Francisco Mendes Adeodato

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Nome: ADEODATO, Francisco
Nome Completo: Francisco Mendes Adeodato

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ADEODATO, Francisco

*dep. fed. CE 1963-1967.

 

Francisco Mendes Adeodato nasceu em Sobral (CE) no dia 19 de junho de 1927, filho de João Nogueira Adeodato e de Luzia Mendes Adeodato. Seu pai foi deputado federal pelo Ceará entre 1946 e 1951.

Estudou no Ginásio São João, no Colégio Marista e no Colégio Cearense, em Fortaleza, transferindo-se depois para o Colégio Estadual da Bahia e, finalmente, para o Instituto Lafayette, no Rio de Janeiro (então Distrito Federal). Ingressou em seguida na Faculdade Fluminense de Medicina, pela qual se formou em 1954. Especializando-se em anestesia e em cirurgia cardiovascular, trabalhou nos hospitais Sousa Aguiar e Pedro Ernesto, no Rio, antes de retornar a Fortaleza em 1958 para assumir a direção do Departamento Estadual da Criança, cargo em que permaneceu até 1962.

No pleito de outubro desse ano, elegeu-se primeiro suplente de deputado federal pelo Ceará, com o apoio da aliança formada pelo Partido Social Democrático, a União Democrática Nacional e o Partido Trabalhista Nacional (PSD-UDN-PTN). Assumiu uma cadeira na Câmara em 16 de abril de 1963, passando a compor a bancada do PTN. Em 20 de maio de 1964, transferiu-se para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Com a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se em 1966 à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar vigente no país desde abril de 1964 e sob cuja legenda terminou seu mandato no final da legislatura (31/1/1967). Na Câmara, pertenceu à Comissão de Saúde.

Sua atividade parlamentar caracterizou-se pela defesa de iniciativa privada, admitindo, no entanto, o monopólio estatal do petróleo, da energia elétrica, das telecomunicações e dos minérios atômicos. Foi favorável a uma reforma agrária cooperativista, com a assistência integral do Estado e sem qualquer característica coletivista. Defendeu ainda o voto do analfabeto e dos praças das forças armadas, e combateu as propostas divorcistas.

Faleceu no dia 15 de maio de 1998.

 FONTES: CÂM. DEP. Anais; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1946-1967); CAMPOS, Q. Fichário; IPC. Relação de parlamentares (18/11/98).

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