FERNANDO GUIMARAES DE CERQUEIRA LIMA

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Nome: LIMA, Cerqueira
Nome Completo: FERNANDO GUIMARAES DE CERQUEIRA LIMA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LIMA, CERQUEIRA

LIMA, Cerqueira

*militar; ch. Depto. Ger. Pess. Ex. 1984; ch. Depto. Ens. e Pesq. Ex. 1984-1985.

 

Fernando Guimarães de Cerqueira Lima nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 2 de fevereiro de 1922, filho de Carlos Aires de Cerqueira Lima e de Clélia Alves Guimarães de Cerqueira Lima.

Sentou praça na Escola Militar de Realengo em março de 1940 e foi declarado aspirante-a-oficial em março de 1943. Seis meses depois foi promovido a segundo-tenente e, no ano seguinte a primeiro-tenente. Em 1945 cursou a Escola de Motomecanização (Esmm) e, em março de 1948, recebeu a patente de capitão. Em 1950 fez o curso de aperfeiçoamento para oficiais (EsAO) e, no mesmo ano desempenhou a função de instrutor da Esmm.

Promovido a major em janeiro de 1953, três anos depois fez o curso da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). De 1961 a 1963, foi instrutor da ECEME, período em que foi promovido a tenente-coronel, em agosto de 1962. Integrou a delegação brasileira junto à Comissão Preparatória para a Desnuclearização da América Latina para a redação do tratado de proscrição de armas nucleares na região, realizada no México em 1966. Nesse mesmo ano, passou a coronel.

Em janeiro de 1975, como general-de-brigada, patente que havia recebido dois meses antes, assumiu o comando da 12ª Brigada de Infantaria em Caçapava (SP). A brigada, criada dois anos antes, estava sob o comando interino do coronel Anápio Gomes Filho, depois que seu comandante o general Antônio Marques Pereira foi designado para a chefia do Estado-Maior do II Exército. Cerqueira Lima permaneceria neste cargo até janeiro de 1978. Ainda em 1975, presidiu o Inquérito Policial-Militar (IPM) instaurado no II Exército para apurar a morte do jornalista Vladimir Herzog, ocorrida nas dependências do DOI-CODI, concluindo por suicídio. O general recusou-se a falar da sentença que responsabilizava a União por prisão ilegal, torturas e morte do jornalista. Sua indicação fora feita pelo comandante do II Exército, general Ednardo Dávila Melo, seguindo norma oficiosa: “sempre que ocorre algum acidente em dependência militar abre-se um IPM, e, no caso, Cerqueira Lima foi escolhido, por ser o mais moderno em termos de antigüidade, e o mais moço da área.” Apesar de não estar escrito, era de praxe dentro do Exército escolher-se este oficial para presidir o IPM.

Em fevereiro de 1980 assumiu o cargo de subchefe do Estado-Maior do Exército (EME) e no mês seguinte foi patenteado general-de-divisão. Em maio do mesmo ano deixou a subchefia do EME para assumir o comando da 7ª Região Militar e 7ª Divisão de Exército, cargo que ocupou até setembro de 1982, saindo para assumir a vice-chefia do Departamento de Ensino e Pesquisa (DEP) neste mesmo mês.

Em julho de 1984 estava entre os seis oficiais das três forças que receberam quatro estrelas, passando a general-de-exército. Um mês depois de ser promovido, assumiu a chefia do Departamento Geral do Pessoal do Exército, substituindo a Mário de Melo Matos. Em novembro seguinte deixou este cargo, sendo sucedido pelo general Paulo Campos Paiva, e passou a responder pelo Departamento de Ensino e Pesquisa do Exército, no lugar do general Alzir Chaloub. Em abril de 1985 foi substituído nesta chefia pelo general Ademar da Costa Machado e, nesse mesmo mês, tornou-se comandante do IV Exército, sediado em Recife, no lugar do general Jorge Sá Freire de Pinho. Durante a solenidade de posse não faltou um minuto de silêncio em memória de Tancredo Neves — presidente eleito pelo Colégio Eleitoral em janeiro e que, por motivo de doença, não tomara posse em 15 de março — falecido no dia 21 de abril. Cerqueira Lima deixou o Comando Militar do Nordeste, denominação dada ao IV Exército em janeiro de 1986, em novembro desse ano, sendo sucedido pelo general Demócrito Correia Cunha.

Ao longo de sua carreira, Cerqueira Lima foi adido das forças armadas junto à embaixada do Brasil em Roma, chefe do gabinete da Diretoria de Transportes, subchefe do Exército do Gabinete Militar da Presidência da República, membro da Comissão Consultiva para o Planejamento Energético Global do Ministério de Minas e Energia e representante do Ministério do Exército no conselho de Desenvolvimento Industrial do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 10 de outubro de 1996.

Era casado com Priscila Greenhalgh de Cerqueira Lima, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Folha de S. Paulo (25/4/85); Globo (30/7/84); Jornal do Brasil (1/11/78, 25/4/85); MIN. EXÉRC. Almanaque (1984).

 

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