FIORAVANTE, VALDOMIRO

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Nome: FIORAVANTE, Valdomiro
Nome Completo: FIORAVANTE, VALDOMIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FIORAVANTE, VALDOMIRO

FIORAVANTE, Valdomiro

*dep. fed. RS 1993-2003.

Valdomiro Fioravante nasceu em Marcelino Ramos (RS) no dia 3 de setembro de 1954, filho de Laudemiro Nunes Fioravante e de Carolina Fioravante.

Trabalhou como operário metalúrgico na Eletro-Cirúrgica Erechim (1969-1970) e como auxiliar de escritório na J. Massignan (1970-1972) e na Vigilância Erechim (1974-1975). Entre 1975 e 1976 exerceu o cargo de contador na Incosul. Em 1977, ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Passo Fundo (RS), bacharelando-se em 1982. Nesse mesmo ano começou a trabalhar como advogado em Erechim (RS), atividade que exerceria até 1993. Entre 1983 e 1984 fez curso de pós-graduação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos, em São Leopoldo (RS).

Em 1988, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores (PT), elegendo-se vereador em Erechim no pleito de novembro desse mesmo ano. Assumindo sua cadeira em janeiro de 1989, em outubro do ano seguinte candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, obtendo, no entanto, apenas uma suplência. Na eleição de outubro de 1992, foi o primeiro candidato do PT à prefeitura de Erechim. Derrotado no pleito, continuou no exercício de seu mandato de vereador, o qual concluiu em 31 de dezembro seguinte.

Com a posse de Tarso Genro na prefeitura de Porto Alegre em janeiro de 1993, Fioravante foi efetivado na Câmara dos Deputados. No Legislativo federal, foi titular e suplente das comissões de Seguridade Social e Família e de Trabalho, Administração e Serviço Público. Nas principais votações em que tomou parte, manifestou-se a favor do fim do voto obrigatório e foi contrário à instituição do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE). Criados para financiar o plano de estabilização econômica do governo — batizado de Plano Real —, o IPMF e o FSE seriam sucessivamente prorrogados na legislatura posterior, sempre com o voto em contrário de Fioravante.

Reeleito deputado federal em outubro de 1994, tendo como base eleitoral a cidade de Erechim e a região do Alto Uruguai, assumiu sua cadeira em fevereiro seguinte, atuando nos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e como suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara e da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso Nacional.

Durante a votação das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso ao longo de 1995, acompanhou sempre as orientações de seu partido, tentando obstruir a votação da emenda que acabou com o monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e votando contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, a revisão do conceito de empresa nacional e o fim do monopólio estatal nas telecomunicações e na exploração do petróleo pela Petrobras.

Ainda no mesmo ano, fez um curso de especialização em direito do trabalho em Brasília e, em 1996, tornou-se titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara, além de ter assumido uma das vice-lideranças do PT.

Em fevereiro e novembro de 1997, respectivamente, sempre na oposição ao governo, deu voto contrário à emenda que estabeleceu o direito de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República e ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que instituiu a possibilidade de demissão no funcionalismo público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.

No pleito de outubro de 1998, reelegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul na coligação Frente Popular, formada pelo PT, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

Em novembro seguinte, votou contra a adoção de um limite máximo para as aposentadorias do setor público e a instituição da idade mínima e do tempo de contribuição como critério nas concessões dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Em fevereiro de 1999, assumiu seu novo mandato na Câmara.

Ainda durante esse mandato atuou em comissões ligadas a temas como Previdência Social, Direito do Trabalho, Saúde, Agricultura e Relações Exteriores

No pleito de 2002, tentou se reeleger deputado federal, mas não obteve êxito. Deixou a Câmara ao final de seu mandato, em janeiro de 2003.

Em maio de 2009, saiu do PT e filiou-se ao PSB.

Solteiro, Fioravante teve um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); CÂM. DEP. Lista de suplentes (1991-1995); Diário Popular (online). Disponível em : <http://srv-net.diariopopular.com.br>. Acesso em : 19 out. 2009; Folha de S. Paulo (18/9/94, 31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10 e 11/11/98 e 2/2/99); Globo (online). Disponível em : <http://http://oglobo.globo.com>. Acesso em : 19 out. 2009; Portal do TER-RS. Resultado da eleição 1998. Disponível em :< http://www.tre-rs.gov/eleicoes/1998/index.html>. Acesso em : 19 out. 2009. TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998);

 

 

 Portal Jornal Diário Popular (;  acessado em 19/10/2009);

 

Portal O globo (http://oglobo.globo.com; acessado em 19/10/2009)

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