GASPAR SANTANA SALDANHA

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Nome: SALDANHA, Gaspar
Nome Completo: GASPAR SANTANA SALDANHA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

SALDANHA, Gaspar

*const. 1934.

 

Gaspar Santana Saldanha nasceu em Livramento, atual Santana do Livramento (RS), no dia 14 de março de 1888, filho de João Alves Saldanha e de Maria Abrelina Santana Saldanha.

Fez os estudos preparatórios no ginásio Rio Grande do Sul, na capital gaúcha, ingressando em seguida na Faculdade de Direito de Porto Alegre. Ainda acadêmico, participou da Campanha Civilista, movimento de caráter antimilitarista que promoveu, em 1909-1910, a candidatura de Rui Barbosa à presidência da República em oposição à do marechal Hermes da Fonseca, afinal vitoriosa no pleito de março de 1910. Concluiu o curso universitário em 1913.

Elegeu-se em 1917 deputado à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul, na legenda do Partido Federalista. Reelegeu-se seguidamente exercendo mandatos até 1924, quando renunciou. Apoiou, em 1922-1923, a candidatura do federalista Joaquim Francisco de Assis Brasil ao governo do Rio Grande do Sul, em oposição à do líder republicano Antônio Augusto Borges de Medeiros, que disputava o quinto mandato consecutivo. A vitória de Borges de Medeiros deflagrou a Revolução Gaúcha de 1923, em que os dois partidos se confrontaram. A luta se estendeu de janeiro a novembro de 1923 e foi encerrada com o Pacto de Pedras Altas, que estipulava a manutenção de Borges de Medeiros, mas vedava nova reeleição.

Participou da campanha da Aliança Liberal (1929-1930) e da Revolução de 1930, ano em que se tornou titular do 5º Ofício de Registro de Imóveis do Distrito Federal. Elegeu-se, em maio de 1933, suplente de deputado à Assembléia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Republicano Liberal (PRL), deixando suas funções no cartório. Empossado em março de 1934, participou ativamente dos trabalhos constituintes, defendendo, entre outras proposições, eleições indiretas para a presidência da República. Após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve o mandato estendido até maio de 1935.

De volta ao cartório, exerceu suas funções até 1958, quando se aposentou. Foi também escritor e jornalista. Ocupou, interinamente, o cargo de auditor de guerra nos estados do Paraná e Rio Grande do Sul.

Faleceu no Rio de Janeiro em 2 de agosto de 1962.

Era casado com Jeni Jobim Saldanha, com quem teve cinco filhos. Um deles, João Saldanha, foi comentarista esportivo e técnico da seleção brasileira de futebol.

 

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. 1934. Anais (1); CÂM. DEP. Deputados; Câm. Dep. seus componentes; CONSULT. MAGALHÃES, B.; GODINHO, V. Constituintes; MELO, L. Subsídios.

 

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