FRANCISCO AGUIAR CARNEIRO

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Nome: CARNEIRO, Francisco
Nome Completo: FRANCISCO AGUIAR CARNEIRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CARNEIRO, Francisco

*const. 1987-1988; dep. fed. DF 1987-1991.

 

Francisco Aguiar Carneiro nasceu em Sobral (CE), no dia 5 de setembro de 1922, filho de José Carneiro de Vasconcelos e de Maria Corcira de Aguiar.

Formado em engenharia civil pela Escola Politécnica de Salvador, foi engenheiro da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA) dessa cidade entre 1949 e 1951.

Transferiu-se para Brasília ainda na década de 1960, pouco depois da inauguração da nova capital. Empresário, dono de uma das principais concessionárias de veículos na cidade e de uma construtora, fundou o Sindicato da Indústria da Construção Civil e a Federação das Indústrias, entidades das quais foi o primeiro presidente. Foi também presidente do Conselho Superior da Associação Comercial de Brasília por dois anos.

Iniciou a carreira política em meados da década de 1980, quando se filiou ao Partido da Frente Liberal (PFL). Por indicação de empresários ligados à Associação Comercial e à Federação de Indústrias de Brasília, foi nomeado em 1985 secretário de Indústria e Comércio do governo de José Aparecido de Oliveira (1985-1988), função na qual permaneceu até 1986. Nesse período exerceu também o cargo de engenheiro do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS) de Fortaleza.

Em 1986 deixou o PFL e ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), em cuja legenda foi eleito deputado federal constituinte pelo Distrito Federal em novembro, após uma campanha muito cara, voltada em especial para os migrantes nordestinos, explorando sua origem. Com pouco mais de 11 mil votos, foi o único empresário eleito na capital do país, sendo empossado em 1º de fevereiro de 1987, quando tiveram início os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte (ANC).

Membro titular da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado, e suplente da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias, da Comissão da Ordem Social, nas principais votações da ANC pronunciou-se contra o rompimento de relações diplomáticas com países que adotassem política de discriminação racial, a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, o aborto, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, o aviso prévio proporcional, a nacionalização do subsolo, a estatização dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva. Manifestou-se favoravelmente à proteção do emprego contra demissão sem justa causa, à unicidade sindical, à soberania popular, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e à anistia aos micro e pequenos empresários.

Após a promulgação da Constituição em 5 de outubro de 1988, passou a exercer o mandato ordinário. Em 1990 candidatou-se à reeleição, na legenda do Partido Trabalhista Renovador (PTR), mas não foi bem-sucedido. Deixou a Câmara em janeiro de 1991, ao final da legislatura.

Ao longo de sua vida profissional foi também fundador e primeiro presidente da Comissão Pró-Construção da Igreja de Santa Cruz, da Comissão Pró-Construção do Memorial JK, integrante do Lions Clube de Brasília Três Poderes e presidente da Comissão Pró-Conclusão da catedral de Brasília.

Casou-se com Maria Ivonilde Mendes Fernandes Carneiro, com quem teve cinco filhos.

 

FONTE: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988).

 

 

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