GEREMIAS DE MATOS FONTES

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Nome: FONTES, Geremias
Nome Completo: GEREMIAS DE MATOS FONTES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FONTES, GEREMIAS

FONTES, Geremias

*dep. fed. RJ 1963-1967; gov. RJ 1967-1971.

 

Geremias de Matos Fontes nasceu em São Gonçalo (RJ) no dia 28 de junho de 1930, filho de Antônio da Silva Fontes e de Valéria de Matos Fontes.

Fez os estudos primários e secundários em sua cidade e bacharelou-se pela Faculdade de Direito de Niterói, também no estado do Rio de Janeiro, em 1954. Foi escrevente de justiça, solicitador e advogado nos foros de São Gonçalo e de Niterói.

Depois de ter ocupado o cargo de secretário da Prefeitura de São Gonçalo, candidatou-se a prefeito da cidade no pleito de 1958. Filiado à Igreja Presbiteriana, obteve elevada parcela de votos da comunidade evangélica local, conseguindo eleger-se na legenda da coligação formada pelo Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Libertador (PL) e a União Democrática Nacional (UDN). Exerceu o mandato de 1959 a 1962, permanecendo nesse período vinculado ao PDC.

Transferiu-se em seguida para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e nessa legenda candidatou-se a deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro em outubro de 1962, sendo mais uma vez eleito com expressiva votação entre os presbiterianos. Foi empossado em fevereiro de 1963 e dois meses depois, retornando ao PDC, tornou-se vice-líder de bancada desse partido na Câmara dos Deputados.

Após o movimento político-militar de 31 de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart (1961-1964) e com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), de orientação governista. Em 7 de fevereiro de 1966, o Ato Institucional nº 3 tornou indiretas as eleições para os governos estaduais, e no dia 3 de setembro do mesmo ano Geremias Fontes foi eleito governador do estado do Rio de Janeiro pela Assembléia Legislativa. Em janeiro de 1967 deixou a Câmara Federal e foi empossado na chefia do Executivo fluminense.

Em sua administração, criou a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Coderj), responsável pela política econômica adotada pelo estado. À Coderj caberia o estudo da implantação de “pontos de apoio” ou “pólos de desenvolvimento”, bem como a definição das condições básicas para que tais pólos crescessem como distritos industriais e se irradiassem pelo estado. Caberia igualmente a coordenação das atividades, do conjunto das empresas financeiras e de seguros, criadas e controladas pelo estado: o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BERJ), que passou de 16 agências para 50; a Coderj Crédito e Financiamento; a Coderj Imobiliária; a Coderj Distribuidora de Títulos e Valores; a Coderj Seguros e o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (Bancoderj). Para viabilizar todo esse complexo de atividades, foi criado e implantado o Centro de Processamento de Dados do Estado do Rio de Janeiro (Cepderj).

No setor de saúde, o governador criou o Fundo Estadual de Saúde, destinado a restaurar e construir centros de atendimento médico em quase todos os municípios, e o Serviço Médico Volante, com cem ambulâncias e lanchas para atender Parati e as ilhas do sul do estado. No setor da agropecuária, instalou o serviço das patrulhas mecanizadas, visando à construção de açudes, à preparação de terrenos e à promoção da irrigação de terras no interior; efetuou o levantamento sócioeconômico e agropecuário de todo o estado, através da pesquisa aerofotogramétrica de 1.500 propriedades; construiu a primeira Central de Abastecimento (Ceasa), em Tribobó, e iniciou, com a participação do estado da Guanabra, a criação da Ceasa-Rio. Na educação, instalou o Centro de Ensino Integrado de Petrópolis (Cenip), reunindo várias unidades de ensino já existentes, e os ginásios orientados para o trabalho em vários municípios; construiu ainda cerca de quatro mil salas de aulas e criou e implantou a Fundação Fluminense de Bem-Estar do Menor. No setor de obras públicas, estendeu a rede básica de energia elétrica a vários municípios fluminenses, e quanto à segurança pública, implantou a Escola de Polícia e ampliou as instalações da Polícia Militar do estado.

Geremias Fontes encerrou seu governo em março de 1971, sendo substituído pelo arenista Raimundo Padilha. Voltou ao exercício da advocacia e, posteriormente, foi ordenado pastor para beneficência da Igreja Presbiteriana. Em abril de 1982, o presidente da República, general João Batista Figueiredo, convidou-o para concorrer à vice-governança do estado nas eleições de novembro na legenda do Partido Democrático Social (PDS), ao lado do engenheiro Emílio Ibrahim, até então candidato ao governo. Geremias, todavia, declinou do convite, alegando estar empenhado, como pastor, num trabalho de orientação e recuperação de jovens, em Niterói, ao lado de suas atividades como advogado. Mais tarde, tornou-se presidente da S8, entidade de reabilitação de viciados em drogas. Em junho de 2003, a Comunidade S8 recebeu, pelo Conselho Estadual Antidrogas, o diploma de “Mérito pela Valorização da Vida”. 

Casou-se com Nilda Filgueiras Fontes, com quem teve sete filhos. O casal adotou mais um filho.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CORRESP. GOV. EST. RJ; Dia (10/1/99); Encic. Mirador; ENTREV. BIOG.; Grande encic. Delta; LACOMBE, L. Chefes.

 

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