935 o comando interino da circunscrição militar de Mato Grosso e da 9ª RM. De setembro de 1935 a junho de 1936, comandou o 4º RI, em Quitaúna (SP), e a 3ª Brigada de Infantaria, no mesmo estado. A partir de então, exerceu a chefia das 1ª e 3ª seções do Estado-Maior do Exército, onde permaneceu até dezembro de 1936. Designado em janeiro de 1937 para o 1º BC, em Petrópolis (RJ), assumiu em junho o comando da unidade. Nomeado em março de 1938 comandante-geral da Polícia Militar do Rio de Janeiro, obteve em maio de 1940 sua promoção a general-de-brigada, deixando no mês seguinte o comando da corporação.

Entre janeiro e junho de 1943, exerceu intermitentemente o comando da 4ª RM, desempenhando a seguir as mesmas funções na 4ª Divisão de Infantaria, também em Minas Gerais, até agosto daquele ano. Esteve à frente da Diretoria das Armas, no Rio de Janeiro, de setembro a novembro de 1943, quando assumiu o cargo de ministro do Superior — então Supremo — Tribunal Militar (STM). Foi promovido a general-de-divisão em janeiro de 1951 e a general-de-exército em abril do ano seguinte, aposentando-se nesse momento do STM por ter atingido o limite de idade.

Faleceu em 25 de janeiro de 1972.

A Academia de Polícia Militar do Ceará foi denominada, em sua homenagem, Academia Edgar Facó.

 

 

FONTES: ALBUQUERQUE, J. Cearenses no Rio; ALBUQUERQUE, J. Cearenses no Rio e em SP; ARQ. MIN. EXÉRC.; BRAGA, R. Dic.; CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; CORTÉS, C. Homens; GIRÃO, R. Ceará; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (18/8/76); LAGO, L. Conselheiros; MIN. GUERRA. Almanaque (1951).

 

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