GABRIEL HERMES FILHO

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Nome: HERMES, Gabriel
Nome Completo: GABRIEL HERMES FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
HERMES, GABRIEL

HERMES, Gabriel

*dep. fed. PA 1955-1979; sen. PA 1979-1987.

 

Gabriel Hermes Filho nasceu em Castanhal (PA) no dia 22 de maio de 1909, filho de Gabriel Jorge Hermes e de Leonor Granhen Hermes.

Realizou seus primeiros estudos no Instituto Marista Nossa Senhora de Nazaré e no Colégio Fênix Caixeiral Paraense. Em 1924 ingressou no comércio, iniciando suas atividades na firma Gabriel Hermes e Filho. Fez o curso de contador e em 1938 bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Pará.

Industrial e jornalista, foi diretor do Departamento das Municipalidades e em 1945 secretário de estado do governo do Pará. Em 1950 assumiu a presidência da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), cargo que ocuparia até 1967, tendo ainda presidido, entre 1951 e 1954, o Banco de Crédito da Amazônia. Nesse período, realizou ainda em 1952 uma viagem de estudos aos Estados Unidos, por indicação do presidente da República Getúlio Vargas. De volta ao Brasil, assumiu, em novembro do mesmo ano, uma suplência na diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde permaneceu dois anos.

Em outubro de 1954 foi eleito deputado federal pelo Pará na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), sendo o segundo candidato mais votado do pleito e o primeiro de seu partido. Assumiu a cadeira em março de 1955 e, a partir de maio de 1957, tornou-se vice-líder do PTB na Câmara dos Deputados. Reeleito em outubro de 1958, dessa vez na legenda da União Democrática Nacional (UDN), participou em 1961 da conferência do General Agreement on Tariffs and Trade (GATT — Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio), representando a Câmara Federal. No pleito de outubro de 1962 obteve nova reeleição com o apoio da Coligação Democrática Paraense, formada pela UDN, o Partido Republicano Trabalhista (PRT), o Partido Republicano (PR), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Libertador (PL) e o Movimento Trabalhista Renovador (MTR).

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Reeleito nessa legenda em novembro de 1966, compareceu em 1968 ao VI Congresso Internacional de Entidades Fiscalizadoras, no Japão, na qualidade de presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas da Câmara dos Deputados. Nesse mesmo ano participou também de uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT), como representante da CNI. Novamente reeleito em novembro de 1970 e em novembro de 1974, sempre na legenda da Arena, no período entre 1967 e 1975 foi presidente da Comissão de Valorização Econômica da Amazônia, presidente e relator de várias comissões parlamentares de inquérito e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia.

Indicado pelo governo em maio de 1978, foi eleito senador por via indireta em setembro do mesmo ano, passando a fazer parte do grupo dos chamados senadores “biônicos”. Deixando sua cadeira na Câmara em janeiro de 1979, assumiu no mês seguinte seu mandato no Senado Federal. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se no ano seguinte ao partido governista, o Partido Democrático Social (PDS). Ainda em 1980 foi eleito segundo-secretário da mesa do Senado e, a partir de 1981, tornou-se vice-líder de seu partido em substituição a Rachid Saldanha Derzi que havia ingressado no Partido Popular (PP). Deixando de concorrer a um novo período no Senado no pleito de novembro de 1986, concluiu o seu mandato em 31 de janeiro do ano seguinte.

Afastado desde então do cenário político, continuou dedicando-se à Fiepa e às suas indústrias. Entusiasta do transporte hidroviário e da construção de eclusas, foi um grande defensor da hidrovia Tocantins-Araguaia.

Sócio-gerente da firma Gabriel Hermes e Cia., foi ainda colaborador dos jornais A Província do Pará, Folha do Norte e Correio Brasiliense, assim como da revista Economia Amazônica. Foi também tesoureiro, secretário, vice-presidente e presidente do conselho fiscal da CNI, membro do Instituto dos Advogados e do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seção Pará, e sócio benemérito do Conselho Superior da Associação Comercial do Pará. Pertenceu ainda ao Instituto Histórico e Geográfico do Pará, à Sociedade Paraense de Antropologia e Etnologia, ao Instituto Contábil do Pará e à Casa do Pará.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 6 de outubro de 1999.

Era casado com Celina Blanco Trindade Hermes, com quem teve um casal de filhos.

Publicou: No país dos dólares, A Amazônia e a unidade nacional, A Amazônia e o problema da borracha, Política e problemas econômicos, O baixo Amazonas e Trajetória da Confederação Nacional da Indústria, além de artigos em diversas revistas, entre as quais O Observador Econômico.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967, 1967-1971, 1971-1975 e 1975-1983); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CONF. NAC. IND.; COUTINHO, A. Brasil; Diário do Pará (14/6/98); Estado de S. Paulo (12/3/81); Globo (12/3/81); INF. Rosália Hermes Luz; Jornal do Brasil (1/9/78); MIN. FAZ. Ministros; NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980); SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; Súmulas; Veja (31/5/78).

 

 

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