FILEMON RODRIGUES DA SILVA

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Nome: RODRIGUES, Filemon
Nome Completo: FILEMON RODRIGUES DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
RODRIGUES, FILEMON

RODRIGUES, Filemon

*dep. fed. MG 1994-1995, 1995-2003; dep. fed. PB 2003-2007.

Filemon Rodrigues da Silva nasceu em Mamanguape (PB), no dia 19 de junho de 1942, filho de Antônio Maximino Rodrigues e de Rosa Maria da Conceição.

De formação evangélica, atuou como missionário na Bolívia, entre 1964 e 1969, e na Espanha, de 1970 a 1975. Em 1974, formou-se como teólogo no Instituto Ebenezer, no Rio de Janeiro. Como instrutor evangélico, participou de diversos seminários realizados nos Estados Unidos, na Suécia, em Portugal e no Peru.

Iniciou carreira política em 1982, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), e depois de quatro anos, ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em 1986, exerceu o cargo de diretor administrativo da Secretaria de Educação de Minas Gerais, na gestão do governador Hélio Garcia (1984-1987).

Em 1988, nomeado secretário-adjunto de Educação pelo governador Newton Cardoso (1987-1991), durante um ano acumulou a função com a de superintendente de Planejamento e Orçamento da Secretaria de Educação. Em 1990, desligou-se do governo estadual para candidatar-se a uma cadeira de deputado federal na legenda do PTB, obtendo uma suplência. De volta ao serviço público, assumiu a direção administrativa e financeira do Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec).

Ingressou na Câmara em agosto de 1994, pouco antes do fim da legislatura 1991-1995, em substituição a José Ulisses de Oliveira, que se licenciara para integrar o secretariado do segundo governo de Hélio Garcia (1991-1995).

Eleito para a Câmara Federal pelo PTB de Minas Gerais em outubro de 1994, e empossado em fevereiro do ano seguinte, Filemon Rodrigues participou das atividades parlamentares como titular das comissões de Orçamento e de Viação e Transportes. Ao longo da legislatura votou a favor da abolição do monopólio nos setores de telecomunicações, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem. Também apoiou a prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação. Na sessão que aprovou a extinção do conceito de empresa nacional absteve-se. E foi contra à extinção do controle do estado na exploração do petróleo.

Em maio de 1996, em meio às discussões sobre a reforma da Previdência, apresentou emenda a uma medida provisória do governo federal prevendo o repasse de cerca de novecentos milhões de reais do Banco do Brasil para a Construtora Mendes Júnior, justificando sua iniciativa pelo fato de o banco ter sido avalista de uma negociação entre a empresa e o governo do Iraque durante a Guerra do Golfo, em 1991. Estabelecido o acordo, as máquinas da construtora serviram como garantia de pagamento do petróleo importado pelo país na época.

Em julho, foi a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.

Em 1997, votou a favor da emenda constitucional que autorizou a reeleição do presidente da República, dos governadores e dos prefeitos e contra a que pôs fim à estabilidade dos funcionários públicos.

Reeleito em outubro de 1998, sempre pela legenda do PTB, votou no primeiro turno, a favor, e no segundo, contra à fixação do teto de 1.200 reais para a aposentadoria dos servidores públicos, e estabeleceu idade e tempo de contribuição para os trabalhadores do setor privado.

Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999. Nesse mesmo ano retornou ao PMDB, permanecendo neste partido até 2000, ano em que se filiou ao Partido Liberal (PL). Ainda em 2000, votou a favor da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal e em 2002 também se pronunciou a favor da prorrogação da CPMF até 2004.

Mudou seu domicílio eleitoral para João Pessoa e no pleito de 2002 foi eleito deputado federal pelo estado da Paraíba na legenda do PL. Assumiu seu mandato em fevereiro de 2003 e ainda nesse ano voltou para o PTB, integrando a bancada de sustentação do governo de Luís Inácio Lula da Silva (2003- ). Nessa condição, votou a favor da reforma da Previdência e da reforma tributária.

De 2004 a 2006 presidiu a Comissão de Viação e Transportes.

Casado com Celeida Miranda Rodrigues da Silva, teve quatro filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1999-2003 e 2003-2007); Estado de S. Paulo (16/5/96); Folha de S. Paulo (14/1/96, 30/1/97, 5/2 e 6/11/98).

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