GELIO, LUIS ORLANDO CARONE

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Nome: GÉLIO, Luís Orlando Carone
Nome Completo: GELIO, LUIS ORLANDO CARONE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
GÉLIO, LUÍS ORLANDO CARONE

GÉLIO, Luís Orlando Carone

*diplomata; emb. Bras. Bolívia 1986-1992.

 

Luís Orlando Carone Gélio nasceu em Vitória no dia 1º de setembro de 1932, filho de Leonardo Gélio e Magnólia Carone Gélio.

Bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, hoje Universidade Federal do Rio de Janeiro, iniciou sua carreira diplomática em 1958, como terceiro-secretário, servindo por um ano como assistente da chefia da Divisão Comercial e da Divisão Econômica da América no Ministério das Relações Exteriores. Chefe substituto da Comissão de Acordos com a Bolívia de 1959 a 1961, neste primeiro ano integrou a seção brasileira na reunião plenária da Comissão Mista Brasil-Paraguai e a missão negociadora de ajuste de pagamento com a Bolívia, em La Paz. Em 1961, foi servir em Viena, Áustria, onde permaneceu dois anos. Promovido a segundo-secretário em outubro daquele ano, ainda em 1961 participou como delegado na Junta de Governadores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e no ano seguinte da conferência geral da mesma entidade.

Cônsul-adjunto em Vigo, Espanha, de 1963 a 1965, nesse ano foi transferido para Nova Iorque, onde também exerceu as funções de cônsul-adjunto, vindo a chefiar o Setor de Promoção Comercial. Promovido, em junho de 1967, a primeiro-secretário, em 1968 foi transferido para em La Paz, atuando como encarregado de negócios da embaixada brasileira por um ano. Ainda em 1968, participou da II Conferência de Chanceleres dos Países da Bacia do Prata, realizada em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia.

Regressando ao Brasil, em 1969 assumiu a chefia da Divisão da Amazônia no Ministério das Relações Exteriores, exercendo-a até 1973. Durante o período, participou de diversos encontros de cooperação econômica e técnica envolvendo diplomatas brasileiros e de outros países sul-americanos, entre as quais a reunião sobre preservação da fauna e da flora amazônicas entre o Brasil e a Colômbia, realizada em Brasília, e a reunião que discutiu acordo entre o Brasil e a Bolívia no campo dos hidrocarbonetos, petroquímica e siderurgia, ocorrida em La Paz.

Promovido a conselheiro em janeiro de 1973, nesse ano passou a servir em Bruxelas, na representação brasileira junto à Comunidade Econômica Européia (CEE), sediada na capital belga. Encarregado de negócios em 1974, no ano seguinte foi delegado nos Comitês de Produtos de Base e Desenvolvimento da Conferência Norte-Sul, em Paris. Em 1976 chefiou a delegação brasileira à reunião da Comissão Interamericana de Energia Nuclear da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em Lima. Em novembro deste ano, foi promovido a ministro de segunda classe. Transferido, em 1977, para a representação brasileira em Lima como ministro-conselheiro, no ano seguinte assumiu as funções de encarregado de negócios da embaixada, desempenhando-as até 1979. Em 1980, foi transferido para Paris, onde também foi encarregado de negócios por quatro anos. De volta ao Brasil, de 1985 a 1986, chefiou o Departamento de Processamento de Dados do Ministério das Relações Exteriores.

Em março de 1986, Gélio foi designado embaixador em La Paz, substituindo a João Tabajara de Oliveira. Envolvido com as negociações acerca da construção do gasoduto Brasil-Bolívia desde a década de 1970, após assumir a representação brasileira na capital boliviana foi considerado um dos maiores responsáveis pela retomada dos entendimentos entre os dois países, que culminou com a assinatura do acordo. O gasoduto seria inaugurado em fevereiro de 1999. Em julho de 1992, Gélio deixou o cargo, sendo substituído por André Guimarães. Nesse mesmo ano, tornou-se embaixador em Oslo, Noruega, ocupando o cargo até 1998. De volta ao Brasil, aposentou-se, ingressando no quadro especial do Ministério das Relações Exteriores.

Em 2009, era membro do Conselho Fiscal da Associação dos Diplomatas Brasileiros (ADB). Residia no Rio de Janeiro.

Divorciado, teve duas filhas.

FONTES: INF. BIOG.; MIN. REL. EXT. Anuário (1992).

 

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