FORTES, BRENO BORGES

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Nome: FORTES, Breno Borges
Nome Completo: FORTES, BRENO BORGES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FORTES, BRENO BORGES

FORTES, Breno Borges

*militar; comte. III Ex. 1969-1972; ch. EME 1972-1973.

 

Breno Borges Fortes nasceu em São Gabriel (RS) no dia 26 de fevereiro de 1908, filho do general João Borges Fortes e de Maria Manuela Ferraz Borges Fortes. Descendente de tradicional família da cidade, seu pai foi também historiador. Seu irmão, Diogo Borges Fortes, foi comandante-em-chefe da Armada de 1958 a 1959 e ministro do Superior Tribunal Militar (STM) de 1960 a 1967.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, estudou no Colégio Militar dessa cidade e em abril de 1926 sentou praça, ingressando na Escola Militar do Realengo, de onde saiu aspirante-a-oficial da arma de artilharia em janeiro de 1929. Em julho deste último ano foi promovido a segundo-tenente, chegando a primeiro-tenente em fevereiro de 1931 e a capitão em maio de 1937.

Em 1941 integrou a primeira turma de oficiais brasileiros enviada aos Estados Unidos para estudar na Field Artillery School, em Fort Still. Regressando ao Brasil, recebeu em junho de 1943 a patente de major, tornando-se tenente-coronel em junho de 1951 e coronel em março de 1955. Em julho de 1964, após a vitória do movimento político-militar de março desse ano que depôs o presidente João Goulart, foi promovido a general-de-brigada, passando a general-de-divisão em novembro de 1966.

Chegando ao posto de general-de-exército em novembro de 1969, foi designado vice-chefe do Estado-Maior do Exército (EME). Ainda nesse mesmo mês passou a comandar o III Exército, sediado em Porto Alegre, em substituição ao general Emílio Garrastazu Médici, que se licenciou para assumir a presidência da República. No exercício desse comando destacou-se por seus pronunciamentos contra o comunismo. Em maio de 1972 deixou o III Exército e assumiu a chefia do EME, sucedendo ao general Alfredo Souto Malan. Em novembro do ano seguinte passou para a reserva, e em dezembro deixou a chefia do EME, sendo substituído interinamente pelo general-de-divisão Dilermando Gomes Monteiro até a posse do general-de-exército Vicente de Paula Dale Coutinho.

Em maio de 1974 foi eleito presidente da Indústria de Celulose Borregaard em Porto Alegre. Foi presidente do conselho de administração da Rio Grande Companhia de Celulose do Sul (Riocell), cargo que exerceu até maio de 1982.

Ao longo de sua carreira militar ligou-se ainda à área do ensino, tendo sido instrutor e professor da Escola Militar Provisória, destinada aos oficiais anistiados em 1930, do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) do Rio de Janeiro, da Escola Militar do Realengo e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), entre outras.

Faleceu em Porto Alegre no dia 19 de dezembro de 1982.

Foi casado com Iolanda Correia Borges Fortes, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Jornal do Brasil (4 e 6/12/73 e 4/5/74); MIN. GUERRA. Almanaque (1972); Opinião (13/12/74); Veja (17/5/72, 25/4 e 28/11/73 e 8/5/74).

 

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