FRANCISCO JAVIER ULPIANO ALFAYA RODRIGUEZ

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Nome: ALFAYA, Javier
Nome Completo: FRANCISCO JAVIER ULPIANO ALFAYA RODRIGUEZ

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALFAYA, JAVIER

ALFAYA, Javier

*pres. UNE 1981-1982; dep. fed BA 2003.

 

Francisco Javier Ulpiano Alfaya Rodriguez nasceu em Redondela, Galícia, na Espanha, no dia 31 de julho de 1956, filho de Fernando Alfaya Bula e de Maria Emma Rodriguez Guerra. Em 1963, quando tinha sete anos, veio para o Brasil com os pais e uma irmã, radicando-se em Salvador.

Concluiu o segundo grau em 1974 no Colégio Irmãos Maristas de Salvador e no ano seguinte ingressou no curso de arquitetura da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 1977 foi eleito presidente do diretório da faculdade, e em seguida secretário-geral (1978) e presidente (1979) do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFBA. Em março de 1979, entrou com o pedido de naturalização na Delegacia de Estrangeiros de Salvador.

Participou, como delegado, do 32º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em 1980 na cidade de Piracicaba (SP), sendo eleito diretor de cultura da entidade. Transferiu-se então para São Paulo, sede nacional da UNE, trancando a matrícula na UFBA. No 33º Congresso da UNE, realizado em novembro de 1981 em Cabo Frio (RJ), foi eleito presidente da entidade, com o apoio do Partido Comunista do Brasil (PC do B), em substituição a Aldo Rebelo. Nesse período, seu pedido de naturalização, que estava parado em razão de alterações na Lei dos Estrangeiros, voltou a tramitar. Passou também a ser vigiado pelos órgãos de segurança do governo federal.

Em março de 1982, foi detido no aeroporto de Salvador, juntamente com a psicóloga e dirigente do Movimento Contra a Carestia (MCC), Sandra Soares, sob a justificativa de que carregavam material subversivo — panfletos, folhetos e jornais — pertencente ao PC do B. Em abril, dias depois de ter dado uma entrevista à TV Itapuã de Salvador, na qual acusou os órgãos de segurança pela morte do ex-presidente da UNE Honestino Guimarãe, em 1973, teve seu pedido de naturalização indeferido pelo ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel. Em maio, foi acusado pelas autoridades de desobedecer à Lei dos Estrangeiros, por exercer atividades políticas e por “má conduta”, devendo permanecer em liberdade vigiada, sem poder sair de Salvador. Mesmo com a mobilização promovida por uniões estaduais de estudantes, entidades da sociedade civil, Igreja Católica e parlamentares da oposição, a Polícia Federal concluiu o inquérito propondo sua expulsão do país após ratificação do presidente João Batista Figueiredo (1979-1985).

Deixou a presidência da UNE em outubro de 1982, no 34º congresso da entidade, que elegeu Clara Araújo, também ligada ao PC do B. Retornou então ao curso de arquitetura, que concluiria em 1986. Em 1983, seu processo de naturalização foi deferido.

No pleito de novembro de 1986, candidatou-se a uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia na legenda do PC do B, mas não teve sucesso. Em fevereiro do ano seguinte, tornou-se chefe do Departamento de Assessoria Parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia, cargo que exerceria até dezembro de 1988. Em outubro desse ano, conquistou uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador, na legenda do PC do B. No exercício do mandato, foi presidente da Comissão de Educação e Cultura (1990-1992), vice-presidente da Comissão de Terras Públicas e Planejamento Urbano (1991-1992) e membro das comissões de Defesa do Consumidor, dos Direitos da Mulher, de Ética Parlamentar e da Reforma Administrativa.

Reeleito vereador em outubro de 1992, na nova legislatura foi presidente da Comissão de Meio Ambiente (1993-1996), da Comissão Externa dos Sequestros de Verbas da Polícia Militar (1994) e da Comissão Mista do Código Ambiental da cidade de Salvador, vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos (1993-1994) e membro da Comissão de Educação e Cultura. Eleito vereador pela terceira vez consecutiva em outubro de 1996, iniciou novo mandato em janeiro do ano seguinte.

Em outubro de 1998, disputou uma vaga de deputado federal pela Bahia na legenda do PC do B e obteve uma suplência. De volta à Câmara dos Vereadores de Salvador, em agosto de 1999 tornou-se líder da bancada de oposição. Em 2000 foi mais uma vez reeleito vereador, mas em outubro de 2002 candidatou-se com êxito a deputado estadual. Renunciou ao mandato de vereador em 31 de dezembro, e em janeiro de 2003, com a renúncia do deputado federal Jacques Wagner, que foi empossado governador do estado, assumiu por um mês, como, suplente sua vaga na Câmara. Em fevereiro de 2003, assumiu afinal sua cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia. Reelegeu-se em 2006, iniciando novo mandato em fevereiro de 2007.

Casou-se com Teresa Gomes do Espírito Santo.

 

FONTES: ENTREV. BIOG.; Estado de S. Paulo (5/5/82); Folha de S. Paulo (4, 6, 19, 21, 22, 25, 26, 27 e 28/5, 23/6 e 12/9/82); Globo (5, 20 e 21/5, 25/6/82); INF. BIOG. Internet; Jornal do Brasil (25/3, 21/4, 4, 14 e 5/5, 24/6, 14/7 e 19/11/82, 25/4/83); Portal Memória do Movimento Estudantil<www.mme.org.br/main.asp?View=%7BD8F61CAF%2DFA6F%2D480C%2DB5B8%2D2B7E57510000%7D&Team=&params=itemID=%7B223BB137%2DAC46%2D4989%2D8B2A%2DEEE882EA45A2%7D%3B&UIPartUID=%7BD90F22DB%2D05D4%2D4644%2DA8F2%2DFAD4803C8898%7D>. Acesso em: 24 nov. 09; Portal da Assembleia Legislativa da Bahia <www.al.ba.gov.br/biografia.cfm?varCodigo=24>. Acesso em: 24 nov. 09; Portal da Câmara dos Deputados <www2.camara.gov.br/deputados/index.html/loadFrame.html>. Acesso em: 24 nov. 09.

 

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