Francisco Brígido da Costa

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BRÍGIDO, Chicão
Nome Completo: Francisco Brígido da Costa

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BRÍGIDO, Chicão

BRÍGIDO, Chicão

* dep. fed. AC 1995-1999

 

Francisco Brígido da Costa nasceu em Ipixuna (MA) no dia 9 de março de 1958, filho de Cícera Brígido da Costa.

Mudou-se para Rio Branco, onde tornou-se proprietário de farmácia, e fez o curso técnico em contabilidade entre 1981 e 1982. Em 1990, foi eleito tesoureiro do Sindicato das Farmácias na capital acreana, função que desempenhou até 1994.

Filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1991 e nessa legenda foi eleito vereador em Rio Branco no pleito de outubro do ano seguinte. Empossado em janeiro de 1993 na Câmara Municipal da capital acreana, tornou-se relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a prostituição de menores e adolescentes, titular da Comissão de Cultura, Saúde e Desporto e líder do PMDB, no Legislativo municipal, entre 1993 e 1994.

Nesse último ano fez o curso de licitação e contrato no Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), no Rio de Janeiro. No pleito de outubro de 1994 foi eleito deputado federal pelo Acre na legenda do PMDB,  obtendo a maioria dos votos na capital do estado. Deixando a Câmara Municipal da capital acreana em janeiro de 1995, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte. Tornou-se membro titular da Comissão de Seguridade Social e Família e suplente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias. Integrou, ainda, como titular, a comissão especial sobre política nacional de drogas e, como suplente, as comissões especiais sobre concessão e distribuição do gás canalizado, atualização da legislação eleitoral e partidária e, ainda, a CPI dos medicamentos.

Nas votações das principais emendas constitucionais propostas pelo governo e enviadas à Câmara em 1995, votou a favor da prorrogação por 18 meses do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). Votou contra a quebra da reserva de mercado das embarcações nacionais na navegação de cabotagem, a mudança do conceito de empresa nacional, a quebra do monopólio das telecomunicações e a quebra do monopólio da Petrobrás na exploração do petróleo e absteve-se da votação da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado.

No ano seguinte, votou a favor da recriação do imposto do cheque, cujo nome passou de Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) para Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

No pleito de outubro de 1996 foi eleito vice-prefeito de Rio Branco, na chapa encabeçada pelo deputado federal Mauri Sérgio. Empossado em 1º de janeiro de 1997, continuou exercendo o seu mandato na Câmara dos Deputados, favorecido pela aprovação do projeto de emenda constitucional que garantia aos parlamentares eleitos vice o pleno exercício dos seus mandatos legislativos. Em janeiro de 1997, mesmo tendo dito, anteriormente, que era a favor da reeleição apenas para os futuros governantes, votou favoravelmente a emenda nesse sentido para os atuais, confirmando o seu voto quando ela foi aprovada em segundo turno na Câmara, no mês seguinte. Justificou-se dizendo que agira dessa forma para evitar que seu estado fosse discriminado. Entretanto, em março, a Folha de São Paulo divulgou uma fita gravada na qual, entre outros nomes, Chicão Brígido era acusado de haver recebido vantagens financeiras para votar a favor dessa emenda. Nessa oportunidade, também pesou sobre ele a acusação de que teria alugado o mandato à suplente Adelaide Néri, no período em que se licenciara para tratar de assuntos particulares. Foi absolvido dessas acusações no julgamento a que foi submetido na Câmara dos Deputados.

Em novembro votou contra o projeto de reforma administrativa do governo que, ao ser aprovado, quebrou a estabilidade do servidor público.

No pleito de outubro de 1998 concorreu ao governo do Acre na legenda do PMDB, mas não conseguiu se eleger, tendo sido o terceiro colocado. O eleito foi Jorge Viana, do Partido dos Trabalhadores (PT).  No mês seguinte, votou a favor do projeto do governo de reforma da Previdência que fixou um valor máximo para aposentadorias no setor público, bem como a idade mínima e o tempo de contribuição no setor privado.

Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro de 1999, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.

Tentou retornar à Câmara nas eleições seguintes, realizadas em Outubro de 2002, mas alcançou apenas a suplência.

Em Julho de 2004, assumiria a cadeira em virtude da cassação do mandato do deputado Ronivon Santiago, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre, sob as acusações de crime eleitoral e compra de votos. Por conta dos tramites que envolveram tal cassação, o peemedebista somente foi empossado em Dezembro de 2005, após protagonizar evento curioso: em protesto pela demora na efetivação de seu mandato, acorrentou-se por 30 horas a uma cadeira do plenário da Câmara.

Nas eleições de 2006, concorreu por uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Acre, mas não obteve êxito. Em 2008, tentou uma vaga na Câmara dos Vereadores de Rio Branco, mas novamente não foi eleito. Em 2010, candidatou-se mais uma vez a uma vaga de deputado estadual no Acre, desta vez pelo PTB, mas não alcançou votação suficiente, ficando com a suplência. O mesmo aconteceu nas eleições para vereador em 2012. Foi também vice-presidente da Associação de Moradores do Bairro da Estação Experimental em Rio Branco.

  Casou-se com Gleide de Oliveira Brígido, com quem teve dois filhos.

 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Jornal Folha de S. Paulo (31/01/1995, 14/01/1996, 30/01/1997 e 06/11/1998); Jornal O Globo (29/01/1997 e 08/10/1998); TRIB. REG. ELEIT. AC. Relação (1998); Portal Agência Brasil. Disponível em: <http://www.agenciabrasil.ebc.com.br>. Acesso em 11/06/2013; Portal do TSE. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 11/06/ 2013.

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados