FERNANDO NILSON VELASCO

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Nome: VELASCO, Fernando
Nome Completo: FERNANDO NILSON VELASCO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VELASCO, FERNANDO

VELASCO, Fernando

*const. 1987-1988; dep. fed. PA 1987-1991.

Fernando Nílson Velasco nasceu em Belém no dia 1º de abril de 1942, filho de Neuzalina do Couto Velasco.

Formado em direito pela Universidade Federal do Pará em 1967, estreou na vida política em 1968, elegendo-se vereador por sua cidade natal, na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. No pleito de novembro de 1972, reelegeu-se vereador. Na Câmara Municipal de Belém, foi líder da bancada e, nessa ocasião, trabalhou com o então vereador Jáder Barbalho. Concluiu o mandato e afastou-se da vida política para assumir funções de chefia no Banco da Amazônia.

Com a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), legenda que sucedeu o antigo MDB. Com a posse de Jáder Barbalho no governo do estado, em março de 1983, foi nomeado para presidir o Instituto de Terras do estado do Pará, cargo que ocupou até 1985. Em novembro desse ano, elegeu-se vice-prefeito de Belém, na chapa do PMDB encabeçada por Fernando Coutinho Jorge, tomando posse em 1º de janeiro de 1986. Apesar do seu desejo de disputar a vice-governadoria do estado no pleito de novembro daquele ano, foi preterido por Hermínio Calvinho e acabou disputando uma vaga para a Câmara dos Deputados.

Em novembro de 1986, elegeu-se deputado federal constituinte pelo Pará, na legenda do PMDB. Iniciou o mandato em 1º de fevereiro de 1987, quando foram inaugurados os trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Foi titular da Subcomissão dos Estados, da Comissão da Organização do Estado e suplente da Subcomissão de Princípios Gerais, Intervenção do Estado, Regime da Propriedade, do Subsolo e da Atividade Econômica, da Comissão da Ordem Econômica. Na Constituinte, votou a favor do rompimento das relações diplomáticas com países que mantivessem política de discriminação racial, da proteção do emprego contra a demissão sem justa causa, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, da limitação dos juros reais em 12% ao ano, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia aos micro e pequenos empresários, da legalização do jogo do bicho e do turno ininterrupto de seis horas. Votou contra a pena de morte, a limitação dos encargos da dívida externa, a jornada de 40 horas semanais, o acréscimo de 50% na remuneração da hora extra, a estatização do sistema financeiro e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Com a promulgação da nova Carta Constitucional em 5 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários da Câmara. Candidato à reeleição pelo PMDB no pleito de outubro de 1990, obteve apenas uma suplência. Retirou-se da Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura.

Ainda em 1991, foi novamente presidente do Instituto de Terras do Pará, cargo que ocuparia até 1995. A partir do ano seguinte, voltou a seu trabalho como advogado em Belém.

Casou-se com Marlene Guimarães Velasco e teve quatro filhos.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); COELHO, J. ; OLIVEIRA, A. Nova; Estado de S. Paulo (28/2/87); Folha de S. Paulo (19/1/87); INF. BIOG.

 

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