GIDEL DANTAS DE QUEIROS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: DANTAS, Gidel
Nome Completo: GIDEL DANTAS DE QUEIROS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DANTAS, GIDEL

DANTAS, Gidel

*dep. fed. CE 1987-1991; const. 1987-1988.

Gidel Dantas de Queirós nasceu em Caraúbas (CE) no dia 17 de março de 1935, filho de João Queirós e de Maria Nini Queirós.

Pastor protestante, de 1960 a 1964 foi secretário-executivo da Confederação Evangélica do Brasil e, entre 1964 e 1968, superintendente da regional Norte/Nordeste do Church World Service. Em 1968, ingressou no curso de direito da Faculdade de Direito de Fortaleza, abandonando-o no ano seguinte.

Em 1971, tornou-se diretor administrativo do Departamento de Trânsito (Detran) do Ceará. Professor de psicologia pastoral e evangélica na Igreja Cristo no Brasil entre 1974 e 1979, tornou-se, neste último ano, diretor-geral do Detran de seu estado e chefe da 6ª Região Fiscal da Secretaria Estadual de Fazenda, permanecendo em ambas as funções até 1983. Nesse mesmo ano, tornou-se diretor de Fiscalização do estado e chefe de gabinete do secretário de Fazenda, deixando as referidas funções no ano seguinte. Entre 1983 e 1984, foi também diretor-geral do Patrimônio Histórico do estado do Ceará.

Apoiado pelo governador Gonzaga Mota (1983-1987) e por grupos religiosos, concorreu, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ao primeiro cargo eletivo, representando o Ceará nas eleições de novembro de 1986 à Assembléia Nacional Constituinte (ANC). Considerada grande surpresa, sua vitória foi obtida com votos de municípios de todo o estado, inclusive daqueles onde não esteve em campanha. Empossado em Brasília em fevereiro de 1987, defendeu-se da acusação de ter feito campanha somente nas igrejas protestantes do estado e declarou que “na Constituinte trabalharei não só para os irmãos evangélicos, mas pela dignidade humana”.

Ainda em 1987, foi titular da Subcomissão da Questão Urbana e Transporte, da Comissão da Ordem Econômica; e suplente da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, da Comissão da Organização do Estado.

Nas votações da Constituinte, foi a favor do mandado de segurança coletivo, da proteção ao emprego contra a demissão sem justa causa, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da soberania popular, do voto aos 16 anos, do presidencialismo, da nacionalização do subsolo, da proibição do comércio de sangue, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e da anistia aos micro e pequenos empresários. Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade privada, o aborto, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a legalização do jogo do bicho. Ausente na votação a respeito da desapropriação da propriedade produtiva para fins de reforma agrária, absteve-se na relativa ao rompimento de relações diplomáticas com países com política de discriminação racial e na que definiu o limite de 12% para os juros reais.

Com a promulgação da Constituição, em5 de outubro de 1988, deu continuidade ao exercício de seu mandato ordinário na Câmara dos Deputados, onde permaneceu até janeiro de 1991, ao final da legislatura, sem ter concorrido à reeleição no pleito de outubro do ano anterior.

Casou-se com Eridan Lima Queirós, com quem teve seis filhos.

FONTE: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987).

 

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados