FONTOURA, OLAVO DE CASTRO

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Nome: FONTOURA, Olavo de Castro
Nome Completo: FONTOURA, OLAVO DE CASTRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FONTOURA, OLAVO DE CASTRO

FONTOURA, Olavo de Castro

*dep. fed. SP 1959-1963.

 

Olavo de Castro Fontoura nasceu em Bragança Paulista (SP) no dia 5 de dezembro de 1910, filho de Cândido Fontoura e de Elvira de Castro Fontoura.

Fez os primeiros estudos nos colégios São Luís, Rio Branco e Franco-Brasileiro, todos em São Paulo, seguindo em 1929 para os Estados Unidos, onde fez um curso de química industrial na Universidade de Millikin, em Illinois, concluindo-o em 1932. De volta ao Brasil, cursou a Universidade Mackenzie, na capital paulista, ingressando a seguir na Escola de Farmácia da Universidade de São Paulo, pela qual se diplomou em 1939.

Oficial da reserva da Aeronáutica, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942 foi convocado para o serviço ativo, servindo como piloto da Força Aérea Brasileira (FAB) em missões de patrulhamento do litoral brasileiro. Participou também do grupo que trouxe dos Estados Unidos 42 aviões Fairchild para treinamento primário de pilotos brasileiros. Com o fim da guerra, passou a trabalhar na indústria química e farmacêutica de sua família, dividindo com um irmão os encargos de sua direção. Fundada por seu pai, a fábrica do biotônico Fontoura — tônico reconstituinte amplamente promovido pelo escritor Monteiro Lobato, amigo da família, através da figura do Jeca-Tatu —, tornou-se uma das maiores indústrias do ramo no país.

Interessando-se pela política, participou, após o fim do Estado Novo (29/10/1945), da campanha que, em janeiro de 1947, conduziu Ademar de Barros, candidato do Partido Social Progressista (PSP), apoiado pelo Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), ao governo de São Paulo. Segundo edição de agosto de 1962 do jornal Correio Brasiliense, prestou significativo apoio financeiro à campanha e tornou-se uma espécie de conselheiro do chefe do PSP. De 1947 a 1948 integrou o Gabinete Civil do governador Ademar de Barros, sendo nomeado a seguir diretor-presidente da Viação Aérea São Paulo (VASP). No exercício desse cargo, foi o responsável pela remodelação da empresa e pela renovação de sua frota aérea, e presidiu também as Aerovias do Brasil.

Em 1954 voltou a participar da campanha eleitoral para o governo do estado de São Paulo, encampando a candidatura de Jânio Quadros, apoiado pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Desligou-se porém de Jânio logo após sua vitória nas urnas, em outubro desse ano. No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda da Aliança Popular Nacionalista, constituída pelo PSB e o PTN, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Na sucessão presidencial de 1960, ainda segundo a citada edição do Correio Brasiliense, teria financiado a campanha do marechal Henrique Teixeira Lott, apoiado pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e, ao mesmo tempo, “em nome de uma velha amizade”, a de Jânio Quadros, que foi apoiada pelo Partido Democrata Cristão (PDC) e o PTN e saiu vitoriosa no pleito realizado em outubro.

Durante seu mandato, ainda segundo a fonte citada, não teria participado intensamente das atividades parlamentares, embora tivesse estado presente “para votar a favor da emenda constitucional parlamentarista”, que instituiu em setembro de 1961 esse regime de governo no país. Esteve presente também no Congresso durante a crise da constituição do segundo gabinete parlamentarista, quando votou contra o candidato apoiado pelo governo federal, Francisco de San Tiago Dantas, preferindo apoiar Auro de Moura Andrade, que se tornaria o primeiro-ministro. Empresário influente, ainda segundo o Correio Brasiliense, era acusado por seus opositores na Câmara de compactuar com os grupos estrangeiros que dominavam a indústria de produtos químicos e farmacêuticos no país. Municipalista, defendeu a aplicação de uma reforma agrária cooperativista, a manutenção do intervencionismo econômico e do monopólio estatal nos níveis então exercidos, as reformas bancária, eleitoral, tributária e administrativa e a reformulação das normas para a remessa de lucros para o exterior.

Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1963, passando a dedicar-se às suas funções de diretor do Instituto de Medicamentos Fontoura, das Indústrias Farmacêuticas Fontoura-Wyeth e da Fonto-Química, tendo sido ainda presidente da Companhia Brazil Transportes e da Real Bragança — Crédito, Financiamento e Investimentos.

Faleceu na cidade de São Paulo no dia 9 de março de 1968.

Era casado com Olga Ferreira Fontoura, com quem teve uma filha.

Publicou Determinação do poder absorvente dos carvões medicinais.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; INF. FAM.; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4); VAITSMAN, M. Sangue; Who’s who in Brazil.

 

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