FRANCISCO GURGEL DO AMARAL VALENTE

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Nome: AMARAL, Gurgel do
Nome Completo: FRANCISCO GURGEL DO AMARAL VALENTE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
AMARAL, GURGEL DO

AMARAL, Gurgel do

*jornalista; const. 1946; dep. fed. DF 1946-1963.

 

Francisco Gurgel do Amaral Valente nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de agosto de 1915, filho de Eurico Gurgel do Amaral Valente e de Guiomar Gurgel Valente.

Fez os estudos primários e parte do curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, concluindo-o em 1932 no Ginásio Municipal de Belo Horizonte. Iniciou o curso de ciências jurídicas na capital mineira, transferindo-se em seguida para a Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, por onde formou-se em 1936.

Iniciado o processo de desagregação do Estado Novo (1937-1945), participou da fundação do Centro de Estudos Políticos e Sociais, que em 1945 se integraria ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). No pleito de dezembro de 1945 elegeu-se deputado pelo Distrito Federal à Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do PTB. Empossado em fevereiro de 1946, participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (18/9/1946), passou a exercer o mandato ordinário. Participou, ainda em 1946, do Congresso dos Partidos Populares e Socialistas da América, realizado no Chile, e integrou na Câmara dos Deputados a Comissão Permanente de Constituição e Justiça, a Comissão Especial de Leis Complementares da Constituição e a Comissão Mista de Leis Complementares do Senado. Na condição de vice-líder do PTB, exerceu a liderança do partido em virtude do impedimento, por motivos de saúde, do líder Alexandre Marcondes Filho.

Reeleito em outubro de 1950, em 1951 tornou-se secretário da Câmara e deixou o PTB, filiando-se ao Partido Republicano (PR). No pleito de outubro de 1954 concorreu à reeleição, na legenda da Aliança Popular contra Roubo e o Golpe, coligação partidária formada no Distrito Federal em janeiro desse ano, com o objetivo de disputar as eleições para o Senado e a Câmara dos Deputados apresentando à opinião pública uma lista de “candidatos honestos, incapazes de trair o mandato” e empenhados em “combater o roubo e preservar as instituições democráticas”. Promotora de cerrada oposição ao governo do presidente Getúlio Vargas (1951-1954), a aliança era constituída por parlamentares da seção carioca da União Democrática Nacional (UDN), do Partido Libertador (PL) e do PR, além de dois deputados dissidentes do PTB. Realizado o pleito, a Aliança conseguiu eleger seis dos seus 19 candidatos à Câmara, dentre eles Gurgel do Amaral.

Iniciando o terceiro mandato em fevereiro de 1955, votou em novembro desse ano contra a proposta de impedimento do presidente João Café Filho, na época licenciado por motivo de saúde, aprovada pelo Congresso depois do movimento militar deflagrado nesse mesmo mês sob a liderança do general Henrique Teixeira Lott, ministro da Guerra demissionário. Segundo seus promotores, esse movimento visava barrar uma conspiração em preparo no governo e assegurar a posse do presidente eleito Juscelino Kubitschek. O levante havia provocado também, dias antes, o impedimento do presidente da República em exercício, Carlos Luz, empossando na chefia da nação o vice-presidente do Senado, Nereu Ramos, que esteve à frente do governo até a posse de Kubitschek.

Em outubro de 1958 voltou a reeleger-se, dessa vez na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Em janeiro de 1961 tornou-se vice-líder da bancada desse partido e, em junho do mesmo ano, vice-líder da maioria na Câmara. No pleito de outubro de 1962 disputou novo mandato federal, na legenda da Frente Popular, integrada pelo Partido Social Democrático (PSD) e o Partido Social Trabalhista (PST), obtendo apenas uma suplência. Concluiu então seu mandato em janeiro de 1963, não mais retornando à Câmara.

Gurgel do Amaral foi também jornalista, tendo redigido os Anais do Laboratório Infantil (órgão destinado a pesquisas psicossomáticas, pedagógicas e sociais relativas à infância delinqüente) e trabalhado em Belo Horizonte no Jornal da Manhã, no Correio Mineiro, no Diário da Tarde e na Folha de Minas, em Juiz de Fora, em A Noite e, no Rio de Janeiro, em O Jornal, A Noite e na Rádio Nacional. Foi também vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais e Gráficos de Belo Horizonte. Ao deixar suas atividades na imprensa passou a se dedicar ao direito trabalhista, representando associações de empregados. No magistério, lecionou história da civilização em Belo Horizonte, atuando ainda como professor subordinado ao Juizado de Menores do Distrito Federal. Pertenceu à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e à Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 14 de outubro de 1974.

 

 

FONTES: AUDRÁ, A. Bancada; CAFÉ FILHO, J. Sindicato; CÂM. DEP. Anais (1961-1); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; CONSULT. MAGALHÃES, B.; CORTÉS, C. Homens; Diário do Congresso Nacional; MACEDO, R. Efemérides; MACIEL, P. Quem; SILVA, G. Constituinte; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1, 2, 3, 4 e 6); Tribuna da Imprensa (16/7/54).

 

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