FARIAS, GUSTAVO CORDEIRO DE

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Nome: FARIAS, Gustavo Cordeiro de
Nome Completo: FARIAS, GUSTAVO CORDEIRO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FARIAS, GUSTAVO CORDEIRO DE

FARIAS, Gustavo Cordeiro de

*militar; rev. 1922; rev. 1924; rev. 1930.

 

Gustavo Cordeiro de Farias nasceu em Jaguarão (RS) no dia 20 de junho de 1893, filho de Joaquim Barbosa Cordeiro de Farias e de Corina Padilha Cordeiro de Farias. Seu pai, oficial do Exército na época da Revolução Federalista (1893-1895), fora enviado ao Sul pelo governo federal, com a incumbência de participar das negociações de paz entre os republicanos e os revoltosos. Seu irmão Osvaldo Cordeiro de Farias seguiu também a carreira militar, engajando-se nos levantes tenentistas da década de 1920 e exercendo, posteriormente, diversas funções públicas, entre as quais a interventoria no Rio Grande do Sul (1938-1943) e o governo de Pernambuco (1955-1958).

Em dezembro de 1911, Gustavo Cordeiro de Farias ingressou no Exército, iniciando, em janeiro do ano seguinte, o serviço ativo como terceiro-sargento. Cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e saiu aspirante em 1915, sendo designado para o 3º Grupo de Obuses, na mesma cidade. Em setembro de 1916, foi promovido a segundo-tenente, passando a estudar na Escola de Artilharia até 1917. Em fevereiro de 1918, atingiu o posto de primeiro-tenente e foi designado para o 6º Regimento de Artilharia Montada, sempre no Rio de Janeiro. De 1919 a 1921, exerceu a função de auxiliar de instrução da Escola Militar, e em agosto deste último ano, foi promovido a capitão e transferido para o 11º Regimento de Artilharia Montada, em Campo Grande, no atual estado de Mato Grosso do Sul.

Em 1922, ingressou na Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e foi preso por envolvimento na Revolta de 5 de Julho daquele ano. Esse movimento, que deu início ao ciclo de revoltas tenentistas da década de 1920, irrompeu no Rio de Janeiro e Mato Grosso em protesto contra a eleição de Artur Bernardes à presidência da República e as punições impostas pelo governo de Epitácio Pessoa aos militares. A revolta foi debelada em pouco tempo, tendo envolvido, no Rio de Janeiro, o forte de Copacabana, a Escola Militar e efetivos da Vila Militar, e em Mato Grosso, contingentes do Exército local. Gustavo Cordeiro de Farias foi desligado da escola que cursava e transferido para o 2º Grupo Independente de Artilharia Pesada, em São Paulo.

Em outubro de 1924, como aluno da Escola de Estado-Maior do Exército, foi novamente preso e processado por sua participação na chamada Conspiração Protógenes. Liderado pelo capitão-de-mar-e-guerra Protógenes Guimarães, esse movimento visava à sublevação da Esquadra em apoio ao levante paulista de julho de 1924 contra o governo Artur Bernardes. Com a prisão de Protógenes ainda na fase conspirativa, o movimento limitou-se ao levante do encouraçado São Paulo. Gustavo Cordeiro de Farias permaneceu detido até 1926, voltando a cursar, de 1927 a 1929, a Escola de Estado-Maior do Exército e estagiando em seguida no Estado-Maior do Exército.

Participou da Revolução de 1930, e em abril de 1931 atingiu o posto de major, assumindo o comando do 6º Grupo de Artilharia da Costa, no Rio de Janeiro. Foi membro do Clube 3 de Outubro, organização criada em 1931 congregando as forças tenentistas partidárias da manutenção e do aprofundamento das reformas instituídas pela Revolução de 1930. Atuou na repressão ao movimento constitucionalista de 1932, integrando a 3ª Seção do Estado-Maior da 4ª Divisão de Infantaria, comandada pelo coronel Álvaro de Alencastro. Em dezembro de 1932, foi promovido a tenente-coronel, assumindo, no ano seguinte, o comando da Escola de Artilharia, cargo que manteve até 1934, quando foi nomeado para o gabinete do general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, então ministro da Guerra.

Em abril de 1935, por ocasião da extinção do Clube 3 de Outubro, exercia a presidência da entidade. Em maio de 1937, foi promovido a coronel, assumindo a chefia de gabinete do Estado-Maior do Exército até 1939, quando foi designado para a Diretoria de Material Bélico. Nesse período, chefiou a Comissão Militar Brasileira enviada a Essen, na Alemanha, para comprar material de guerra. Em agosto de 1941, quando comandava a 2ª Brigada de Infantaria, em Natal, foi promovido a general-de-brigada, tendo, no ano seguinte, assumido o posto de comandante da 14ª Divisão de Infantaria, na mesma capital. Em 1943, foi nomeado diretor do Centro de Instrução Especializada, cargo que exerceu até 1945, quando assumiu o comando da Diretoria de Ensino do Exército. Em maio de 1946, atingiu o posto de general-de-divisão e recebeu o comando da 3ª Região Militar, sediada em Porto Alegre.

Faleceu no ano de 1948, em Porto Alegre.

Foi casado com Noêmia Brasil Cordeiro de Farias, com quem teve quatro filhos.

 

 

FONTES: ARQ. CLUBE 3 DE OUTUBRO; ARQ. GETÚLIO VARGAS; CARNEIRO, G. História; Jornal do Comércio, Rio (15/6/67); MIN. GUERRA. Almanaque.

 

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