FERRAZ, JORGE

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Nome: FERRAZ, Jorge
Nome Completo: FERRAZ, JORGE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERRAZ, JORGE

FERRAZ, Jorge

*dep. fed. MG 1971-1983, 1986.

 

Jorge Ferraz nasceu em Belo Horizonte no dia 2 de maio de 1914, filho do servidor público João Olinto Ferraz e de Cândida Lima Ferraz. Seu irmão, João de Araújo Ferraz, foi deputado estadual em Minas de 1967 a 1987.

Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1939. Depois de formado, passou a advogar na capital mineira.

Também escrivão civil, elegeu-se vereador na legenda do Partido Republicano (PR) em 1947, exercendo o mandato na Câmara Municipal de Belo Horizonte desse ano até 1951, período em que foi líder da bancada de seu partido. Nos pleitos de outubro de 1950 e de 1954 elegeu-se suplente de deputado estadual em Minas Gerais, sempre na legenda do PR, assumindo o mandato em diversas oportunidades durante a legislatura 1955-1959. Ainda na mesma legenda, elegeu-se deputado estadual em Minas Gerais nos pleitos de outubro de 1958 e de 1962. Ocupando uma cadeira na Assembléia Legislativa mineira a partir de fevereiro de 1959, presidiu a Comissão de Organização e Cultura, ocupou a vice-presidência da Comissão de Assuntos Municipais e Interestaduais, exerceu a liderança de seu partido, foi primeiro-vice-presidente da Comissão Executiva da Casa e integrou como titular a Comissão de Serviço Público Civil e a Comissão Especial para a Reforma da Legislação Municipal. Licenciou-se em agosto de 1965 para assumir a Secretaria para Assuntos de Abastecimento e Crédito Rural de Minas Gerais, durante o governo de José de Magalhães Pinto (1961-1966), à frente da qual permaneceu até janeiro de 1966, quando reassumiu sua cadeira de deputado estadual.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Em entrevista ao Jornal do Brasil em outubro de 1966, informou sobre a criação, por ele próprio, Simão da Cunha, Edgar da Mata Machado, Pedro Nobre, João Herculino e outros, da Frente Radical Democrática, que tinha entre seus objetivos a luta pela anistia geral, o restabelecimento das liberdades democráticas e as eleições diretas. Reeleito deputado estadual na legenda do MDB no pleito de novembro de 1966, exerceu a liderança da oposição no legislativo mineiro e foi membro das comissões de Finanças, Orçamento e Tomada de Contas e de Saúde Pública.

No pleito de novembro de 1970 elegeu-se deputado federal na mesma legenda. Deixando a Assembléia de Minas Gerais em janeiro de 1971, assumiu o mandato em fevereiro seguinte e nessa legislatura foi vice-presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, integrando também, como membro efetivo, a Comissão de Minas e Energia e, como suplente, as comissões de Economia e de Orçamento da Câmara dos Deputados. Reeleito em novembro de 1974 como o mais votado dentre os deputados do MDB mineiro, tornou-se presidente do diretório regional do partido, voltando a ser conduzido à Câmara dos Deputados no pleito de novembro de 1978.

Em declaração que prestou à imprensa em maio de 1979, disse apoiar a concessão da anistia aos punidos pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964 — afinal concedida em agosto daquele ano —, bem como a proposta de instauração de uma comissão parlamentar de inquérito para apurar as violações de direitos humanos no país, a prática de torturas por elementos ligados ao governo e o desaparecimento de presos políticos. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), mas com a incorporação da legenda ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em fevereiro de 1982, filiou-se a este último. Ainda em 1981, ocupou a presidência da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas na Câmara.

Nas eleições de novembro do ano seguinte, reelegeu-se deputado federal pelo estado de Minas Gerais, na legenda do PMDB. Empossado em fevereiro de 1983, no mês seguinte licenciou-se do cargo para assumir, em Minas, a Secretaria da Indústria e Comércio no governo de Tancredo Neves, também eleito em novembro de 1982. Sua vaga na Câmara dos Deputados foi ocupada por José Maria Magalhães. Voltou a exercer o mandato em 1986. Em novembro desse ano, candidatou-se a senador constituinte pelo PMDB, mas não logrou se eleger. Abandonou então a carreira política, mas continuou filiado ao PMDB até a sua morte.

Faleceu em Belo Horizonte no dia 18 de abril de 1994.

Era casado com Ístria Zauli Ferraz, com quem teve seis filhos. Um deles, Paulo Eduardo Ferraz, foi deputado estadual em Minas entre 1979 e 1987.

Jorge Ferraz publicou Reforma do sistema penitenciário de Minas Gerais (1955), Minério de ferro, um tema apaixonante (1965), Organização judiciária e regimento de custas do estado de Minas Gerais (1966) e Açominas — um produto irreversível (1977).

 

FONTES: ANDRADE, F. Relação; ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); INF. Paulo Eduardo Ferraz; IPC. Relação de ex-parlamentares (1/1/92 a 18/8/98); Jornal do Brasil (6/11/77 e 7/5/79); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4, 6 e 8 e 9).

 

 

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