FILIPE NERI DE ALMEIDA

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Nome: NÉRI, Felipe
Nome Completo: FILIPE NERI DE ALMEIDA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NÉRI, FELIPE

NÉRI, Felipe

*dep. fed. MG 1991-1995.

 

Felipe Néri de Almeida nasceu em Ponte Nova (MG) no dia 27 de fevereiro de 1942, filho de José André de Almeida e de Antonieta Pinheiro de Almeida. Seu pai foi vereador em Ponte Nova e deputado estadual de Minas Gerais (1947-1951).

Em 1960 concluiu seus estudos secundários no Colégio Dom Helvécio, na cidade natal. Ingressou no curso de direito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, no ano de 1962, passando a trabalhar como funcionário da Caixa Econômica estadual. Formando-se como advogado em 1966, no ano seguinte realizou, em Paris, um curso de extensão em administração e literatura francesa na Universidade Sorbonne.

Em 1969, já de volta ao Brasil, foi admitido como corregedor da Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais (Minascaixa), onde permaneceria durante vários anos. Nesse período, além do cargo de corregedor, exerceu as funções de chefe do departamento jurídico (1976-1979) e de superintendente de recursos humanos da instituição (1979-1980). De 1980 a 1982, seria presidente da Caixa de Previdência do banco, a Previcaixa.

Filiado ao Partido Popular (PP), liderado por Tancredo Neves, com a incorporação deste ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Felipe Néri filiou-se a esta agremiação, iniciando sua carreira política no pleito de novembro de 1982 ao ser eleito deputado estadual em Minas Gerais. Empossado na Assembléia Legislativa mineira, em fevereiro seguinte assumiu a vice-liderança do governo Tancredo Neves e da bancada peemedebista. Ainda no primeiro ano de mandato, atuou como titular das comissões de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas e de Constituição e Justiça. Líder do PMDB entre 1984 e 1985, participou de inúmeras comissões parlamentares de inquérito e de várias comissões especiais instauradas na casa nesta legislatura (1983-1987).

Em novembro de 1986, foi reeleito deputado estadual novamente na legenda do PMDB. Assumindo sua nova cadeira em fevereiro de 1987, tornou-se líder do governo Newton Cardoso, função que exerceu durante dois anos. Ao longo deste mandato, foi membro das comissões de Turismo e de Educação, Cultura, Desporto, Turismo e Lazer. Além disso, presidiu a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária e integrou a comissão especial criada para emitir parecer a propostas de emenda constitucional.

Eleito deputado federal no PMDB de Minas Gerais em outubro de 1990, e empossado na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte, participou dos trabalhos legislativos como membro da Comissão de Relações Exteriores e como um dos vice-líderes da bancada de seu partido.

Assim como a grande maioria dos parlamentares, Felipe Néri votou favoravelmente, em 29 de setembro de 1992, à abertura do processo de impeachment por crime de responsabilidade do presidente da República, Fernando Collor de Melo, denunciado durante o funcionamento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada para investigar denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da conclusão do julgamento pelo Senado. Em seu lugar assumiu o vice Itamar Franco, que já exercia interinamente a presidência da República desde o dia 2 de outubro.

Ainda nesse mandato, Felipe Néri foi contrário ao projeto do deputado Paulo Paim, do Partido dos Trabalhadores (PT) do Rio Grande do Sul, prevendo o aumento gradual do salário mínimo até alcançar cem dólares. Objeto de grande polêmica na Câmara, a proposta sofreu forte oposição do governo federal, que temia a “quebra” da Previdência Social e o aumento da inflação. Rejeitado em agosto de 1993, foi preterido pelo projeto do Executivo — apoiado por Néri —, que criou o redutor de 10% para o reajuste mensal dos salários e a reposição integral da inflação a cada quatro meses.

Durante o funcionamento do Congresso revisor (outubro de 1993 a maio de 1994), votou pela aprovação do Fundo Social de Emergência, possibilitando ao governo federal a realocação de verbas antes destinadas a áreas como saúde e educação, e pela instituição do voto facultativo — proposta derrotada em plenário; e apoiou emenda alterando o conceito de empresa nacional que, se aprovada, criaria condições de igualdade jurídica entre as empresas de capital nacional e as de capital estrangeiro. Recusado pela maioria da Câmara, o projeto só seria incorporado à Constituição na legislatura seguinte.

Disputou, sem êxito, a reeleição no pleito de outubro de 1994, deixando a Câmara dos Deputados em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Em 2004, foi nomeado secretário municipal de Gestão e Recursos Humanos de Ponte Nova, em que permaneceu até 2008 quando passou a residir em sua fazenda no município de Teixeiras.

Foi vice-presidente da Florestas Rio Doce, subsidiária da Companhia Vale do Rio Doce e dirigiu o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) de Minas Gerais.

Casou-se com Cleusa Maria Horta de Almeida, com quem teve cinco filhos.

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Folha de S. Paulo (18/1/94); Portal da ASSEMB. LEGISL. MG.  20 anos da Constituição Mineira.

 

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