FERREIRA FILHO, JOSE AUGUSTO

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Nome: FERREIRA FILHO, José Augusto
Nome Completo: FERREIRA FILHO, JOSE AUGUSTO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FERREIRA FILHO, JOSÉ AUGUSTO

FERREIRA FILHO, José Augusto

*sen. MG 1972-1975.

 

José Augusto Ferreira Filho nasceu em Caetés (MG) no dia 28 de novembro de 1913, filho do advogado José Augusto Ferreira e da professora Maria de Barros Ferreira. Seu primo, Israel Pinheiro, foi revolucionário de 1930, constituinte de 1946, deputado federal por Minas Gerais (1946-1956), prefeito do Distrito Federal (1960-1961) e governador de Minas Gerais (1966-1971).

Ferreira Filho cursou o primário no Grupo Escolar Dr. João Pinheiro, em sua cidade natal, e o secundário no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte. Ingressando, em 1933, na Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), atuaria, entre 1935 e 1938, como assistente técnico do Serviço Estadual do Trabalho, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura, Indústria e Comércio do governo mineiro.

Diplomado em 1937, Ferreira Filho participara, durante o período universitário, da fundação do Clube de Estudos Jurídicos e criara o Curso de Prática Judiciária. Em 1938, trabalhou como revisor do jornal O Estado de Minas.

Industrial e fazendeiro, foi chefe de expediente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) e ajudou na organização de vários sindicatos patronais. Acolhendo sugestão de Israel Pinheiro, o interventor de Minas Gerais Benedito Valadares nomeou-o, em março de 1939, prefeito de Espera Feliz (MG), cargo no qual seguiu até agosto de 1941. Após deixá-lo, foi indicado por Benedito Valadares, que, uma vez mais, aceitou indicação de Israel Pinheiro, para chefiar a prefeitura de Caratinga, à frente da qual permaneceu de setembro de 1941 até o final do Estado Novo (1937-1945), em outubro de 1945.

Em janeiro de 1947, Ferreira Filho foi eleito deputado à Assembléia Constituinte de Minas Gerais pela legenda do Partido Social Democrático (PSD). Assumiu sua cadeira em março seguinte e, com a promulgação da nova Constituição estadual em julho do mesmo ano, exerceu o mandato até janeiro de 1951. Como deputado constituinte, fora um dos redatores do regimento interno da Assembléia. Durante o funcionamento da legislatura ordinária, foi vice-presidente da Comissão de Viação e Obras Públicas, líder da maioria e membro das comissões de Assuntos Municipais e Interestaduais, de Leis Complementares à Constituição, de Estudos sobre Transportes e de Exame das Contas do Governador.

Reeleito deputado estadual no pleito de outubro de 1950, no novo mandato exerceu a presidência da Comissão de Educação e Cultura. Novamente reeleito em outubro de 1954, iniciou novo mandato em janeiro de 1955, mas licenciou-se de 11 de abril desse ano a 31 de janeiro de 1956 para ocupar a Secretaria de Viação e Obras Públicas de Minas Gerais no governo de Clóvis Salgado (março de 1955 a janeiro de 1956).

No pleito de outubro de 1958, reelegeu-se, mais uma vez, tomando posse no início do ano seguinte. Em 1961, renunciou ao mandato estadual e, indicado pelo governador José Francisco Bias Fortes, assumiu o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, em cujo posto permaneceu até aposentar-se em 1962. Durante a permanência na Assembléia, exercera a presidência da casa em seis ocasiões.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), agremiação de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. No pleito de novembro de 1966, compôs como suplente a chapa arenista, encabeçada por Mílton Campos, que conquistou uma cadeira no Senado Federal.

Assessor de Israel Pinheiro no governo de Minas Gerais (1966-1971), Ferreira Filho desempenhou neste período as funções de presidente da Companhia Urbanizadora da Serra do Curral (Ciurbe) e de membro do Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento do Estado de Minas Gerais S.A. (BDMG). Na gestão de Rondon Pacheco (1971-1975), presidiria o Conselho Administrativo do Banco do Estado de Minas Gerais S.A. (Bemge).

Com a morte de Mílton Campos em 16 de janeiro de 1972, assumiu uma cadeira no Senado, em maio seguinte, tornando-se membro efetivo das comissões de Justiça, do Distrito Federal e de Redação e suplente da Comissão de Economia da Casa. Tentou eleger-se senador no pleito de novembro de 1974, sempre pela legenda da Arena, mas teve sua campanha prejudicada pela divisão entre setores de origem udenista e pessedista no âmbito da Arena, terminando por ser derrotado pelo candidato do MDB, Itamar Franco. Deixou o Senado em janeiro de 1975.

Em 29 de outubro de 1976, foi nomeado diretor administrativo da Aço Minas Gerais S.A. (Açominas). Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se, no ano seguinte, ao Partido Democrático Social (PDS), que aglutinou a maioria dos remanescentes da extinta Arena.

Foi ainda presidente do diretório municipal da Arena em Caratinga (MG).

José Augusto Ferreira Filho faleceu no dia 24 de setembro de 1990.

Era casado com Aurete Amore Ferreira.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; Diário do Congresso Nacional; NÉRI, S. 16; Perfil (1972); Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); SENADO. Dados; SENADO. Endereços; SENADO. Relação; TCE-MG. Dicionário biográfico.

 

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