FORTUNA, ERNANI GOULART

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Nome: FORTUNA, Ernâni Goulart
Nome Completo: FORTUNA, ERNANI GOULART

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FORTUNA, Ernâni Goulart (PRONTO)

FORTUNA, Ernani Goulart

* militar; cmte. ESG 1991-1993; cand. pres. Rep. 1994.

 

                Ernani Goulart Fortuna nasceu em São Luís no dia 9 de junho de 1932, filho de Djalma de Pádua Fortuna e de Benedita Goulart Fortuna. Seu pai foi secretário de Governo do Estado do Maranhão durante todo o Estado Novo (1937-1945).

                Ingressou na Escola Naval, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em março de 1950, saindo guarda-marinha em dezembro de 1953. Promovido a segundo-tenente em 1955 e a primeiro-tenente no ano seguinte, fez curso de aperfeiçoamento de eletrônica no Centro de Instrução Almirante Wandenkolk entre maio de 1957 e novembro de 1958. Capitão-tenente em 1959, capitão-de-corveta em 1963 e capitão-de-fragata em 1968, tornou-se capitão-de-mar-e-guerra em 1974. Entre março e dezembro do ano seguinte fez o curso de comando e estado-maior na Escola de Guerra Naval.

                Em julho de 1980 integrou, como representante da Marinha, a delegação brasileira à reunião do conselho da International Maritime Organization (IMO), realizada em Londres. Em setembro seguinte chefiou a delegação brasileira em reunião sobre trabalho marítimo, promovida pela Organização Internacional do Trabalho e realizada em Genebra, Suíça. Dois meses depois participou, como membro da delegação brasileira, da reunião de chanceleres da bacia do Prata, realizada em Buenos Aires.

Atingiu a patente de contra-almirante em 1981. Entre março e dezembro de 1983 fez o curso superior de guerra na Escola Superior de Guerra (ESG). Chefe da delegação brasileira ao seminário da IMO e da Universidade Marítima da Suécia, realizado naquele país em agosto de 1985, no mês seguinte voltou a chefiar uma delegação do Brasil, desta vez à reunião da II Rede Operativa de Cooperação Regional de Autoridades Marítimas.

                Foi promovido a vice-almirante em 1986 e em seguida designado comandante do IV Distrito Naval, referente à Amazônia Legal, e em 1989, do I Distrito Naval, sediado no Rio de Janeiro e abrangendo a região Sudeste. Em 1990, alçado a almirante-de-esquadra, foi nomeado secretário-geral da Marinha, cargo em que permaneceu até 1991, quando assumiu o comando da ESG, no lugar do tenente-brigadeiro Pedro Ivo Seixas.

                Em 1993 deixou o comando da ESG, sendo substituído pelo tenente-brigadeiro Sérgio Xavier Ferolla. Nesse mesmo ano filiou-se ao Partido Social Cristão (PSC), com o objetivo de concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro em outubro de 1994. No entanto, acabou tendo seu nome lançado como candidato à presidência da República pelo PSC.

                Sua proposta de governo incluía a reforma global do Estado, abrangendo as dimensões patrimonial, fiscal e tributária, reduzindo para quatro ou cinco o número de impostos federais, além de reformas na previdência e na administração pública. Defensor da modernização das forças armadas, propunha o aumento dos gastos militares, cujo peso no orçamento da União deveria passar de 2,7% para 6%. O pleito, realizado em 3 de outubro de 1994, teve como vencedor Fernando Henrique Cardoso, lançado por uma coligação encabeçada pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e pelo Partido da Frente Liberal (PFL). O almirante Fortuna, como ficou conhecido durante a campanha, ficou em oitavo e último lugar, tendo recebido 238.126 votos, correspondentes a 0,38% dos votos válidos.

                Ao longo de sua carreira militar, ocupou os cargos de capitão dos portos da Capitania dos Portos do Estado do Pará e do Território Federal do Amapá, vice-diretor da Diretoria de Portos e Costas, diretor do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha - Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante.

                Casou-se com Darci Macedo Fortuna, com quem teve um casal de filhos.

                Publicou, além de diversos artigos na Revista Marítima Brasileira, Brasil urgente: subsídios altamente qualificados para revisão constitucional e planejamento estratégico (1994).

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de São Paulo (21/8/91, 1/11/92, 9/3 e 12/4/93); Folha de São Paulo (28/5/94, 11/6/94);  Globo (24/5/92, 1/11/92, 28/5/94); Jornal do Brasil (26/10/92, 31/5/94, 26/6/94, 10/7/94, 2 e 5/9/94, 3 e 4/10/94);

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