GERMANO, PEDRO

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Nome: GERMANO, Pedro
Nome Completo: GERMANO, PEDRO

Tipo: BIOGRAFICO


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GERMANO, PEDRO

GERMANO, Pedro

 

*dep. fed. RS 1979-1987.

 

Pedro Chafik Germano nasceu em Cachoeira do Sul (RS) no dia 6 de abril de 1930, filho de Taufik Badui Germano e de Nagibe Germano. Seu irmão Otávio Germano foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul em 1975 e vice-governador do estado entre 1979 e 1983.

Em 1954 formou-se médico veterinário pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, três anos mais tarde, passou a exercer a profissão na Secretaria de Agricultura do estado.

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se à Câmara de Vereadores de sua cidade natal na legenda do Partido Democrático Social (PDS), sendo empossado em fevereiro seguinte.

Em outubro de 1965, com a instauração do bipartidarismo pelo Ato Institucional nº 2 (AI-2), filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964. Exerceu o mandato de vereador até o fim da legislatura, em janeiro de 1967.

Chefe de gabinete da Secretaria do Interior e Justiça do Estado do Rio Grande do Sul entre 1971 e 1973, na administração do governador Euclides Triches (1971-1975), elegeu-se prefeito de Cachoeira do Sul em novembro de 1972, na legenda da Arena. Assumiu o cargo em 1973, ano em que concluiu o bacharelado em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Cruz Alta (RS). Em 1974 fez um curso de administração municipal na Alemanha, a convite do governo desse país. Terminou sua gestão como prefeito em janeiro de 1977.

Nas eleições de novembro de 1978 conquistou uma vaga de deputado federal pelo Rio Grande do Sul, na legenda da Arena, tendo integrado a Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, a Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reorganização partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), que sucedeu a Arena.

Foi vice-presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara em 1982, ano em que se reelegeu pelo PDS gaúcho. Durante a legislatura iniciada em fevereiro seguinte foi suplente da Comissão de Agricultura e Política Rural e titular da Comissão de Transportes.

Contrário ao restabelecimento das eleições diretas para presidente da República, opôs-se à emenda Dante de Oliveira, que, apresentada na Câmara em 25 de abril de 1984, não conseguiu atingir a votação necessária para ser encaminhada à apreciação do Senado Federal. Com a não aprovação da proposta, a sucessão de Figueiredo ficou para ser decidida por um colégio eleitoral, solução que vinha sendo adotada desde a instauração do regime militar.

Em agosto de 1984 a Convenção Nacional do PDS aprovou a candidatura do ex-governador de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf, que derrotou, na ocasião, a pré-candidatura do ministro do Interior, o coronel Mário Andreazza. A oposição, reunida na Aliança Democrática — coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS batizada de Frente Liberal — lançou o nome do ex-governador de Minas Gerais Tancredo Neves, tendo como vice o senador José Sarney.

Na reunião do Colégio Eleitoral de 15 de janeiro de 1985, Germano declarou voto para Maluf, que, no entanto, acabou derrotado por Tancredo por ampla margem de votos. Gravemente enfermo, o ex-governador mineiro não chegou a assumir a presidência, sendo internado no Hospital de Base de Brasília na véspera de sua posse, marcada para 15 de março de 1985. Com isso, José Sarney tornou-se o novo presidente do país, sendo efetivado no cargo após a morte de Tancredo, em 21 de abril.

Pedro Germano não concorreu a um novo mandato em 1986 e deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao fim da legislatura.

Em abril de 1993 filou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão entre o PDS e o Partido Democrata Cristão (PDC) e, em agosto de 1995, com a união do PPR ao Partido Progressista (PP), filiou-se ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), tornando-se membro do seu diretório municipal de Cachoeira do Sul.

Fora da vida pública, voltou a se dedicar à veterinária como funcionário da Secretaria de Agricultura, onde permaneceu até 1990, quando se aposentou.

Faleceu no dia 17 de abril de 2006, vítima de câncer.

Casou-se com Míriam Hipp Germano, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84 e 16/1/85); INF. BIOG.; Portal da Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul.

Disponível em : <http://www.al.rs.gov.br/Dep/site/materia_antiga.asp?txtIDMateria =144557&txtIdDep=29>. Acesso em : 17 set. 2009.

 

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