FRANCISCO ANTONIO DE MELO REIS

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Nome: REIS, Melo
Nome Completo: FRANCISCO ANTONIO DE MELO REIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
REIS, MELO

REIS, Melo

*const. 1987-1988; dep. fed. MG 1987-1991.

Francisco Antônio de Melo Reis nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 30 de maio de 1937, filho de Antônio Pinto Teixeira Reis e de Ilva Horta de Melo Reis. Seus primos Ademar Resende de Andrade e Geraldo Renault foram prefeitos de Juiz de Fora (1955-1959 e 1963-1967, respectivamente). Resende foi ainda deputado estadual (1967-1979), e Renault foi deputado federal (1979-1983).

Funcionário do Banco Belo Horizonte S.A. em sua cidade natal durante o ano de 1954, concluiu seus estudos secundários no Colégio Cristo Redentor da Academia de Comércio de Juiz de Fora em 1959. No mesmo ano transferiu-se para Brasília, onde trabalhou como auxiliar de administração na Companhia Urbanizadora da Novacap até 1961. Voltando à sua cidade natal, no mesmo ano ingressou no curso de história da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Professor de organização social e política brasileira, história e moral e cívica em diversos estabelecimentos de ensino de Juiz de Fora a partir de 1962, no ano seguinte tornou-se presidente do Diretório Acadêmico Tristão de Ataíde da UFJF, permanecendo no cargo até 1964. No fim de 1965, concluiu o curso de história na universidade, continuando a lecionar em escolas da sua cidade até 1970.

Em novembro de 1970 elegeu-se vereador em sua cidade natal na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar. Em fevereiro seguinte, iniciou seu mandato, tendo participado das comissões de Legislação e Justiça e de Economia e Finanças. Em 1972, foi membro da Comissão de Educação e Cultura na Câmara de Vereadores e tornou-se secretário-geral da Arena em Juiz de Fora.

Diretor-presidente da Gráfica e Editora Mantiqueira S.A., em novembro de 1972 foi candidato a prefeito de Juiz de Fora. Não tendo conseguido se eleger, em janeiro de 1973 concluiu o mandato de vereador. Ainda em 1973, tornou-se sócio-gerente da Rádio Mantiqueira Ltda. de Juiz de Fora e diretor da Companhia Agrícola de Minas Gerais (Camig), permanecendo no cargo até 1975.

Em novembro de 1976 elegeu-se prefeito de Juiz de Fora, sempre na legenda da Arena, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Entre os anos 1978 e 1979 foi presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Paraibuna. Nesse período, em 1978, assumiu também a presidência da Associação Mineira de Municípios, na qual permaneceria até 1983.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação situacionista que sucedeu à Arena.

Deixou a prefeitura de Juiz de Fora em janeiro de 1983 e, nesse mesmo ano, tornou-se diretor-presidente da Rede Juiz de Fora de Radiodifusão, função que exerceria até 1984. Nomeado diretor da Aço Minas Gerais S.A. (Açominas) ainda em 1984, durante sua gestão viajou ao Japão e à Inglaterra a serviço da empresa, onde ficou até 1985. Naquele ano assumiu a diretoria da Metais Minas Gerais S.A. (Metamig), permanecendo no cargo até 1986.

Em novembro de 1986 foi eleito deputado federal constituinte por Minas Gerais, na legenda do PDS, assumindo a cadeira em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1987 participou da Subcomissão dos Municípios e Regiões, da Comissão da Organização do Estado, e foi suplente da Subcomissão da Ciência e Tecnologia e da Comunicação, da Comissão da Família, da Educação, Cultura e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação na Assembléia Constituinte.

Nas principais votações da Constituinte, foi contra o rompimento de relações diplomáticas do Brasil com países que mantivessem uma política de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade privada, a jornada semanal de 40 horas, a soberania popular, o voto facultativo aos 16 anos, o mandado de segurança coletivo, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação de propriedades rurais produtivas para fins de reforma agrária. Votou a favor da pena de morte, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional ao tempo trabalhado, da pluralidade sindical, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, da anistia às dívidas de micro e pequenos empresários e da legalização do jogo. Absteve-se na votação sobre o aborto.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, sem ter concorrido à reeleição em outubro do ano anterior. Filiando-se ao Partido das Reformas Sociais (PRS), em março de 1991 assumiu a Secretaria de Estado de Indústria, Mineração e Comércio no governo Hélio Garcia (1991-1995).

Foi diretor do Museu Mariano Procópio (Mapro) de 2005 a 2008.

Casou-se com Vera Lúcia Costa de Melo Reis.

Publicou O homem primitivo (1985).

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Portal da UFJF – Diretoria de Comunicação (18/8/2009).

 

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