Germano Mostardeiro Bonow

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Nome: BONOW, Germano
Nome Completo: Germano Mostardeiro Bonow

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BONOW, Germano

*dep. fed. RS 2007-2011.

 

Germano Mostardeiro Bonow nasceu em Porto Alegre no dia 5 de abril de 1942, filho de Germano Bonow Filho e de Dora Mostardeiro Bonow. Seu pai foi um dos fundadores do Partido Socialista Brasileiro no Rio Grande do Sul, na década de 1940.

Fez seus primeiros estudos na sua cidade natal, cursando o primário no colégio São Roque, o ginasial no Anchieta e o científico no colégio estadual Júlio de Castilhos.

Formou-se em Medicina pela Faculdade Católica de Medicina, de Porto Alegre, em 1968, tendo feito curso de especialização em Administração de Sistemas de Saúde Pública na Fundação Getúlio Vargas do Rio de Janeiro, em 1974. Tirou o título de mestre na Faculdade de Saúde Pública da USP, em 1979.

Germano Bonow iniciou-se na vida pública como de técnico da Secretaria Estadual de Saúde e Meio Ambiente, cargo que exerceu de 1973 a 1978. Neste ano, assumiu o cargo de Secretario de Saúde substituto no Rio Grande do Sul, no final do governo de Sinval Guazelli (da Aliança Renovadora Nacional, Arena, de 1975 a 1979).

Em 1980, já no governo do também arenista Amaral de Sousa (1979-1983) assumiu a Secretaria de Saúde e Meio Ambiente, nela permanecendo até o ano de 1986, já no governo de Jair Soares (do Partido Democrático Social-PDS, que sucedera à Arena, de 1983 a 1987). Também em 1980 representou o Brasil no conselho diretor da Organização Panamericana de Saúde. Entre 1980 a 1984 foi o representante do Brasil no comitê regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) e na assembleia da organização, entre 1981 a 1984. No ano de 1983 foi presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde.

Filiado originalmente ao PDS, no ano de 1985 Germano Bonow ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL). Em 1986 foi eleito por esta legenda para o seu primeiro mandato de deputado estadual, com 29.472 votos. Ao assumir, tornou-se relator da Comissão de Defesa do Cidadão, Saúde e Meio Ambiente da Constituinte estadual. No ano de 1990 ocupou a presidência do diretório regional do PFL, em Porto Alegre, cargo em que permaneceria até 2003. Ainda em 1990 candidatou-se à reeleição para deputado estadual, obtendo então 20.070 votos, que lhe garantiram o novo mandato.

Em 1994 candidatou-se para o seu terceiro mandato de deputado estadual, elegendo-se com 21.604 votos. Pouco depois de sua posse, no entanto, licenciou-se para assumir a Secretaria de Saúde no governo de Antônio Brito, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB, 1995-1999).

A partir de 1998 Germano Bonow retomou as suas atividades parlamentares, passando a exercer a liderança da bancada do PFL na Assembleia Legislativa. Nas eleições de outubro, conseguiu pela quarta vez consecutiva a cadeira de deputado estadual, com 68.639 votos.

No ano 2000 candidatou-se à prefeitura de Porto Alegre, na legenda do PFL, no pleito que acabaria sendo vencido, no segundo turno, pelo candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Tarso Genro. A Bonow coube apenas o quarto lugar.

De volta à Assembleia Legislativa, no ano seguinte integrou a Comissão Parlamentar de Inquérito da Segurança Pública, que investigou as relações do governo do petista Olívio Dutra (1999-2003) com os bicheiros. Como deputado estadual exerceu ainda outras funções, como a de líder da bancada PFL (1998-2003); presidente da Comissão de Ética Parlamentar (1999-2002); e de terceiro-secretário da Mesa (2002).

Em 2002, Bonow candidatou-se a vice-governador na chapa liderada pelo ex-governador Antonio Brito, e que além do partido deste, o Partido Popular Socialista (PPS) e o PFL, incorporava ainda as legendas do Partido Social Liberal (PSL) e do Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB). Não obtiveram, porém, a vitória, que coube a Germano Rigotto, candidato do PMDB.

