GASPARINI, WELSON

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Nome: GASPARINI, Welson
Nome Completo: GASPARINI, WELSON

Tipo: BIOGRAFICO


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GASPARINI, WELSON

GASPARINI, Welson

*dep. fed. SP 1995-1999.

Welson Gasparini nasceu em Batatais (SP) no dia 1º de dezembro de 1936, filho de Vitório Gasparini e de Deolinda Gasparini.

Formado pela Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro de Uberaba (MG) em 1958, iniciou sua vida pública elegendo-se em outubro desse ano vereador à Câmara Municipal de Ribeirão Preto (SP), na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC). Empossado no início de 1959, candidatou-se com êxito, pelo PDC, à prefeitura de Ribeirão Preto no pleito de outubro de 1962. Após o término do seu mandato de vereador, em janeiro de 1963, no mês seguinte assumiu a prefeitura.

Em 1964, ingressou no Partido de Representação Popular (PRP), agremiação liderada por Plínio Salgado, chefe integralista da década de 1930. Em 1969, Gasparini foi presidente do Sindicato dos Jornalistas de Ribeirão Preto e da Associação Brasileira de Municípios de Brasília e fez um curso de administração pública em Berlim. Em novembro desse ano, foi eleito deputado estadual na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo militar instaurado no país em abril de 1964, sendo empossado em janeiro de 1970. Durante o mandato foi presidente do Centro de Professorado Católico de Ribeirão Preto, em 1971, e presidente da Associação Sul-Americana de Municípios, em 1972.

No pleito municipal de novembro de 1972, foi novamente eleito prefeito de Ribeirão Preto, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1973, ocupou a presidência da Organização Interamericana de Municípios, sediada na Colômbia. Em 1974, fez um curso de problemas administrativos municipais na Fundação Alemã para os Países em Desenvolvimento, em Berlim.

Com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação que deu continuidade à Arena. Na década de 1980, fez vários cursos na área de administração pública, dentre eles, o de administração dos municípios em Santiago do Chile (1980), o de administração dos serviços públicos urbanos no Centro de Estudos Administrativos em Madri (1982) e o de planejamento administrativo no Centro de Estudos e Pesquisas de Administração Municipal em São Paulo (1984).

Em 1987, filiou-se ao PDC e, por essa legenda, foi eleito pela terceira vez prefeito de Ribeirão Preto em novembro do ano seguinte. Ainda em 1988 cursou administração financeira no Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. Em janeiro de 1989 foi empossado prefeito. Ainda nesse ano, concluiu o curso de especialização em direito administrativo no Centro de Ciências Humanas da Universidade de Ribeirão Preto. Concluiu seu mandato na prefeitura em dezembro de 1992.

Em outubro de 1994, disputou uma cadeira na Câmara dos Deputados na legenda do Partido Progressista Reformador (PPR). Eleito — obteve a maioria dos votos de sua base eleitoral no município de Ribeirão Preto —, iniciou seu mandato em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática e da Comissão Especial sobre modificação da estrutura policial.

Em agosto de 1995, com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB), resultado da fusão do PPR com o Partido Progressista (PP), ingressou na nova agremiação. Três meses depois, transferiu-se para o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB). Representando essa última agremiação, atuou como membro titular da Comissão de Constituição e Justiça e da comissão mista sobre contratos para produção de bens imóveis. Ainda nesse ano, tornou-se presidente do Grupo Parlamentar Municipalista e vice-presidente do diretório estadual do PSDB de São Paulo.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, Gasparini votou a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado, da permissão para que as embarcações estrangeiras operassem no transporte de cargas e passageiros entre portos do país, do fim das diferenciações legais entre empresas brasileiras e estrangeiras, da quebra do monopólio estatal das telecomunicações, do fim do monopólio da Petrobras na exploração do petróleo e da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem que essas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Em 1996, Gasparini assumiu a vice-liderança do PSDB na Câmara. Em junho votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, de 0,2% sobre transações bancárias, criado como fonte complementar de recursos para a saúde. Ainda em 1996, paralelamente às suas atividades na Câmara, assumiu a presidência da Associação Brasileira de Municípios (ABM).

Em janeiro de 1997, como presidente da ABM, convocou prefeitos de todo o país a comparecerem à Brasília no dia da votação da emenda da reeleição, com o objetivo de pressionar os deputados a aprovarem a reeleição também para prefeitos e governadores. Na votação da referida emenda, pronunciou-se favoravelmente. Em novembro seguinte, votou a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Ainda em 1997, fez parte de um grupo de parlamentares do PSDB que tentaram mediar a retomada das negociações entre o governo federal e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), interrompidas em virtude das ocupações de terra promovidas por este.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição, pela legenda do PSDB, não sendo bem-sucedido. Em novembro votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da Previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

No pleito de 2004 foi eleito, pela quarta vez, prefeito de Ribeirão Preto. Em 2008 concorreu à reeleição, contudo não obteve sucesso.

Casou-se com Auri Stela Mena Barreto, com quem teve quatro filhos.

Nara Santana/Marcelo Costa

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (28/11/97, 8/10/98); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 24/1/97, 5/2, 29/9 e 6/11/98); Globo (21/9/95, 29/1 e 15/3/97); Jornal do Brasil (5/4/96); TRIB. SUP. ELEIT. Relação (1998, 2004, 2008).

 

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