FRANCISCO PEIXOTO DE MAGALHAES NETO

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Nome: MAGALHÃES NETO, Francisco
Nome Completo: FRANCISCO PEIXOTO DE MAGALHAES NETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
MAGALHÃES NETO, FRANCISCO

MAGALHÃES NETO, Francisco

*const. 1934; dep. fed. BA 1935-1937.

 

Francisco Peixoto de Magalhães Neto nasceu em Salvador no dia 26 de junho de 1897, filho de José Maria Peixoto de Magalhães e de Maria Isabel Guerra de Magalhães.

Realizou os primeiros estudos no Colégio Florêncio e no Ginásio da Bahia, ambos em sua cidade natal, ocasião em que fundou e dirigiu a publicação A Luz. Em 1914 ingressou na Faculdade de Medicina da Bahia e aí foi tesoureiro, presidente e orador da Beneficência Acadêmica, além de auxiliar acadêmico do Hospital São João de Deus. Formou-se em 1919 e, logo após receber o diploma, ingressou no magistério, passando a lecionar psiquiatria na faculdade pela qual se diplomou.

Em 1920 atuou como médico interino do Instituto Osvaldo Cruz, na Bahia. Médico dos Serviços contra a Febre Amarela — que integravam a Comissão Sanitária Federal — de 1921 a 1924, neste último ano assumiu o cargo de subinspetor do Serviço de Saneamento Rural e atuou como assistente da cadeira de clínica médica do serviço do professor Clementino Fraga, sendo efetivado no ano seguinte no Instituto Osvaldo Cruz. Ainda em 1925, tornou-se diretor interino do Hospital São João de Deus e diretor de expediente e contabilidade da Secretaria de Saúde e Assistência Pública do estado, passando em 1926 a assistente do secretário desse órgão. Nesse ano foi também escolhido representante de seu estado no Congresso de Higiene realizado na capital paulista, voltando a exercer essa função no congresso de Recife, em 1929. Assumiu o cargo de inspetor-geral dos serviços sanitários em 1931 e, no ano seguinte, tornou-se assistente do diretor do Departamento de Saúde Pública da Bahia, passando a diretor desse órgão no mês de julho.

Em maio de 1933 elegeu-se deputado pela Bahia à Assembléia Nacional Constituinte na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta e a eleição do presidente da República (17/7/1934), teve o mandato prorrogado até maio de 1935. Em outubro de 1934, elegeu-se deputado federal para a legislatura ordinária que se iniciaria no ano seguinte, tendo exercido o mandato até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país. A partir de então não mais retornou às atividades parlamentares.

Magalhães Neto foi ainda catedrático de higiene na Faculdade de Medicina e de biologia educacional na Faculdade de Filosofia da Bahia. Também jornalista, colaborou no Jornal de Notícias e no Diário Popular, ambos de Salvador.

Vice-presidente da Sociedade de Medicina da Bahia e da Sociedade Médica São Lucas, foi membro da Sociedade Médica dos Hospitais, da Sociedade de Criminologia, Psiquiatria e Medicina Legal, da Sociedade de Pediatria da Bahia, da Sociedade Brasileira de Neurologia e Psiquiatria e membro correspondente da Liga Brasileira de Higiene Mental. Integrou ainda a Academia de Letras da Bahia, a Comissão de História do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia, do qual foi presidente, e a Associação Baiana de Educação.

Faleceu em Salvador no dia 31 de março de 1969.

Era casado com Helena Celestino de Magalhães. Seu filho Antônio Carlos Magalhães foi deputado federal de 1959 a 1967, de 1970 a 1971 e governador da Bahia de 1971 a 1975 e de 1979 a 1983.

Além de conferências e comunicações científicas feitas a algumas das sociedades médicas a que pertenceu, publicou Sobre constituições psicopáticas (tese), Tuberculose e a demência precoce, Considerações sobre a orientação profissional e Os centros de saúde na organização sanitária baiana.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); Boletim Min. Trab. (5/36); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal; Câm. Dep. seus componentes; Diário do Congresso Nacional; GODINHO, V. Constituintes; MELO, A. Cartilha; SOUSA, A. Baianos.

 

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