No ano de 2003, Bonow encerrou o seu mandato de deputado estadual e assumiu o cargo de diretor de planejamento do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul, nele permanecendo até 2006, ano em que concorreu, pelo PFL, a uma vaga de deputado federal e foi eleito.

Empossado como deputado federal em fevereiro de 2007, logo Bonow ingressou no Democratas (DEM), legenda que sucedeu ao PFL. Nesse mesmo ano passou a titular da comissão permanente de Seguridade Social e Família, na qual permaneceu ainda em 2008 e 2009, e da qual foi vice-presidente (2010).

Nesta legislatura participou também, como suplente, das comissões de Meio Ambiente (2007-2010); de Fonogramas e Videofonogramas Musicais (2007 e 2010); a de Tempo Integral nas Escolas Públicas (2009), e a de Relações Exteriores e de Defesa Nacional (2010). Em 2009, participou da Comissão de Proventos Integrais para Inválidos, como terceiro vice-presidente e titular. Em 2010, participou ainda, como relator, da Comissão Mista Externa, destinada a analisar os efeitos das políticas sobre drogas em Portugal, Holanda, Itália e Brasil.

Neste mesmo ano realizou-se a primeira eleição presidencial sem a participação de Lula, desde 1989. Germano Bonow foi então um dos coordenadores da campanha de José Serra, candidato do Partido Social Democrata Brasileiro (PSDB). Liderando uma coligação que reunia ainda o DEM, PPS, PTB, PMN e PTdoB, Serra não conseguiu, contudo, derrotar no segundo turno a candidata do PT, Dilma Roussef.

Ao termino de seu mandato, Bonow não mais concorreu a qualquer cargo público, passando a dedicar-se a atividades relacionadas, de algum modo, com sua formação de médico. Neste sentido, é diretor do Museu da História da Medicina do Rio Grande do Sul; membro da Academia Sul-Rio-Grandense de Medicina, cargo vitalício ao qual chegou por eleições; conselheiro da Associação Médica do Rio Grande do Sul, cargo para o qual foi eleito e que ocupará por três anos; e diretor do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, cargo ao qual chegou também por eleição e cujo mandato é de 3 anos.

Ao longo de sua vida profissional, foi também: médico-chefe do posto de saúde de Sapucaia do Sul; funcionário da prefeitura de Porto Alegre; presidente do Comitê Organizações, Entidades e Pessoas; médico do FUNRURAL, médico do INPS e da Santa Casa de Porto Alegre; médico-chefe da Unidade Mista do Ministério da Saúde (Fundação SESP) em Benjamim Constant e Parintins, no Amazonas (AM); e professor de saúde pública da Escola de Enfermagem da UNISINOS.

Recebeu diversas condecorações, entre elas: cidadão benemérito do município amazonense de Benjamim Constant (1979); medalha da Ordem do Rio Branco – Grau de Comendador (1984); medalha Paul Harris do Rotary Club Internacional, em 1995; Sócio Honorário da Associação Riograndense de Imprensa; Ordem do Mérito Militar-Grau Oficial, do Comando Militar do Sul (2001); e Prêmio Líderes e Vencedores-categoria Mérito Político Federasul, da Assembleia Legislativa (2002).

Casou-se com Beatriz Paiva Bonow, com quem teve duas filhas.

Publicou o livro Na Fronteira da Medicina (2015).

 

Elizabeth Dessouzart Cardoso 

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados Brasileiros. Disponível em: <www2.camara.gov.br>. Acesso em 21/09/2009; Portal Clicrbs. Disponível em: <http://www.clicrbs.com.br/rs>. Acesso em 02/07/2015; Entrevista por mail com o biografado (08/07/2015); Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 21/09/2009; Informações Parlamentares. Disponível em: <www2.al.gov.br/memorial/>. Acesso em 26/06/2015; Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <www.tse.gov.br>. Acesso em 21/10/2009.

 

 

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