FRANCISCO HUMBERTO DE FREITAS AZEVEDO

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Nome: HUMBERTO, Chico
Nome Completo: FRANCISCO HUMBERTO DE FREITAS AZEVEDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
Humberto, Chico

HUMBERTO, Chico

* const. 1987-1988; dep. fed. MG 1987-1991.

 

Francisco Humberto de Freitas Azevedo nasceu em Uberlândia (MG), no dia 29 de janeiro de 1946, filho de Afrânio Francisco de Azevedo e de Joanina de Freitas Azevedo. Seu pai foi deputado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) em 1946, e seu irmão, o cirurgião plástico Afrânio Azevedo Filho, operou o guerrilheiro Carlos Lamarca, em 1969, o que lhe permitiu manter-se na clandestinidade.

Militante do movimento estudantil, Chico Humberto participou da diretoria da União dos Estudantes Secundaristas de Uberlândia (1963-1964), concluindo o curso secundário na Escola Professor Leôncio Ferreira do Amaral, na cidade natal (1966).

Fundador e primeiro vice-presidente do diretório acadêmico Domingos Pimentel de Uchoa, da Faculdade de Medicina de Uberlância, e diretor da União Estadual dos Estudantes (1968-1969), obteve o diploma de médico em 1973. Residente de cirurgia geral e de angiologia no Hospital Gafrée Guinle, no Rio de Janeiro (1973-1974), trabalhou no Hospital Santa Clara, em Uberlândia (1975-1976). A morte do pai obrigou-o a dedicar-se às propriedades rurais que herdou.

Integrante da chamada ‘corrente socialista’ do Partido Democrático Trabalhista (PDT), elegeu-se deputado federal constituinte em 1985. Votou a favor do voto facultativo aos 16 anos; do presidencialismo; da nacionalização do subsolo; da limitação dos encargos para a dívida externa; da soberania popular; do mandado de segurança coletivo; da jornada semanal de 40 horas; do turno ininterrupto de seis horas; da remuneração 50% superior para o trabalho extra; do aviso prévio proporcional; da unicidade sindical; e pela legalização do aborto. E contra a pena de morte; a pluralidade sindical; a desapropriação da propriedade produtiva; o mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney.

Após um primeiro turno das votações da Constituinte, em que teve participação ativa inclusive nas negociações entre lideranças, afastou-se um pouco dos trabalhos, no segundo turno, em virtude de ter sido um dos responsáveis pela proposta de criação do Estado do Triângulo, em cuja campanha empenhou-se bastante.

No pleito de outubro de 1988 elegeu-se para a vice-prefeitura de Uberlândia na chapa do Partido Democrático Social (PDS), encabeçada pelo deputado federal e líder da União Democrática Ruralista (UDR) no Triângulo Mineiro, Virgílio Galassi.

Em outubro de 1990 tentou reeleger-se deputado na legenda do Partido Social Trabalhista (PST), obtendo a promeira suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1991.

Em outubro de 1992 disputou sem êxito a prefeitura de Uberlândia.

Em 1993 voltou a filiar-se ao PDT, disputando em outubro de 1996 mais uma vez sem sucesso a prefeitura de Uberlândia.

Distanciado da vida pública, dedicou-se a partir de então à sua clínica particular, em Uberlândia. Fez o curso de especialização em medicina biomolecular, em São Paulo (1998), ingressando na pós-graduação em medicina molecular da Universidade do Rio de Janeiro (1999).

Casado com Maria Inês Naves de Freitas Azevedo, teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário Biográfico (1994); ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Correio Braziliense (19/1/87); Folha de São Paulo (19/1/87).

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