FERES OSRRAIA NADER

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Nome: NADER, Féres
Nome Completo: FERES OSRRAIA NADER

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NADER, FÉRES

NADER, Féres

*const. 1987-1988; dep. fed. RJ 1987-1991 e 1993.

Féres Osrraia Nader nasceu em Bananal (SP), no dia 11 de março de 1939, filho de Osrraia Pedro Nader e de Iracema Leite Nader. Seu irmão, José Nader, foi deputado estadual no Rio de Janeiro, entre 1979 e 1995, e candidato malsucedido à reeleição, em outubro de 1998.

Bacharel em direito e administração, em Barra Mansa (RJ), Féres Nader trabalhou no Banco do Brasil e fundou, nos anos 1970, uma rede de instituições de ensino que deu origem à Sociedade Barramansense de Ensino Superior (Sobeu) e à Sociedade Barramansense de Ensino e Cultura (Sabec).

Iniciou carreira política em novembro de 1972, elegendo-se prefeito de Barra Mansa pela legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Empossado em fevereiro de 1973, exerceu o mandato até o dia 31 de janeiro de 1977.

Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reestruturação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, transferindo-se depois para o Partido Democrático Trabalhista (PDT), pelo qual conquistou uma cadeira de deputado federal constituinte pelo Rio de Janeiro no pleito de novembro de 1986. Empossado em fevereiro de 1987, foi titular da Subcomissão de Orçamento e Fiscalização Financeira, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão de Garantia da Constituição, Reforma e Emendas, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições.

Votou a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, da jornada semanal de 40 horas, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da estabilidade no emprego, do aviso prévio proporcional, da manutenção da unicidade sindical, do presidencialismo, da instituição do voto facultativo aos 16 anos, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da pena de morte, da legalização do jogo do bicho, da nacionalização do subsolo e do limite de 12% ao ano para os juros reais. E contra a legalização do aborto, a proibição do comércio de sangue, a soberania popular e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Ainda durante a Constituinte transferiu-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e com a promulgação da nova Carta, em 5 de outubro de 1988, integrou-se aos trabalhos ordinários da comissão mista de Orçamento.

Em outubro de 1990 concorreu à reeleição pelo PTB, obtendo a primeira suplência. Deixou a Câmara Federal ao término do mandato, em janeiro do ano seguinte. Retornou em janeiro de 1993, substituindo o deputado João Mendes, nomeado para a Secretaria de Governo da prefeitura do Rio de Janeiro, na gestão de César Maia (1993-1996). Titular da Comissão de Economia, Indústria e Comércio, Nader voltou à condição de suplente quando Mendes reassumiu sua cadeira no Legislativo federal, em julho.

Ainda em 1993, foi acusado pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigava o esquema de corrupção na elaboração do orçamento federal, de ter desviado verbas destinadas a obras sociais. Em 7 de abril de 1994, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou — 39 votos a favor, nove contra e duas abstenções — a cassação do seu mandato de suplente sob alegação de falta de decoro parlamentar. A decisão, confirmada em plenário — 346 votos a favor, 42 contra, seis em branco e 21 abstenções — tornou-o inelegível por três anos.

No pleito de outubro de 1996 apoiou a candidatura de Ismael de Sousa, do PTB, à prefeitura de Barra Mansa. A vitória de Maria Inês Pandeló, do Partido dos Trabalhadores (PT), encerrou uma hegemonia de mais de 40 anos da família Nader no município.

Féres Nader presidiu a Associação dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro e fez parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Permaneceu no empresariado, administrando sua rede de televisão, a TV Sul Fluminense, até 2003, quando e vendeu a um grupo estrangeiro.

Casou-se com Eni Teodoro Nader, com quem teve quatro filhos, um dos quais, Carlos Nader, candidatou-se sem êxito à Câmara Federal no pleito de outubro de 1998, pela legenda do Partido da Frente Liberal (PFL).

Publicou O Cade e sua evolução e O ensino superior no Brasil.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (14/4/94); Folha de S. Paulo (7 e 14/4/94 e 7/10/96); Globo (27/10 e 30/12/93, 4, 7 e 14/4/94 e 17/9/96); Jornal do Brasil (31/1 e 22/10/93 e 14/4/94).

http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos/asp23122003995.htm

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