FERNANDO RAMOS DE ALENCAR

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: ALENCAR, Fernando
Nome Completo: FERNANDO RAMOS DE ALENCAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALENCAR, FERNANDO

ALENCAR, Fernando

*diplomata; emb. Bras. Chile 1961-1966; emb. Bras. Alemanha Ocid. 1966-1969; emb. Bras. Paraguai 1972-1979.

 

Fernando Ramos de Alencar nasceu em Porto Alegre no dia 29 de abril de 1919, filho de Armando de Alencar, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de 1937 a 1941, e de Alice Ramos de Alencar. Era neto do almirante Alexandrino Faria Alencar, três vezes ministro da Marinha (1906-1910; 1913-1918 e 1922-1926), além de ministro do Superior Tribunal Militar, então chamado Supremo Tribunal Militar, e senador pelo Amazonas. Seus irmãos Mário Ramos de Alencar e José Ramos de Alencar ingressaram na carreira militar, chegando ambos ao posto de general.

Fernando Alencar iniciou sua carreira diplomática em 1938 como cônsul de terceira classe. Em 1941, casou-se com Juíta de Sales Ramos de Alencar. No ano seguinte, foi removido para Baía Blanca, na Argentina, na função de vice-cônsul, permanecendo no posto até 1943. Nesse ano, foi promovido a cônsul de segunda classe por merecimento.

De 1944 a 1946, foi cônsul-adjunto e encarregado do consulado-geral do Brasil em Miami, nos Estados Unidos. Em 1946, retornou ao Brasil assumindo a função de auxiliar de chefia do Departamento de Administração do Itamarati. No ano seguinte, integrou a comissão de organização da Conferência Interamericana para a Manutenção da Paz e da Segurança do Continente, da qual participou na qualidade de assistente do subsecretário-geral.

Em 1948, foi promovido por merecimento a cônsul de primeira classe. Nesse mesmo ano, foi primeiro-secretário da missão do Brasil junto à Organização dos Estados Americanos (OEA). Em 1949, passou a encarregado da missão e atuou também como delegado substituto na Comissão sobre Métodos para a Solução Pacífica das Controvérsias. De 1949 a 1951, serviu como primeiro-secretário da embaixada de Ottawa, no Canadá. Aí obteve o grau de mestre em ciências políticas e sociais, pela Escola de Ciências Políticas e Sociais da Universidade de Ottawa. Ainda em 1951 foi removido para Roma, como primeiro-secretário da embaixada.

Em 1953, foi promovido a ministro de segunda classe, por merecimento. Permaneceu em Roma, acumulando as funções de ministro-conselheiro e de encarregado de negócios até 1955.

Em 1956 retornou ao Brasil, cursando a Escola Superior de Guerra e tornando-se nessa instituição assistente de comando e diretor do Curso de Mobilização Nacional. Em 1957, exerceu a presidência do Instituto Nacional de Imigração e Colonização e chefiou a delegação do Brasil à sétima sessão do conselho do Comitê Intergovernamental para Migrações Européias (CIME).

Em 1958, recebeu a incumbência de chefiar o Departamento de Administração do Itamarati. Participou ainda, como representante do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Grupo de Trabalho para a Transferência dos Órgãos Federais para Brasília, presidiu o Grupo de Trabalho para o Anteprojeto de Reforma do MRE e fez parte da Comissão para o Planejamento do Edifício do MRE na nova capital. Ainda em 1958, participou de missão especial à Colômbia.

Em 1959, foi promovido a ministro de primeira classe, por merecimento. Ainda nesse ano, assumiu o cargo de secretário-geral do MRE e, como representante do presidente da República, participou do I Congresso Nacional dos Brasileiros Naturalizados, realizado em Brasília. Foi também delegado do Brasil à Reunião do Comitê dos “Vinte e Um” do Conselho da OEA, realizada em Buenos Aires.

Entre novembro de 1959 e outubro de 1960, ocupou cinco vezes a pasta das Relações Exteriores no lugar de seu titular Horácio Lafer. Em 1960, presidiu o Grupo de Trabalho para o Estudo de Formação e Aperfeiçoamento de Diplomatas.

De 1961 a 1966, foi embaixador em Santiago do Chile. Aí chefiou em 1962 a Missão do Brasil da Indústria Automobilística para a Celebração de Acordos entre o Brasil e o Chile. Em 1965, participou da delegação do Brasil à II Conferência Interamericana Extraordinária, realizada no Rio de Janeiro.

De 1966 a 1969, foi embaixador em Bonn. Logo depois, de 1970 a 1972, chefiou a representação brasileira em Bogotá.

Em 1972, assumiu a embaixada do Brasil em Assunção, onde permaneceu até 1979, quando foi removido para a embaixada em Berna.

Aposentou-se em 1982 e mudou-se para o Chile, onde faleceu em 9 de novembro de 1994.

Foi casado com Juíta de Sales Ramos de Alencar, com quem teve três filhos, contraindo, posteriormente, segundas núpcias com a chilena Pilar Alencar.

 

 

FONTES: Encic. Mirador; ENTREV. BIOG.; MIN. REL. EXT. Almanaque (1942); MIN. REL. EXT. Anuário (1973); Perfil (1972).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados