FRANCISCO MOZARILDO DE MELO CAVALCANTI

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: CAVALCANTI, Mozarildo
Nome Completo: FRANCISCO MOZARILDO DE MELO CAVALCANTI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CAVALCANTI, MOZARILDO

CAVALCANTI, Mozarildo

*dep. fed. RR 1983-1987; const. 1987-1988; dep. fed. RR 1987-1988, 1990-1991; sen. RR 1999-.

Francisco Mozarildo de Melo Cavalcanti nasceu em Boa Vista (AP) no dia 11 de junho de 1944, filho de Mozart Cavalcanti e de Cléa de Melo Cavalcanti.

Formou-se em medicina em 1969, em Belém do Pará, e de volta à cidade natal tornou-se diretor dos hospitais Nossa Senhora de Fátima e Coronel Mota, e da Maternidade de Boa Vista. Representante do governo do território federal de Roraima, em Belém, presidiu o Conselho Regional de Medicina daquele território. Secretário de Saúde, chegou a assumir interinamente o governo de Roraima.

No pleito de novembro de 1982 elegeu-se deputado federal na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Empossado em fevereiro de 1983, participou das comissões de Serviço Público (1983-1984), do Interior (1984-1987) e do Índio (1983-1987).

Ausente da sessão de 25 de abril de 1984 na qual a Câmara rejeitou a emenda Dante de Oliveira, que previa o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República já em novembro daquele ano — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Mozarildo Cavalcanti votou no candidato da oposição, Tancredo Neves. Eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal, Tancredo não chegou a ser empossado, por motivo de doença, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março deste ano.

Nas eleições de novembro de 1986, Mozarildo elegeu-se deputado federal constituinte, desta vez na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL). Titular da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado, e suplente da Comissão de Sistematização, votou a favor da pena da morte, da remuneração 50% superior para o trabalho extra, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto facultativo aos 16 anos, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, da nacionalização do subsolo, do limite de 12% ao ano para juros reais, da anistia aos micro e pequenos empresários e da legalização do jogo do bicho. E contra o rompimento das relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade, a estatização do sistema financeiro, a proibição do comércio de sangue, o mandado de segurança coletivo, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a estabilidade no emprego, a limitação dos encargos da dívida externa e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária.

Afastou-se do exercício do mandato em janeiro de 1988 para ocupar a Secretaria de Saúde de Roraima, na gestão de Romero Jucá (1988-1991), sendo substituído no Legislativo federal por Alcides Lima. Retornou à Câmara de abril de 1990 a janeiro de 1991, quando terminou a legislatura. Sem disputar a reeleição, preferiu dedicar-se ao magistério, na Universidade Federal de Roraima, e à direção da faculdade de medicina.

Filiado ao Partido Progressista Brasileiro (PPB) desde o final de 1995, foi assessor de Neudo Campos, governador de Roraima (1995-1998). Em outubro de 1998 elegeu-se senador, pelo PPB, mas antes de tomar posse retornou ao PFL, assumindo a presidência do diretório regional do partido. Durante essa legislatura, foi vice-líder do PFL na Senado e titular da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as chamadas Organizações Não-Governamentais (ONGs).  

Em janeiro de 2003, porém, filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS) e foi escolhido para ser o líder do partido no Senado Federal, posição que ocupou até fevereiro de 2004.  Durante essa legislatura, foi também titular da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sbre o desmanche de carros, da CPMI da Reforma Agrária, da Comissão Especial da Reforma do Judiciário, da CPI dos Bingos, entre outras

Em 2005, saiu do PPS e filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), pelo qual se reelegeu ao Senado Federal nas eleições de 2006. Foi líder do PTB no Senado entre fevereiro de 2005 e janeiro de 2007,  titular de comissões como a Comissão Especial Externa destinada a verificar o risco ambiental em que viviam municípios relacionados no mapa de desmatamento do Instituto Nacional de Pesquisa (INPE), da Comissão de Assuntos Sociais, das Subcomissões Permanentes em Defesa do Emprego e da Previdência Social, de Promoção, Acompanhamento e Defesa da Saúde, de Assuntos Sociais das Pessoas com Deficiência, e da Amazônia e da Faixa de Fronteira.

 

Casou-se com Geilda Monteiro Cavalcanti, com quem teve três filhos.

FONTES: AGÊNCIA BRASIL (www.agenciabrasil.gov.br/; acessado em: 23/9/2009); ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987); COELHO, J. & OLIVEIRA, A. Nova; Folha de S. Paulo (15/7/98); SEN. FED. Biografia – Mozarildo Cavalcanti (Disponível em: http://www.senado.gov.br/; acessado em: 23/9/2009).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados