FLAVIO AUGUSTO COELHO DERZI

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Nome: DERZI, Flávio
Nome Completo: FLAVIO AUGUSTO COELHO DERZI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DERZI, FLÁVIO

DERZI, Flávio

*dep. fed. MS 1991-.

 

Flávio Augusto Coelho Derzi nasceu em Campo Grande, então no estado de Mato Grosso, no dia 30 de junho de 1951, filho de Rachid Saldanha Derzi e de Edviges Coelho Derzi. Seu pai foi deputado federal pelo estado de Mato Grosso (1955 e 1971) e senador (1971-1979 e 1979-1995). Seus tios maternos, Italívio e Lúdio Coelho, também foram senadores, o primeiro por Mato Grosso (1973-1979) e o segundo por Mato Grosso do Sul (1995-).

Em 1974 Flávio Derzi formou-se em administração de empresas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Agricultor e pecuarista, fez parte da diretoria da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul no biênio 1981-1982, presidindo-a entre 1985 e 1987. Nomeado secretário da Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Mato Grosso do Sul no governo de Marcelo Miranda (1987-1991), deixou o cargo em 1988 para assumir a Secretaria da Fazenda do estado, à frente da qual permaneceu até 1989. Durante a gestão foi acusado de fazer pagamentos superfaturados a empreiteiras responsáveis pela construção de armazéns graneleiros.

Em outubro de 1990, egresso do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e filiado ao Partido Social Trabalhista (PST), elegeu-se o deputado federal mais votado do estado, com 61.203 sufrágios. Assumindo a cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1991, tornou-se titular das comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, além da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em outubro de 1993 Flávio Derzi foi acusado de envolvimento no esquema de corrupção denunciado pelos integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as declarações do técnico legislativo e economista José Carlos Alves dos Santos. Seu nome aparecia associado a empreiteiras que deveriam beneficiar-se com a aprovação de emendas ao orçamento da União, propostas pelo deputado pernambucano José Carlos Vasconcelos. Além disso, pesavam contra ele suspeitas de que teria utilizado um avião da empresa Planalto Táxi Aéreo, propriedade de um irmão da amante de José Carlos Alves dos Santos, no qual foram encontrados vestígios de cocaína. Derzi negou o fato e o caso foi arquivado por falta de provas. Com a conclusão dos trabalhos da CPI do Orçamento, em junho de 1994, a Comissão de Constituição e Justiça absolveu-o por 28 votos contra 20, e uma abstenção; no plenário da Câmara, a decisão foi referendada por 239 votos contra 139, sete abstenções e três votos em branco.

Filiado ao Partido Progressista (PP) desde 1993 integrou a Comissão de Finanças e Tributação e como suplente a de Desenvolvimento Urbano e Interior. Nas principais matérias constitucionais apresentadas ao longo da legislatura votou a favor da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação; da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF); e do fim do voto obrigatório.

Reeleito em outubro de 1994 na legenda do PP, tendo como base eleitoral o município de Ponta Porã (MS), teve seus bens seqüestrados pela Justiça Federal do Mato Grosso do Sul, só tomando posse em fevereiro do ano seguinte, depois que o Tribunal Regional Eleitoral aprovou a sua prestação de contas. Novamente titular da Comissão de Finanças e Tributação, e da Comissão de Seguridade Social e Família, em agosto de 1995 filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PP com o Partido Progressista Reformador (PPR).

Entre 1995 e 1997 votou a favor da abolição do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração do petróleo, distribuição de gás canalizado e navegação de cabotagem; do fim de todas as diferenças jurídicas entre empresas nacionais e estrangeiras; da prorrogação por 18 meses do FSE, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF); da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), fonte suplementar dos recursos destinados à saúde; da reeleição de presidente da República, governadores e prefeitos; da quebra da estabilidade do servidor público.

Em junho de 1997, acusado de peculato na construção de armazéns no Mato Grosso do Sul, foi beneficiado pela decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, que negou o pedido de licença para que a Justiça o processasse.

No pleito de outubro de 1998 concorreu na legenda do PPB e conquistou seu terceiro mandato consecutivo de deputado federal. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e pelos critérios de idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores no setor privado. Iniciou novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1999.

Flávio Derzi foi também diretor do Sindicato Rural de Campo Grande.

Faleceu em São Paulo no dia 12 de agosto de 2001.

Casado com Patrícia Costa Derzi, não teve filhos.

Márcia Quarti/Cristiane Jalles

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (9/6/94); Folha de S. Paulo (8/11 e 6/12/94, 14/1/96, 30/1 e 13/6/97, 29/9 e 6/11/98); Globo (20/10 e 2/11/93, 16/6/94); Jornal do Brasil (9 e 16/6 e 10/9/94); Perfil Parlamentar; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998); Veja (27/10/93).

 

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