FERRAZ, JOSE CANDIDO

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Nome: FERRAZ, José Cândido
Nome Completo: FERRAZ, JOSE CANDIDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERRAZ, JOSÉ CÂNDIDO

FERRAZ, José Cândido

*const. 1946; dep. fed. PI 1946-1963; sen. PI 1963-1971.

 

José Cândido Ferraz nasceu em Teresina no dia 21 de outubro de 1915, filho de Antônio Leôncio Burlamaqui Ferraz e de Elvira Nogueira Ferraz. Seus primos Wall Ferraz e Paulo Ferraz exerceram funções públicas, respectivamente, como prefeito da capital piauiense e deputado federal pelo Piauí de 1967 a 1979.

Diplomado pela Faculdade de Medicina da Bahia em dezembro de 1939, especializou-se em tisiologia e radiologia, passando a clinicar em sua cidade natal, onde chefiou o serviço de clínica tisiológica do Hospital Getúlio Vargas.

Ingressou na política com o início do processo de redemocratização do país em 1945, tendo participado em abril desse ano da primeira reunião do diretório nacional da União Democrática Nacional (UDN). Com a criação de comissões para a elaboração do primeiro projeto de estatutos do partido nessa reunião, foi nomeado membro da comissão de estudos de saúde pública. Fixando-se no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, “em tempo de vincular-se” — segundo Carlos Castelo Branco —, “por meio do sr. Juraci Magalhães, à conspiração da UDN, da qual se tornou uma espécie de pombo-correio”, participou ativamente da campanha eleitoral do candidato desse partido à presidência da República, o brigadeiro Eduardo Gomes, do qual se tornou amigo pessoal e uma espécie de secretário político. Por ocasião da deposição do presidente Getúlio Vargas no dia 29 de outubro de 1945, segundo a mesma fonte, teria obtido a gratidão deste por haver conseguido, a pedido de Benjamim Vargas, que a tropa que sitiava o palácio Guanabara se mantivesse à distância, eliminando assim o temor de uma invasão.

Em dezembro de 1945 elegeu-se deputado pelo Piauí à Assembléia Nacional Constituinte na legenda da UDN. Assumindo sua cadeira em fevereiro do ano seguinte, participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta (18/9/1946), exerceu o mandato ao longo da legislatura ordinária, até janeiro de 1951. Durante essa legislatura foi vice-presidente da Comissão Permanente de Tomada de Contas da Câmara dos Deputados. Reeleito na mesma legenda nos pleitos de outubro de 1950, de 1954 e de 1958, integrou ainda as comissões do Polígono das Secas, de Relações Exteriores e de Economia.

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se senador pelo Piauí com o apoio da coligação formada pela UDN, o Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Deixando a Câmara em janeiro de 1963, no mês seguinte assumiu sua cadeira no Senado. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena). Em 1966 teria participado, ainda segundo o jornalista Carlos Castelo Branco, “da conspiração armada para fazer do general Costa e Silva presidente da República” em substituição ao presidente Humberto Castelo Branco. Pretendendo candidatar-se novamente ao Senado no pleito de novembro de 1970, foi entretanto derrotado na convenção da Arena piauiense, que indicou Helvídio Nunes e Fausto Castelo Branco como candidatos às vagas de senador por aquele estado. Concluiu o mandato em janeiro de 1971.

Faleceu em Cleveland, Ohio, nos EUA, onde se encontrava em tratamento médico, no dia 23 de julho de 1975.

Era casado com Maria Teresa Barbosa Viana Ferraz.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; Diário do Congresso Nacional; Grande encic. Delta; Jornal do Brasil (26/6 e 24/7/75); MACEDO, N. Aspectos; NABUCO, C. Vida; SENADO. Dados; SENADO. Relação; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3 e 4).

 

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